<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366</id><updated>2011-12-31T13:53:05.254-08:00</updated><title type='text'>Oh meu Deus, vim parar ao fim do mundo! Parte ll</title><subtitle type='html'>O Império Contra-ataca. Primeiro o fim do mundo figurativo. Agora o fim do mundo literal. Não bem. Mas quase. Só um bocadinho mais a Norte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>153</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7589559020367920705</id><published>2008-05-11T17:28:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T17:30:25.427-07:00</updated><title type='text'>FIM!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3189/2484995592_82858345b7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3189/2484995592_82858345b7.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não disse que o nome do blog fazia todo o sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então até uma próxima. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(duvido...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obrigadinhos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7589559020367920705?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7589559020367920705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7589559020367920705&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7589559020367920705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7589559020367920705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2008/05/fim.html' title='FIM!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1913427042954314159</id><published>2008-05-11T14:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T17:06:34.786-07:00</updated><title type='text'>Mi Buenos Aires Querido, cuando yo te vuelva a ver…</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3126/2458542028_a74eb686f8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Buenos Aires apanhou-me de surpresa. Do turbilhão que tinham sido os meus últimos meses, da ansiedade do Contacto, da espera sem destino, dos meses passados na Argélia… a minha cabeça ainda se estava a tentar organizar no meio de tanta novidade e informação. Buenos Aires foi um novo desafio que abracei com entusiasmo, decidido a guardar o melhor da aventura anterior e decidido não a esquecer o pior, mas a guardá-lo como lição de vida. Mas a verdade é que de um país extremista Árabe onde impera a lei da selva, passava para um país que desconhecia e do qual pouco ou nada sabia. Maradona, Che Guevara, Evita Perón, Carlos Gardel…. nada. Sabia que era um país da América latina com tudo o que isso tem também de aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um bocado de extremos. E as primeiras impressões ficam vincadas em mim. Buenos Aires conquistou-me em 40 minutos. Foi o tempo que demorou a viagem do Aeroporto a casa do André. Pelo meio da confusão, ruas com gente por todo o lado. Trânsito que nunca mais acaba… o caos completo. Nem sequer passei num monumento nem nada de particularmente interessante. E no entanto, saí do táxi e pensei para mim mesmo “Vou gostar disto.”. Talvez tenha sido intuição. Talvez tenha sido do taxista, o primeiro de muitos com quem fui travando interessantes conversas. Talvez tenha sido do ar que respirei. Ou talvez fosse o efeito das mais de 24 horas de viagem. Não sei do que foi. Mas sei que foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui o disse. Buenos Aires não é uma cidade que se fotografe. Não é uma cidade que se conhece de roteiros em roteiro, dentro de museus, nas obras de arte. Não tem sequer grandes monumentos. Buenos Aires é uma cidade que se sente. É preciso sentir-lhe o pulso. Perceber a sua gente. Escutar a sua confusão. Compreender-lhe a vida. Respirar-lhe os cheiros. E então, descobrir o seu charme. Aquelas ruas, aquele “lio”, aquele frenesim em poucos dias tomou conta de mim. Foi como estar em casa. Aqueles argentinos, cheios de piada, sempre simpáticos e de sorriso rasgado. Gente de energia muito positiva. Aquela pronúncia que faz do “ll” um “x” ou do “y” um “j”. Que assim que sabem que somos portugueses falam disto e mais daquilo. Sabem tudo. Aquela americanização, com lojas abertas 24h por dia, movimento a qualquer hora em qualquer lugar em qualquer dia da semana. Os parques aqui e além. As árvores em todas as ruas. O design em todo o lado. Nos restaurantes, nas lojas, tudo. A carne. O tango… a VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenos Aires é uma senhora de 50 anos que em crise de meia-idade se pinta de lábios vermelhos bem carregados. Palavra de Mariazinha de Cinfães e bem acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenos Aires apanhou-me de surpresa. E ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, ou antes. Ou ao mesmo tempo. Há os amigos. Aqueles que me fizeram viver a cidade no seu melhor. Sem ordens, André, Sónia, Tânia, Maria, Mário, Mariana, Tomaz, Ana, Pedro, Frederico, Mónica… e todos os outros que foram passando por lá… todos os que me foram preenchendo a vida argentina. Um grupo instantâneo onde encaixei e encontrei o meu lugar de modo quase automático. Guardo-os a todos no coração com saudade e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pequenos almoços no Puerto del Cármen, as empanadas do Romário, o Bife Chorizo do desnível, as noites no Ópera Bay, os fins de semana repartidos entre S Telmo, Recoleta e Palermo, os fins de tarde na Freddo, o Tango em cada esquina… as reuniões em casa da Tânia, da Sónia, em minha casa… os fins de tarde de piscina em casa do André… as coisas tão simples… tão banais… tão marcantes…&lt;br /&gt;Já passou um ano desde que aterrei em Portugal. Um ano. Inteirinho. Digo que o tempo lá passou rápido. Pois cá não passou mais devagar. Passou foi com Buenos Aires na cabeça todos, mas rigorosamente todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois termina-se a odisseia com a viagem que vos fui descrevendo ao longo deste ano. E enche-se o peito. Volta-se a Buenos Aires e cai-se na real. E percebe-se que vai a acabar. Que está a acabar. Preciso de mais um dia. Só mais um dia! Txiiii nunca cheguei a ir ver a Livraria Ateneo… e o Tigre? E nunca fui à pampa! E o jogo do Boca? Ou do River? Mas também… se visse tudo que justificação teria para voltar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-se as costas a Buenos Aires. Volta-se a Portugal. Volto sem perceber se estava a perder alguma coisa ou se estava a trazer algo mais comigo. Acho que é a segunda hipótese que impera. Tem de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o poeta que nunca se deve voltar onde um dia já se foi feliz. Discordo. Totalmente. De tal maneira que conto os dias para lá voltar. Não sei quando será. Mas vai ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenos Aires apanhou-me de surpresa. Quem sabe um dia não lhe faço o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica por aqui este blog. Finalmente, diria eu. Acaba-se o peso na consciência de o ter deixado ao abandono. Um ano e um mês depois da chegada a Portugal, fecha-se aqui a última página de um livro. Daqueles livros que nos marcam e nunca ganham pó. Porque de vez em quando voltamos a ir à prateleira para lhe pegar e o ler de ponta a ponta. Ou só para relembrar aquela passagem que já sabemos de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ché!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3208/2457696695_500ef5c64a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3240/2457670205_86f9894891.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2310/2457673505_0b8e00229d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2310/2457673505_0b8e00229d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2218/2458503368_960e56d6f3.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; 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&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2261/2457714699_9fab730fc2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3077/2458510478_292854548f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3077/2458510478_292854548f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3275/2457678147_19e7bc4d20.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3275/2457678147_19e7bc4d20.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2212/2457682961_18bf7767c9.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2212/2457682961_18bf7767c9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2321/2457682137_d356f3a95f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2321/2457682137_d356f3a95f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2268/2457681297_96bbf1f098.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2268/2457681297_96bbf1f098.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2147/2458512166_97076460f9.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2147/2458512166_97076460f9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3123/2458511454_0aea178b99.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3123/2458511454_0aea178b99.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2015/2458515854_606a2efd73.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2015/2458515854_606a2efd73.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3246/2458515748_ae8299272c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3246/2458515748_ae8299272c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2125/2458514548_e799afaa05.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2125/2458514548_e799afaa05.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2063/2457684873_fea4639beb.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2063/2457684873_fea4639beb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3219/2457683285_859931e231.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3219/2457683285_859931e231.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2031/2457687501_e1c050e7f8.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2031/2457687501_e1c050e7f8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2335/2458517426_5de67c3ba2.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2335/2458517426_5de67c3ba2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2060/2457686273_4b15df1fe5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2060/2457686273_4b15df1fe5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2143/2458516920_4afeed2058.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2143/2458516920_4afeed2058.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3075/2458516096_401ea2acfe.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3075/2458516096_401ea2acfe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2268/2458519374_2d00def0f7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2268/2458519374_2d00def0f7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2389/2457688699_b6cf6784b6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2389/2457688699_b6cf6784b6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3037/2458518388_566b618378.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3037/2458518388_566b618378.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3227/2457688603_635872b9e1.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3227/2457688603_635872b9e1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2176/2458518036_e8eb18f439.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2176/2458518036_e8eb18f439.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3171/2457691725_6c16a33c03.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3171/2457691725_6c16a33c03.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2251/2457690951_2a6e9a07dd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2251/2457690951_2a6e9a07dd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2235/2457689987_fd58e0703f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2235/2457689987_fd58e0703f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3172/2457690421_983e8da1b2.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3172/2457690421_983e8da1b2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3247/2458519648_fbbc02c06c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3247/2458519648_fbbc02c06c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3109/2457695897_6b5779d5c5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3109/2457695897_6b5779d5c5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2056/2458525476_bc67c1f506.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2056/2458525476_bc67c1f506.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3100/2457694079_6c4160d31f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3100/2457694079_6c4160d31f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3067/2457695077_b69e768538.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3067/2457695077_b69e768538.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2314/2458523062_89a8d96863.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2314/2458523062_89a8d96863.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2404/2457697861_dd5d329fba.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2404/2457697861_dd5d329fba.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2254/2457697445_5285decf19.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2254/2457697445_5285decf19.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3212/2457697017_1147be05fb.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3212/2457697017_1147be05fb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3272/2457696339_1a54558cae.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3272/2457696339_1a54558cae.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3280/2458530092_d05eae95fe.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3280/2458530092_d05eae95fe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2379/2458529648_0bb45a51ee.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2379/2458529648_0bb45a51ee.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2082/2458528714_942b7a64e2.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2082/2458528714_942b7a64e2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2111/2458529104_ee9dbbde3b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2111/2458529104_ee9dbbde3b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3070/2457698251_07d63e731b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3070/2457698251_07d63e731b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2371/2457708601_5231f3cd4d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2371/2457708601_5231f3cd4d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2393/2458538170_96924a77a1.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2393/2458538170_96924a77a1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3131/2458537096_ea36e415c6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3131/2458537096_ea36e415c6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3209/2457707645_58feac871d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3209/2457707645_58feac871d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3205/2457703903_77b667ff38.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3205/2457703903_77b667ff38.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3200/2457713031_0dd73b9175.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3200/2457713031_0dd73b9175.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2352/2457711197_8e0bf3dd49.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2352/2457711197_8e0bf3dd49.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2276/2458539844_eea8828e41.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2276/2458539844_eea8828e41.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2139/2457710379_31e2390b49.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2139/2457710379_31e2390b49.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2198/2458539168_42b935698c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2198/2458539168_42b935698c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2065/2458545254_f0b9767844.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2065/2458545254_f0b9767844.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2061/2457713691_2cb74a9ae1.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2061/2457713691_2cb74a9ae1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3114/2457714157_63b90e2df2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2314/2457679001_7b016e9a01.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;P.S. (o último) – Começou há pouco um novo projecto. Um projecto de vida. A dois e há muito desejado! Welcome to: The Warehouse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3125/2484115483_ce1f854c15.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1913427042954314159?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1913427042954314159/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1913427042954314159&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1913427042954314159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1913427042954314159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2008/05/mi-buenos-aires-querido-cuando-yo-te.html' title='Mi Buenos Aires Querido, cuando yo te vuelva a ver…'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7114423685645282409</id><published>2007-11-07T16:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T16:49:27.013-08:00</updated><title type='text'>Dia 29 a 32 ::: 04-04-2007 a 07-04-2007 ::: Mendoza - Acabar como comecei.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mendoza por momentos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota prévia: Por motivos vários, nomeadamente a falta de assunto, os dias de Mendoza foram condensados num post. A verdade é que foram dias de descanso, mais do que qualquer outra coisa. Há pouca coisa para dizer e parti-la em posts era um bocadinho ridículo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendoza foi a cidade escolhida para terminar a viagem. Não ia lá com grandes propósitos turísticos. Foi o local escolhido para descansar, para voltar a Buenos Aires em grande forma. Visto agora, à distância, foi uma má escolha. Fiquei dias a mais ali, dias que podia ter aproveitado muito melhor talvez não noutros pontos da viagem (porque o dinheiro já não existia) mas seguramente em Buenos Aires, onde me sobrou pouco tempo para as despedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, foram dias bem passados. Começou com um retorno às actividades radicais com um rafting, passou por mais jantaradas multinacionais e continuou com o reencontro com Corinna e, inesperadamente para os dois, com Flo, o outro alemão que andou connosco em Ushuaia. Com eles passei os restantes dias, simplesmente estando por ali. Pontos altos? Dois: parapente e futebol. Mas primeiro a cidade. Mendoza é uma cidade inteiramente humana. Significa isto, que no lugar onde hoje existe uma cidade enorme e verde, havia antes deserto. A construção de um complexo e bem pensao sistema de aproveitamente do degelo da neve dos antes, permitiu a criação de uma enorme represa. É essa represa que é distribuída por canais que circulam em toda a cidade e que alimentam de água o solo das intermináveis extensões de vinha. Foi também esse sistema que permitiu a construção de uma pequena barragem de caudal, a tal que provoca os rápidos nos canais onde eu me andei a divertir. A água, essa, como qualquer água proveniente do degelo é... ai como é que era mesmo? Isso. Gelada. A cidade vive do vinho. Da produção e do turismo. Se os vinhos argentinos são internacionalmente reconhecidos, muito se deve a Mendoza, cidade onde é produzido cerca de 75% do vinho do país. Também o turismo se desenvolveu à volta do tema e hoje é destino de eleição de especialistas da matéria e de outras pessoas que não sendo tão experts não deixam de ser apreciadoras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2109/1908139669_641391dc0f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A tal barragem que controla o caudal e os rápidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2244/1908140827_d304dcf96e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O canal principal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2350/1908140191_4d0e7ae64b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;A&lt;span style="font-size:78%;"&gt; praça central e o típico hábito argentino de estar deitado na relva a relaxar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2312/1908962906_3e30739ee5.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Numa noite com a Corinna, Flo y sus amigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E agora o Parapente. Não foi sky dive como me tinham dito, mas foi igualmente divertido. Uma sensação fantástica. Muito mais pacífico do que eu imaginava, flutuava no céu, balançava ao sabor do vento, subia e descia conforme o guia queria. Aqui e ali um momento de maior emoção com descidas em parafuso ou um balançar para os lados mais acentuado. Nessas alturas, a cabeça anda à roda, o estômago torce-se, as emoções misturam-se e a adrenalina dispara. A repetir de certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2034/1908116255_53e8e9097a.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2034/1908116255_53e8e9097a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A vista impunha respeito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2415/1908956108_6e539689aa.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2415/1908956108_6e539689aa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Mas a moral era alta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2106/1908123103_0f9ec441a1.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2106/1908123103_0f9ec441a1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2057/1908122551_1811d624fe.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2057/1908122551_1811d624fe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ah... sorriso aberto. So far so good.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2313/1908962348_39aeaf05ea.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mãe! Mãe! Sem pés!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2100/1908961764_ad53c3c568.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2100/1908961764_ad53c3c568.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não sabia que um Parapente conseguia subir. Ali em baixo é a base de saída.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Godoy Cruz X Rosário Central: Num ano marcado por altas cenas de violência nos estádios de futebol argentino, em todos os jogos todos os fins-de-semana levando até à interrupção do campeonato por várias semanas, consegui o impossível. Vivi quatro meses em Buenos Aires e não vi nem um jogo do Boca nem do River. O facto de ter apanhado as férias de verão também não ajudou. Assim que quando recebi o convite o Flo e do seu amigo alemão estudante em Mendoza para ir ver um jogo não pude recusar. Costumo dizer que um povo se mostra num estádio de futebol. E, há que dizer, nem na Argélia deixei de ir ao estádio. Não tinha visto nenhum dos míticos mas não iria embora sem ver um jogo de futebol na Argentina. Meu dito meu feito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2188/1908135335_7e857573a7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2188/1908135335_7e857573a7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2365/1908134533_cbdb343d7b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2365/1908134533_cbdb343d7b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2314/1908136789_2114c37f08.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2317/1908138707_7f98c2938c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;stava assim o resultado quando tive de sair a 5 minutos do fim por causa do autocarro. Um jogo aborrecido, sonolento e decidido de penalti. Acabou 3-1. Hã? Que sorte...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o jogo a última actividade em Mendoza. Dali, segui directo para o hotstel, onde apanhei a mochila e fui directo para a camioneta. Buenos Aires era o destino. A viagem chegava assim ao fim. Na verdade, na minha cabeça, a viagem chegou ao fim em Uyuni. E já tinha tido consciência disso na viagem de regresso à Argentina. A verdade é que depois de Uyuni sabia que nada do que veria depois chegaria sequer aos calcanhares do Salar. Por isso optei por olhar para estes últimos dias como dias de recuperação e de digestão da viagem. Penso que de certa forma foi melhor assim. Aterrar no meio da caótica Buenos Aires vindo directamente das maravilhas que andei a ver podia ser prejudicial. Para tudo é necessária uma adaptação e depois de 31 dias a viajar também eu precisava de uma, como precisei quando comecei a viagem por Ushuaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma experiência com princípio, meio e um fim parcial. Digo parcial porque o bichinho de mochileiro picou-me. Adorei a experiência e ainda vinha no autocarro de regresso a Buenos Aires e já planeava a próxima. Peru e Bolívia serão os próximos alvos. Não sei quando será mas será de certeza. Talvez nessa altura abra um blog para vos contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um relato destes não podia terminar sem uma última aventura. Assim que arrancámos de Mendoza, o simpático assistente de bordo diz ao microfone uma coisa que me encheu de confiança. “Senhores passageiros dentro de momentos vamos pedir-lhes que fechem as cortinas e apagaremos as luzes por alguns instantes. Nesta zona é habitual atirarem pedras aos autocarros para os saquearem depois. Tentaremos que tudo corra dentro da normalidade.”. E eu tudo bem. Depois de tanta coisa, acho que já nada me espanta. Fechei a cortina e os olhos. Acordei em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta, com o peito inchado por uma sensação de orgulho e de missão cumprida. Agora é hora de um merecido e longo banho, de fazer a barba e de ir almoçar com a Sónia. Contar tudo e saber de todos. Voltar à normalidade no tempo que me resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3 - The End - The Doors (tinha de ser este enorme cliché)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7114423685645282409?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7114423685645282409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7114423685645282409&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7114423685645282409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7114423685645282409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-29-32-04-04-2007-07-04-2007-mendoza.html' title='Dia 29 a 32 ::: 04-04-2007 a 07-04-2007 ::: Mendoza - Acabar como comecei.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2485015784172494226</id><published>2007-11-07T15:43:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T15:45:20.457-08:00</updated><title type='text'>Dia 28 ::: 03-04-2007 ::: A caminho de Mendoza</title><content type='html'>Sobre este dia, nem fotos nem histórias. Acordei tarde, só com tempo de comer qualquer coisa e seguir para o Terminal. O destino, Mendoza. A viagem, feita a dormir. Mas antes, ainda tempo de ganhar uma garrafa de vinho num jogo de Bingo feito no autocarro. A garrafa, essa ficou pelo caminho algures em Mendoza. Também, depois de o rapaz do autocarro dizer "Cuidado que te caem os dentes" quem é que tinha coragem de o provar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3: Country Road – Não sei o nome da banda. Parece que estou na fase das músicas na cabeça… O que é que se há-de fazer? E não, também não tenho isto no meu leitor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2485015784172494226?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2485015784172494226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2485015784172494226&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2485015784172494226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2485015784172494226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-27-02-04-2007-salta_07.html' title='Dia 28 ::: 03-04-2007 ::: A caminho de Mendoza'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4720069693302466046</id><published>2007-11-07T15:29:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T15:42:43.275-08:00</updated><title type='text'>Dia 27 ::: 02-04-2007 ::: Salta</title><content type='html'>Salta, la linda é assim conhecida por ser entre os Argentinos a mais bela cidade da Argentina. O nome deve ser antigo porque hoje em dia Salta é uma cidade comum. Grande, com prédios e caótica. O centro concentra quase todo o interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a manhã no topo da colina à qual Salta está encostada. Subi de Teleférico e de lá de cima fiquei a olhar para a cidade. Dali vê-se tudo. Uma cidade geometricamente desenhada (como todas as cidades na Argentina), tirada a regra e esquadro. Polvilhada de prédios e de árvores. Mais ao longe os prédios vão-se desvanecendo dando lugar ao verde. É uma espécie de degrade. Ao longe, percebe-se não há nada. Na Argentina, o espaço entre cidades abunda. É um enorme espaço cheio de nada. Aqui não é excepção. O acaso fez-me encontrar com os meus companheiros de quarto do hostel. Dois canadianos bastante simpáticos. Resolvi ficar por ali mais um pouco. À conversa. Conversa estúpida só. Nada de sério. Esteve-se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2391/1894819349_c576904aa6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O centro é uma mistura engraçada. Alternando vários estilos, vemos casas coloniais, edifícios rasos tipicamente sul americanos, igrejas com traço marcadamente espanhol, mas tudo sempre com o inconfundível toque argentino. A praça central é acolhedora e agradável. A catedral é no mínimo interessante. Vermelha e dourada, salta à vista desde longe. Infelizmente não se podia entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2403/1894829031_76be93f3f6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2403/1894829031_76be93f3f6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2408/1895672856_400774dc61.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2408/1895672856_400774dc61.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2265/1895672240_51723a56de.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2265/1895672240_51723a56de.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2092/1894819961_8157bb13a4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2092/1894819961_8157bb13a4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2257/1894825069_1b0bc05d01.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2257/1894825069_1b0bc05d01.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2410/1895670970_5379f5fb99.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2354/1894825805_d6f6a47a88.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2354/1894825805_d6f6a47a88.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2099/1895669832_a147f078b7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2099/1895669832_a147f078b7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2275/1894826443_de9cfd1654.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2275/1894826443_de9cfd1654.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2294/1894827849_8f692d9901.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2294/1894827849_8f692d9901.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2340/1894821459_a638e71a3e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2340/1894821459_a638e71a3e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2344/1895664866_045d947ec6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2344/1895664866_045d947ec6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2394/1895666210_6a0dcb3041.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2394/1895666210_6a0dcb3041.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2078/1894822923_17f16e4911.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2078/1894822923_17f16e4911.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2416/1894824291_83095b7791.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2416/1894824291_83095b7791.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2168/1894817063_8d615a209a.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2168/1894817063_8d615a209a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2065/1894817849_e2013a0988.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2065/1894817849_e2013a0988.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2345/1895661034_34009b1478.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2345/1895661034_34009b1478.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2342/1894820657_c1ddfa15c4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2342/1894820657_c1ddfa15c4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que passei o meu último dia em Salta. Nas ruas. A ver a cidade por fora e a tentar tirar o melhor partido das poucas horas que me restavam ali. De resto, essa noite havia festa no hostel e por isso contava deitar-me tarde. Como a saída para Mendoza no dia seguinte era a meio da tarde não contava ter tempo para grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite estava programado um curso de empanadas no hostel. Infelizmente uma súbita doença do cozinheiro impediu essa formação, pelo que acabámos todos à conversa a comer empanadas compradas na loja em frente. A noite passou-se com cervejas e matrecos, histórias de viagens como sempre. Muito riso e muitos conselhos a quem ia para de onde eu vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3: Não sei o nome – Jack Johnson (nem tenho a música no mp3 mas passei o dia com ela na cabeça)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4720069693302466046?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4720069693302466046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4720069693302466046&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4720069693302466046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4720069693302466046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-27-02-04-2007-salta.html' title='Dia 27 ::: 02-04-2007 ::: Salta'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-989398360305274310</id><published>2007-11-07T15:15:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T15:18:58.947-08:00</updated><title type='text'>Há rigorosamente 1 ano...</title><content type='html'>Por estas horas estava a instalar-me em casa do André. Daí a nada receberia as boa-vindas da Sonics, do Mario, da Maria, da Tânia e da Mónica. Arrancava a segunda parte desta história. Começava uma nova fase na minha vida. Uma de que me lembro todos os dias sem excepção. Com saudade mas feliz pelo que vivi naquela cidade onde tudo funciona na perfeição, até os seus defeitos. Que saudades "Mi Buenos Aires Querido".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-989398360305274310?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/989398360305274310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=989398360305274310&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/989398360305274310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/989398360305274310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/h-rigorosamente-1-ano.html' title='Há rigorosamente 1 ano...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-582248002328062790</id><published>2007-11-07T14:54:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T15:14:54.796-08:00</updated><title type='text'>Dia 26 ::: 01-04-2007 ::: A caminho de Salta</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2327/1895653940_9e07c5651a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;De volta à Argentina. Sinto-me mesmo em casa neste país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2001/1895655108_51c37f50a7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;5121 km em 26 dias. Em linha recta. Porque na verdade foram muitos mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se 12 horas desde que saí de Uyuni. De volta à Argentina os objectivos são claros: chegar o mais depressa possível a Salta. Espera de 1 horita e logo segui para Salta. A primeira parte da viagem foi feita a dormir. É um tipo de paisagem sem nada de especial que justifique a abertura de pestana. As únicas excepções, foram duas paragens forçadas pela polícia. Entraram no autocarro, pediram documentos, verificaram vistos. Não sei se estavam à procura de alguma coisa em específico ou se fazem isto com todos os autocarros que vêm da fronteira com a Bolívia. Não sei se era pelas metralhadoras na mão, mas fui invadido por aquela ansiedadezinha estúpida. Tipo como quando somos mandados parar pela BT e apesar de termos bebido água toda a noite trememos quando vamos soprar ao balão. Não que já tenha passado por isso. Nunca fui mandado parar. É uma das frustrações que tenho. Acho que vou tentar provocar isso. A partir de hoje andarei sempre a 230 km/h na autoestrada. Ou se calhar não. Acho que é melhor pensar noutra estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a segunda parte da viagem é diferente. Passando por Jujuy, faço de autocarro o passeio que costumam fazer as excursões nesta zona. Sempre junto à Quebrada de Humauaca, enormes paredes de pedra erguem-se diante de mim. Verdes, vermelhas, amarelas, por vezes até roxas. O fenómeno é conhecido em todo o mundo. Os diferentes minerais existentes nesta zona conferem as várias tonalidades à pedra. É uma vista inesperada e que apesar de repetitiva não nos permite afastar os olhos. Aqui e além um cacto marca presença. De resto, pouca vegetação. A estrada vai descendo a montanha numa enorme serpente. E às 16h chego a Salta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2147/1894814119_ccbd781971.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2147/1894814119_ccbd781971.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2130/1894814741_1d3c5a816e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2130/1894814741_1d3c5a816e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2412/1894816565_8b062b85c7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2412/1894816565_8b062b85c7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2116/1894816045_373efaefc5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2116/1894816045_373efaefc5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2288/1895653320_408a4fbd77.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2288/1895653320_408a4fbd77.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2007/1895654534_fd2adb7942.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2007/1895654534_fd2adb7942.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2241/1895655756_bb6a67b0c5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2241/1895655756_bb6a67b0c5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após consulta do guia percebi que havia na cidade dois backpackers hostel. Além de já saber que têm qualidade aceitável (se excluirmos o episódio de S. Pedro de Atacama) tinham a vantagem de ter uma pessoa no terminal a fazer a recepção. Lembrei-me da estratégia de El Calafate e tendo em conta que o autocarro vinha apinhado de israelitas (já os distinguia pelas famosas sandálias aos buracos entretanto tornadas moda em todo o mundo) não fui de meias medidas. Cheguei ao pé do recepcionista e disse "Qual é o hostel para onde vão os israelitas?" ele respondeu e eu disse "Então vou para o outro!". Ele riu-se. Eu não me orgulho. Mas não me arrependo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instalado na nova casa, trato das diligências. Um mapa de Salta para ver o que fazer e sigo para um café. É altura de confortar o estômago e de definir planos. Ao fim de quase um mês de viagem intensa, o cansaço (físico e psicológico) começa-se a notar. Já não faltam muitos dias para o fim da viagem, o budget já há muito foi ultrapassado e estou agora em alta contenção de custos. Decido finalmente a última paragem: Mendoza. A alternativa era Córdoba mas acabei por optar por Mendoza porque sabia que em Córdoba o melhor eram as montanhas e eu não ia ter hipótese de as conhecer. Em Mendoza, estava a oportunidade de fazer sky diving muito barato (segundo me tinham dito em Ushuaia) e reencontraria a Corinna, a alemã que fez parte da viagem comigo (de Ushuaia a Punta Arenas). Era acabar como havia começado. Nesse sentido e no sentido de regressar à cidade que conheci na primeira incursão fora de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Salta não faria nenhuma excursão. A Quebrada já eu a tinha visto na viagem, o trem das nuvens estava fechado. E fora isso restava conhecer a cidade. Passaria assim o dia seguinte. Depois então seguiria para Mendoza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi passada com gente porreira do hostel. Também nisto é giro viajar sozinho. Conhecemos tanta gente todos os dias e separamo-nos delas tão depressa, que saber o nome e a proveniencia delas começa a não ser indispensável. De um grupo de 5 ou 6 pessoas com quem jantei nessa noite recordo apenas uma rapariga que era designer na BBDO em Buenos Aires. E porque me ficou na memória por questões de afinidade profissional. O resto das pessoas, recordo-me da presença delas. Recordo-me até de algumas historias e conversas. Mas as caras e os nomes vão-se perdendo com o tempo. No dia seguinte já não sabia o nome de ninguém. Parece que só ficou o essencial. O superficial foi excluído automaticamente pela memória. As informações que se acumulam são já demasiadas para decorar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Clandestino - Manu Chao (a música manteve-se porque está associada à aventura da viagem e à presença dos amigos polícias)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-582248002328062790?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/582248002328062790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=582248002328062790&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/582248002328062790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/582248002328062790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-26-01-04-2007-caminho-de-salta.html' title='Dia 26 ::: 01-04-2007 ::: A caminho de Salta'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7683556124384144655</id><published>2007-11-07T12:33:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T12:53:12.779-08:00</updated><title type='text'>Dia 25 ::: 31-03-2007 ::: Uyuni e o voltar à Argentina</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O dia foi um bocado secante. Já tinha dito que Uyuni pouco ou nada tinha para se ver. E confirmei-o no dia seguinte. Já com bilhete comprado, deixei o hotel bem cedo. Parei na praça principal em busca de um café onde comer. O problema é que era feriado e não havia rigorosamente nada. Sozinho numa cidade sem nada, a sentir outra vez falta de um grupo, o dia afigurava-se desesperadamente desinteressante. Acabei por encontrar um quiosque aberto onde me sentei a comer e a escrever. Foi aí que conheci um casal de argentinos cujo nome já não recordo. Simpáticos, foram uma boa companhia para um dia parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2405/1894905930_e0c63b82a6.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O centro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2233/1894903068_11af5b1b24.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2178/1894064611_416a5e194b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2055/1894901582_dd55e23cc6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Depois de andarmos às voltas pela cidade em busca de lã de Llama que a rapariga insistia em comprar ali por ser muito mais barata que na argentina, resolvemos visitar o famoso Cementerio de los trenes. Era a única coisa ali para conhecer e diga-se que é manifestamente pouco. É engraçado por ser uma amálgama de metal. Carris, carruagens e máquinas e outras velharias dos caminhos-de-ferro ali são largados a envelhecer e a enferrujar. O ambiente é no mínimo estranho mas a piada esgota-se rapidamente. Para juntar à festa, ao longe, um grupo meio estranho de locais está escondido numa carruagem. Não sei o que estariam a fazer mas achámos melhor não descobrir. Não valia a pena o risco. Além disso, começavam a ser horas de comer alguma coisa porque eu tinha a camioneta daí a poucas horas. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2101/1894902288_01215da01b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A caminho do Cementerio de los Trenes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2044/1894060051_5c0aca68e7.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cemitério. Ou o que eu consegui fotografar dele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;De volta ao centro da cidade, era agora tempo de fazer horas. Instalámo-nos num café de um posto de turismo e aí fiquei a perceber que fiz um péssimo aproveitamento da bidimensionalidade do salar de Uyuni. Uma exposição de fotografias mostrava ideias fantásticas que não eram nada difíceis de reproduzir. Paciência. Fica para a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2156/1894903684_64d03dd9bb.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Boas ideias = Boas fotos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Às 19h00 era hora de ir para a camioneta. Numa enorme rua, imensos autocarros amontoavam-se a carregar passageiros. Entre uns (poucos) modernos, a maioria era ferro velho. O meu não escapava à regra. Ora se já estava ansioso com a viagem (pelo meio de deserto, sem estradas, com ravinas altíssimas e nenhuma segurança) ainda mais fiquei quando vi o "bólide" que me ia levar. Minúsculo, com rodas enormes, malas em cima do tejadilho e completamente podre por dentro. O cheiro não era muito agradável. Mas havia de ser pior mais à frente. Pelo sim pelo não, enviei uma sms à mais-que-tudo a dizer a camioneta em que ia, como se chamava a companhia, a que horas saia de Uyuni e a que horas chegava à fronteira Argentina. À resposta "Tenho motivos para estar preocupada?" não tive coragem de responder. A verdade é que nem eu sabia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2069/1907055073_c9db2716c4.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O autocarro era igual. Só que mais podre. A estrada... era bom era.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;E aí vamos nós. Poucos km depois de Uyuni, entramos pelo meio de um deserto de areia interminável. Aqui e além o autocarro atolava na areia. Foi aí que percebi a função do outro senhor que ia ao lado do motorista. Saia do autocarro com uma pá e ia escavando à frente do autocarro. Estou feito… Para me distrair e não fazer filmes (eu faço muitos filmes) decidi iniciar conversa com as outras duas pessoas não nativas e da minha idade que ali estavam. Um inglês e uma sueca. Começámos com a conversa do costume. Trajectos, onde estivemos, onde vamos, o que gostámos mais, impressões, etc. etc. etc.. Estávamos nós no tema política (outro tema típico nestes encontros culturais) quando fazemos uma paragem para ir à casa-de-banho. Foi aí que percebi que casa de banho não é para todos. A senhora que ia à minha frente, por exemplo, assim que desceu do autocarro deu um passo, subiu a saia e foi ali mesmo. Um belo xixi. Eu atrás, estava trilhado entre a senhora e a pessoa que estava atrás de mim à espera de sair do autocarro. Foram momentos de habilidosa tentativa de fugir à corrente enorme que se formava mesmo ali à minha frente. Consegui sair ileso, que é como quem diz, seco.&lt;br /&gt;Seguimos viagem. Alguns erros no trajecto levam o motorista a improvisar. Já tinha dito que nesta zona da Bolívia não há estradas, ou praticamente não há. O caminho faz-se em cima de areia, por caminhos de cabras e, nesta altura, por aquilo que me parece ser um rio seco. A conversa esgota-se no cansaço dos meus companheiros de viagem. Resta-me então dormir. O que consegui, ainda que a espaços fosse abrindo os olhos. Mas o facto de olhar pela janela e ver que estávamos num caminho esburacado estreitíssimo com uma ravina de 50 metros a pique ao meu lado (o luar continuava cheio e para mal dos meus pecados a iluminar tudo) fazia-me ter uma repentina e enorme vontade de os fechar outra vez.&lt;br /&gt;Deviam ser umas 6 da manhã quando parámos. Tinham-me dito que o autocarro era directo à fronteira. Afinal, tinha de mudar. Saí e olhei o outro autocarro. Era mais novo. Grande. Espaçoso. Era um upgrade. Ou não. O autocarro ia cheio e boliviano que se preze não espera por uma casa de banho para fazer o que tem a fazer. Faz o que tiver que fazer onde tiver que fazer. O cheiro dentro do autocarro era nauseabundo. Durante os primeiros tempos tive de me controlar. Depois, felizmente, adormeci. Quando acordei estava na fronteira com a Argentina. Atravessaria a fronteira a pé. Num processo pouco demorado (uns 30 minutos do lado boliviano) disse adeus à Bolívia e a tudo o que de fantástico ali tinha visto. Fazia promessas de voltar para ver o resto. Mas naquele momento estava mesmo feliz por estar de volta à minha linda Argentina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2071/1894904342_304fa39fdd.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Promessas de volta. Mas por agora, muita felicidade por estar de volta à Argentina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2261/1894064067_f3ea96736b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A meio da ponte que liga os países.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Clandestino – Manu Chao&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7683556124384144655?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7683556124384144655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7683556124384144655&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7683556124384144655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7683556124384144655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-24-30-03-2007-salar-de-uyuni_07.html' title='Dia 25 ::: 31-03-2007 ::: Uyuni e o voltar à Argentina'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3115562054830110754</id><published>2007-11-06T16:24:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T18:10:32.971-08:00</updated><title type='text'>Dia 24 ::: 30-03-2007 ::: Salar de Uyuni</title><content type='html'>E ao terceiro dia, o ansiado Salar de Uyuni. A saída ainda de noite esconde ao longe o branco do salar. Entre risos e músicas, avançamos em linha recta. O sol levanta-se lentamente e vai revelando o espectáculo que se avizinha. Imaginem 12 mil metros quadrados (sim, isso mesmo) de uma plataforma lisinha, branca, totalmente coberta de sal (em alguns lugares com 7 metros de profundidade). Foi um lago salgado em tempos. Formado quando se formaram os Andes, secou e deixou para trás o sal, ouro branco das gentes desta terra. Agora imaginem umas zonas em que chove e se acumula uma pequena camada de água sobre o sal. Parada, porque não há vento, reflecte na perfeição o céu, escondendo a linha de horizonte. Estamos perdidos. Não sabemos o que é terra nem o que é céu. Não há nada à volta. Não há referências. O mundo aqui é a duas dimensões. E no meio, bem mais à frente, um enorme coral seco (do tempo em que isto estava debaixo do mar) ergue-se, espetado por enormes cactos gigantes. O Salar de Uyuni não se escreve. Vê-se, sente-se, cheira-se e ouve-se. Sabe a sal e revela-se no seu silêncio gritante. Só vos posso dar algumas imagens. O resto, só mesmo indo lá. Eu quero voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2008/1893911051_e62e50469e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2008/1893911051_e62e50469e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2405/1893911519_95f6fc6852.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2405/1893911519_95f6fc6852.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2084/1894754338_15e5fbde18.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2084/1894754338_15e5fbde18.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2410/1893913875_92887e59f9.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2410/1893913875_92887e59f9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2201/1894754758_4ce8ef1dcd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2201/1894754758_4ce8ef1dcd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2042/1894755208_3470dc6a7d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2042/1894755208_3470dc6a7d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2402/1893916293_e0c9467a23.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2402/1893916293_e0c9467a23.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2231/1894757512_60696e9754.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2231/1894757512_60696e9754.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2231/1893916757_0b64cdc8bd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2231/1893916757_0b64cdc8bd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2001/1894757988_1b7dae12cb.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2001/1894757988_1b7dae12cb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2162/1893918815_77ec4f2bef.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2162/1893918815_77ec4f2bef.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2012/1894759162_906e85b72f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2012/1894759162_906e85b72f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2133/1894760194_261c3b3ab7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2133/1894760194_261c3b3ab7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2318/1894759750_1ca0f5d842.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2318/1894759750_1ca0f5d842.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Campas de pessoas que antigamente se perdiam no salar. Aqui foram enterradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2024/1893957533_baad06a21e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2295/1893921455_808669f5a6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2349/1893922191_ac0ec70a3e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2349/1893922191_ac0ec70a3e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2074/1893923335_f5c3d927fe.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2074/1893923335_f5c3d927fe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2142/1893958337_0975b2ad21.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2052/1893922741_5cf82b4c57.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2052/1893922741_5cf82b4c57.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2005/1893924065_7df156d95b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2005/1893924065_7df156d95b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O estado do pneu depois de 2 horas a andar sobre água salgada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2119/1894760748_0bf5ec8a85.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2119/1894760748_0bf5ec8a85.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2169/1894777140_d10174708e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2280/1894764850_b101b67cef.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1893927707_2d522e683f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2309/1894774808_906b49ad38.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2133/1894768542_851d74d0e6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2377/1894769784_b8759e196e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2256/1894795084_6efb7ae0db.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2327/1894771690_73812f9205.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2173/1894771030_9b8896d7a7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2273/1893959335_77e3b0cf78.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2128/1893932399_407ea66c54.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2253/1894765252_1b357dc8cf.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2172/1894766558_fea8d956e7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2146/1894765946_19d96623fd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2073/1894780166_c11f1ca4aa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2076/1893933697_677a405ab7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2109/1893933137_38be7417a3.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2312/1894797118_b3b07718b5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2250/1894777514_3a5b6a96dc.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2250/1894777514_3a5b6a96dc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2157/1894778106_3a024dfe0b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2157/1894778106_3a024dfe0b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2159/1893935459_1562615cc2.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2159/1893935459_1562615cc2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2042/1894775388_f51f2fb904.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2050/1893935857_e447ba06d0.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2345/1893939051_766b841878.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2264/1893960067_bf3c967d47.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2114/1893938277_5e5a243381.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2276/1894794404_38cccf3f2c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;A ausência de noção de profundidade faz com que alguns pareçam anões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2040/1894795502_6962fb65f9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2414/1894780608_2fec5cdd5b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2342/1893940595_01f3fa6d48.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2353/1894782004_ecf8623bd4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2266/1893941029_0158dc401e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2266/1893941029_0158dc401e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2251/1894782922_3733b3ae41.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2251/1894782922_3733b3ae41.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2288/1893942057_077a749ab5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2288/1893942057_077a749ab5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2235/1893942803_4c81ee7254.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2235/1893942803_4c81ee7254.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2009/1894776720_c538926f23.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2009/1894776720_c538926f23.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2013/1893943199_3b9e1db863.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2013/1893943199_3b9e1db863.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2390/1894784754_56b3d9be14.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2390/1894784754_56b3d9be14.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2386/1893945173_678baed905.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2386/1893945173_678baed905.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2313/1894798324_290966898a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2022/1893944695_ad3e3a97d4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2022/1893944695_ad3e3a97d4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2325/1894799056_d8b142fd3a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2049/1893945487_69b1be19cd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2049/1893945487_69b1be19cd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2003/1893945801_9f6ecdee52.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2003/1893945801_9f6ecdee52.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2294/1893946431_829308b3bb.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2294/1893946431_829308b3bb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2009/1893947961_23b06766c3.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2009/1893947961_23b06766c3.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2135/1893947163_81c4b42b1a.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1893947163_81c4b42b1a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2039/1894789146_32cfb8c0ee.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2039/1894789146_32cfb8c0ee.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2021/1894789716_7222388c08.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2021/1894789716_7222388c08.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2023/1894790150_f5dfdba1b6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2023/1894790150_f5dfdba1b6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; As Salinas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2231/1894790920_03561201dd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2231/1894790920_03561201dd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2104/1893950117_e11fea0c67.jpg?v="&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2104/1893950117_e11fea0c67.jpg?v=" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;E assim terminava o salar. Imediatamente à saída, um pequeno povoado onde parámos para almoçar. Ali, as pessoas vivem do sal. Ou o extraem, ou vivem dos turistas que ali se deslocam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2338/1894791532_54064f82ba.jpg?v=0"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2338/1894791532_54064f82ba.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2253/1894793070_2d1704e342.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2253/1894793070_2d1704e342.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;O meu mais recente amigo boliviano com quem joguei futebol.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2012/1894793836_43c35b02da.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2012/1894793836_43c35b02da.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Llama. O melhor amigo do Homem boliviano?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ficámos ainda um bom bocado naquele povoado. Depois, hora e meia de jeep para o final, com chegada a Uyuni, a cidade que dá nome ao salar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2208/1893952029_28302ac326.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;E assim se partia mais um grupo. Chegados à cidade de Uyuni, gravámos dvd's com as fotos de todos e cada um seguiu o seu caminho. Muriel regressava a S. Pedro Atacama com o Simon em viagem directa. O quarteto irlandês seguia para Potosi. Eu iria ficar em Uyuni uma noite, tempo necessário para poder apanhar um autocarro em direcção à Argentina. Não me agradava ficar ali sozinho mas lá teria de ser. Nesse dia não havia transporte. A cidade não tinha nada. Era desinteressante e estava novamente sozinho. Escolhi onde passar a noite, matei saudades da família na net, comi uma pizza e fui dormir. À espera que o tempo passasse depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2053/1893957061_def21805e6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2053/1893957061_def21805e6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3 – Porcelina of the Vast Oceans – Smashing Pumpkins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3115562054830110754?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3115562054830110754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3115562054830110754&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3115562054830110754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3115562054830110754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-24-30-03-2007-salar-de-uyuni.html' title='Dia 24 ::: 30-03-2007 ::: Salar de Uyuni'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4621383740151824645</id><published>2007-11-05T15:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-05T17:11:05.775-08:00</updated><title type='text'>Dia 23 ::: 29-03-2007 ::: Altiplano Boliviano II</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O dia começa mal. Não, não adormeci. Antes pelo contrário… difícil foi dormir de todo. Os sintomas começaram ainda de noite mas não lhes dei importância. Afinal eram normais naquela altitude e o dia tinha sido cansativo. Começou levezinha, cresceu aos poucos. Quanto tentei fazer alguma coisa (ben-u-ron) já era tarde. A dor de cabeça era absurda. Tinha as veias inchadas e a cabeça parecia que ia explodir. A minha cama devia estar inclinada e eu devo ter dormido com a cabeça abaixo do corpo. Não sei. Sei é que passei a noite a ser acordado pela dor e de manhã não abria os olhos. Nem sequer conseguia mexer a cabeça. Simon, o grande, tem a salvação. Atasca-me com folhas de coca e uma outra planta qualquer que, dizia ele, também ajuda. Meia hora depois estou fino e pronto para outra! A boa notícia também era que durante a manhã o caminho descia muito pelo que à hora de almoço estaria a pouco mais que 2000 metros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2386/1877696777_62605ff46d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bendita Coca. E a outra plantinha também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pés a caminho, então. A viagem faz-se a um ritmo mais rápido. De volta à vastidão imensa do nada fazemos agora muito menos paragens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2351/1877677909_fa0a691b34.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Simon. Ei-lo aí à direita!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2368/1878495970_47cf14eadc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Back to the road.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A primeira é junto ao Arbol de Piedra. É uma formação rochosa bem conhecida que muitas vezes aparece em powerpoints que aqueles vossos amigos de baixa produtividade laboral vos enviam para baixar também a vossa aplicação na labuta. Basicamente, estamos a falar de uma enorme planície a perder de vista de onde, do nada, aparecem umas formações rochosas, isoladas, como picos de uma montanha submarina que se erguem do mar. A mais conhecida é o tal Arbol. Aquilo que a formou, também a destruirá. Estas formações são fruto da erosão de rochas vulcânicas através do enorme vento e tempestades de areia que assolam aquela região. Um dia, já ali não haverá nada para contar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2416/1878496898_18456afbea.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Arbol de Piedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2107/1878497462_580452f735.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2107/1878497462_580452f735.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Simon. Já era Motorista, guia, companheiro, cozinheiro, médico e despertador. Agora era também a assistência técnica em viagem. Nada de grave diz ele. E eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2053/1877680487_fdf25e49c5.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já cá faltava uma foto com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2114/1877679669_9021f5644d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2114/1877679669_9021f5644d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Egipto na Bolívia. Outras formações junto ao Arbol. O problema foi subir...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2071/1879323017_a92c3bd377.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2091/1877680045_378ae56a6b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Arrancamos de novo. Nesta altura já começo a sentir uma certa ansiedade pelo dia de amanhã. É o dia da grande atracção. A tal de que pouco ouvi falar mas que me entantou em 2 ou 3 frases descritivas. Mais umas paragens aqui e ali para umas fotos de circunstância (ou não) com Guanacos ou sem eles, sempre envolvidos pelo laranja do chão e o azul do céu. Sempre sozinhos. Completamente sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2024/1877683911_2634c6dd45.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos de circunstância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2106/1878500508_f0e4723b7d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(ou não)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2379/1877681571_bc1cb9e5f0.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2379/1877681571_bc1cb9e5f0.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Guanaco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2177/1877681015_20993489f0.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2177/1877681015_20993489f0.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ou sem ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2102/1877683339_a736674117.jpg?v=" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O chão era assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;E chegámos ao local de almoço. Laguna Hedionda (hmmm, nome sugestivo) é um aglormerado de 2 ou 3 casitas junto a um lago quase seco de sal e lama polvilhado por flamingos. De resto foi aqui que tive contacto com uma faceta desconhecida (pelo menos para mim) destes simpáticos bicharocos. É que meus amigos… se vocês largam pragas às pombas que se descuidam de quando em vez em cima das vossas cabeças ou ombros, não queiram tomar contacto com as gigantes bazucas anais dos flamingos. Não, não fui bombardeado. Mas pude observar o fenómeno de perto. Um enorme jacto de longo alcance é o suficiente para garantir que ninguém se chegará muito perto deles. Ao longe, os cumes cobertos de neve lembram-nos que apesar do sol que escalda a pele, está frio. Mesmo que o turbilhão de sensações que nos corre o corpo desde o início da excursão não nos permita ter noção disso.&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2238/1878504472_e1afac7c86.jpg?v=0"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2159/1878503100_42c057371f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2238/1878504472_e1afac7c86.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2131/1878505012_0e890de6be.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2131/1878505012_0e890de6be.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2069/1878505720_b0967c6885.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ora bem... o meu pé é um 46. Aquilo ao lado esquerdo é uma bala de flamingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2022/1877688765_4cda6d27d9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2131/1878506416_d065423434.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2131/1878506416_d065423434.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2257/1877684373_4b5dff0566.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2257/1877684373_4b5dff0566.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2367/1878503912_e5512fdc09.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2367/1878503912_e5512fdc09.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olha... vegetação... E logo dente de leão! Diz que faz bem à vesícula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Almoçámos e seguimos viagem. Cruzamo-nos com um vulcão. Activo. Menos simpático que o de Pucón. Solta um fumo feio. Tem as encostas cobertas de verde e amarelo do enxofre que larga. Tem um ar ameaçador. Mesmo visto de longe, ao contrário do Villarica. Ao nosso lado, um sinal de trânsito. Bem, penso eu, já não falta tudo. Daqui por uns anos é capaz de passar aqui uma estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2351/1877689955_550a4228dd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2401/1878508724_3cf2c0f95b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2326/1877689447_89da5f7dc8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E no meio de uma enorme planície, talvez a maior que vi, o leito seco de um lago enorme é cortado a meio por uma linha de comboio. Liga o Chile à Bolívia e passa ali um comboio por dia. Tendo em conta que vemos a linha até ao horizonte para um lado e para o outro (e também porque era um azar que em 24 horas do dia o comboio passasse naquele preciso momento) decidimos brincar um bocadinho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2395/1878511364_44ec47241a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2357/1879890314_bd48b60b74.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2097/1878510064_48bc5753bd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eles diziam que até nem se estava mal. Eu pensava "estes gajs estão doidos, tenho as costas espetadas num ferro!". Quando cheguei a casa e vi as fotos é que percebi que a diferença de alturas distorce os pontos de vista (e duas ou três vértebras também).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2133/1877692339_47135db218.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já estamos no final da tarde. As horas dentro do jeep passam a correr e eu nem dou por elas. Estou demasiado entretido com a paisagem. Paragem para reposição de stocks. Água, bolachas e mais algumas coisitas. No meio do rigorosamente nada, meia dúzia de casas. Um minimercado e pouco mais. Quatro ou cinco miúdos brincam por ali. Feitas as compras, mais uma hora de viagem. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2129/1878512802_7c4f532003.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A porta do carro. Um dia terá sido assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2363/1877692771_64e2e7b442.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2266/1878511876_da4fbf2925.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No meio do rigorosamente nada, faz-se um zoom...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2036/1878512382_35d8857160.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E encontra-se isto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Desta vez vamos no meio de um cereal típico daqui. As cores combinam com o que já víamos há dois dias: amarelo e vermelho. É ao final da tarde que acaba o segundo dia da jornada, à porta do Hotel Marith En. Deve ser a tradução para Meridien. É uma casa, de um único andar. Quartos duplos e sala de jantar. E um balneário. É isto. Mas isto não é a particularidade principal. Aquilo que salta à vista é a cor por dentro. Branco. Branco e mais branco. Afinal, estamos num hotel de sal. Sal retirado do famoso Salar de Uyuni. Paredes, chão, cadeiras, mesas, mesas de cabeceira, bases das camas, tudo, mas mesmo tudo, é feito de sal aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2085/1878513272_40a9cade75.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2110/1877699813_8662a5c3b6.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Meridien da Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2154/1880144740_7ed5803a26.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2154/1880144740_7ed5803a26.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Paredes, chão, cadeiras, mesas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2010/1878515936_51f84afea1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;corredores inteiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2302/1877698695_ac69898709.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;mesas de cabeceira, bases da cama... tudo feito integralmente em sal (ok entre as camas é pedra mas temos de pousar as coisas em algum lado ou não?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2333/1878517340_f14498baef.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2284/1880143976_faaa019e15.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2284/1880143976_faaa019e15.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dinner is served.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Lá fora o Salar revela-se ao longe. Revelar-se-ia melhor à noite quando o gerador se apagasse, já depois do jantar. Fiquei lá fora sozinho a ver. Estava sozinho e não me sentia como tal. Um luar incrível dava luz a tudo. A lua, perfeitamente redonda, fazia agora notar melhor o salar que se reflectia, branco como se fosse de dia. Uma paisagem única. E o melhor estaria reservado para amanhã, quando saíssemos ainda de noite em direcção a esse mar de ouro branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2341/1877695677_668677de99.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2379/1878514166_86e9ebae8a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3: Enjoy the Silence - Depeche Mode&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4621383740151824645?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4621383740151824645/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4621383740151824645&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4621383740151824645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4621383740151824645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/11/dia-23-29-03-2007-altiplano-boliviano.html' title='Dia 23 ::: 29-03-2007 ::: Altiplano Boliviano II'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2185826628465281698</id><published>2007-10-27T19:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-27T20:51:36.791-07:00</updated><title type='text'>Dia 22 ::: 28-03-2007 ::: Altiplano Boliviano I</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O dia começa cedinho. Sem adormecimentos que é para não destoar. Acordado pelo Miguel, salto da cama (feliz por não ter tido a companhia de um rato, ou pelo menos por não me ter apercebido disso) e arrumo as coisas todas. Antes de sair, deixo de presente ao Miguel (que já tinha saído para outra excursão) um mapa das Torres del Paine que tinha a mais. Deixei porque ele disse que era um sitio onde gostava de ter ido mas não conseguiu. Achei que seria simpático. Ou então foi por pirraça. É capaz, é.&lt;br /&gt;Pequeno almoço tomado, lá estou eu à porta da agência de turismo para arrancar na aventura. Fui o primeiro a chegar. Pouco depois chegam os irlandeses da véspera. Consigo finalmente saber os nomes deles. Fiona e Mick, namorados, Helena e Ginger. Pouco depois chega o elemento extra: a Muriel. Uma francesa tímida. Simpática mas de poucas conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o dono da agência, novo aviso para não perdermos o talão da fronteira. Primeiro problema. Uma das irlandesas não o tem. Perdeu-o. Pode ser que não haja problema. Também pode ser que pague multa. Logo se vê.&lt;br /&gt;E ei-lo. O incrível, o maior, Simon! O nosso motorista/guia/cozinheiro/assistencia em viagem. Com as feições típicas de um boliviano (ou o que eu considero como feições típicas) mostra-se sorridente e muito simpático. Há um pequeno senão. Não fala uma palavra de inglês. Resultado? Além de turista sou tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranca a viagem. 6 turistas, um guia e um jeep que já teve melhores dias. A música, vai de U2 a Manu Chao passando por Shakira, Madonna e Michael Jackson. Isto promete.&lt;br /&gt;A saída do Chile faz-se sem problemas. O Simon usa os seus contactos e a Helena passa sem problemas. Estamos numa fronteira tripla. Passada a aduana chilena, para a esquerda vai-se para a Bolívia, em frente vai-se para a Argentina. Viramos à esquerda. A Argentina fica à espera do meu regresso. Confesso que esta era a parte que mais receava da viagem. Já sabia que a Bolívia nada tinha a ver com Argentina, Chile ou Uruguay. Era um país pobre, com pouco. Muito pouco. Ia andar 3 dias no deserto num jeep sem saber quais eram as soluções em caso de avaria ou acidente. Não me parece que telemóvel fosse opção. Hehe. Mas havia de correr tudo bem! Não sei porquê, mas acho que o facto de estar aqui hoje a escrever sobre isso é capaz de indiciar alguma coisa acerca desta minha última previsão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2086/1591913069_d30f89ae12.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em frente Argentina. À esquerda o próximo destino: Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Chegamos à fronteira da Bolívia. Fronteira que é como quem diz. Eu chamar-lhe-ia o casebre onde se trata da papelada. Atenção às fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2280/1591913115_b16f41d2cb.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fron.... quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2171/1591913109_40d35e635e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hum.... um autocarro todo podre abandonado ali mesmo na fronteira. Inspirador...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2241/1591913135_b89aeaf853.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E mais inspirador se torna quando percebo que aquilo é a casa de banho da fronteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cruzámo-nos com um outro grupo que estava a chegar. Dizem-nos muito bem da excursão. Correu tudo bem e a aventura foi fantástica. A paisagem não é possível descrever. Conversamos e vamo-nos conhecendo enquanto tomamos um pequeno almoço antes de arrancar. Pão, manteiga, leite quente com chocolate. Nada de mordomias que aqui não há disso. Nem sequer seria consonante com o espírito da aventura. Grupo formado, hora de arrancar. A moral era alta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2173/1591913145_a831f56a24.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Grupo formado e moral em alta. Começa bem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Primeira paragem. Laguna Verde. Um inerte, sem expressão (mais azul do que verde, diga-se) estende-se à nossa frente. Por trás está o Sairecabur, o vulcão que marca a fronteira entre Chile e Bolívia. Já nos geisers o tinha visto ao longe. Ali é mais imponente. Leva-nos a pensar que ainda bem que está extinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2117/1591913177_375d762e9f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A esta altitude, o ar é gelado. Estamos a qualquer coisa como 4000 metros de altitude. Tudo é feito muito lentamente. Ninguém corre e o corpo parece não responder. Parámos ali por uns minutos. Aquele é o verdadeiro marco de início de viagem. E para começo estamos bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2355/1591921189_033a170b6f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;De regresso ao jeep o Simon diz-nos que a próxima paragem são umas piscinas de águas termais onde tomaremos o nosso único banho (?) nesses três dias. Pelo menos de água quente. Há que aproveitar. Também diz que as termas onde se costuma parar não são aquelas a que nos vai levar. Assim poderemos estar sozinhos, tranquilos e aproveitar ao máximo a estadia nas termas de maior altitude do mundo. E lá chegámos uma meia hora depois. O lugar era no mínimo inóspito. No meio de um gigantesco planalto rodeado de montanhas, ali estavam as termas. Uma minuscula piscina, com uma pequena construção de apoio dividida em dois compartimentos. Um para homens, outro para senhoras. Ao longe a casa de banho. Bem longe. E ainda bem... porque aquilo mais não era que três paredes (sim, três) com um buraco no meio onde se iam acumulando as memórias gastronómicas dos turistas que por ali passaram nos últimos, vá lá, 20 anos. Eu baptizeia de casa de banho dos desesperados. Porque era preciso mesmo estar nesse estado para lá ir.&lt;br /&gt;Chamar água quente áquilo é no mínimo simpático. Eu diria que só não está à temperatura ambiente porque estaria congelada. O que dá a sensação de que a água está quente é o frio que está cá fora. A ventania que se sentia convidava pouco a banhos, fazendo-nos antever a tortura da saída da água. Mas caraças. Passeio é passeio e nós estavamos decididos a ter tudo a que tinhamos direito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2187/1591921323_114986b0ca.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;À esquerda, as termas com os seus, vá vamos chamar-lhes assim, balneários. A meio o nosso jeep. Ao longe, bem ao longe, minúsculo e depois daquelas duas pessoas: A casa de banho dos desesperados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2183/1591921193_a3f342dda0.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Queremos tudo a que temos direito! Nem que seja preciso sofrer!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2259/1591921277_9023997c06.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2259/1591921277_9023997c06.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mais transparente, mais puro é difícil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2140/1591921245_36d6324803.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2140/1591921245_36d6324803.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A ventania que nos castigou à saída da água revelou-se útil para secar as toalhas. Aventura selvagem promove as ideias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ao som de U2 (bem ao jeito dos meus companheiros irlandeses) lá seguimos estrada fora. Estrada é como quem diz. Ali não há disso. Apenas terra e pedras. Anda-se por onde se quiser, mais à direita ou à esquerda. Nós vamos aqui e outro jeep vai 500 metros à nossa direita. É à vontade do freguês. A paisagem é incrível. Um enorme corredor de planície onde caberiam sei lá eu quantas cidades do Porto estende-se até ao horizonte numa passadeira amarela/laranja enorme que não deixa ver de onde vimos nem para onde vamos. Aqui não há nada. Pouca vida além de nós. Um ou outro Guanaco (espécie protegida), um ou outro jeep de excursão ao longe e nós. Aqui não há telemóveis. Nem GPS. Nem tão pouco um mapa. Simon guia-se pelas montanhas. Já faz isto há anos e podia fazer o passeio de olhos fechados. Estar desligado do mundo daquela maneira é simultaneamente aterrorizador e óptimo. O mundo podia eclodir numa guerra nuclear. Ali eu não daria por nada. Respira-se paz e origem da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2262/1591928385_0ba0eb344c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2262/1591928385_0ba0eb344c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Um enorme corredor de planície onde caberiam sei lá eu quantas cidades do Porto estende-se até ao horizonte(...)"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2309/1591921339_ace2c455be.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2309/1591921339_ace2c455be.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"(...) numa passadeira amarela/laranja enorme que não deixa ver de onde vimos nem para onde vamos."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2124/1591928337_7533106d58.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2124/1591928337_7533106d58.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Aqui não há nada."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;E eis a terceira paragem do dia. As fumarolas. Estamos a 5200 metros de altitude. A maior altitude que atingiriamos em toda a excursão. Somos avisados pelo guia que devemos andar muito de vagar. Se nos baixarmos temos de subir mesmo muito lentamente. Tudo tem de ser feito com calma. Como se estivessemos na lua. E a experiência deu-lhe razão. O entusiasmo toma conta de nós e acabamos por fazer coisas a que estamos habituados. Um salto aqui, uma corrida ali, um baixar e levantar rapidamente acolá. O resultado são tonturas e falta de ar. Muita falta de ar. As fumarolas não são particularmente espetaculares. Ainda para mais porque as que vi em S Pedro de Atacama são melhores e porque a esta hora do dia já se nota menos a actividade. No entanto, o cenário de no meio do nada se abrirem uma série de enormes buracos de várias cores é qualquer coisa que não se vê todos os dias. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2327/1592819438_2cc94e636d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2327/1592819438_2cc94e636d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Eis as fumarolas de maior altitude do mundo ao longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2062/1592819436_c0901aac79.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2062/1592819436_c0901aac79.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2144/1591928415_c76cab84b5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2211/1591928439_8206bdce61.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2211/1591928439_8206bdce61.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2115/1591928461_81c17a1f4d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2115/1591928461_81c17a1f4d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2042/1591928425_a4848dfa3e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2042/1591928425_a4848dfa3e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O espectáculo visual é lindo. O cheio é que nem por isso. Não se vê muito bem mas toda a gente está de mão no nariz. Bem... toda a gente menos eu. Eu estava na versão "felizmente não cheira".&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mais uma hora no meio deste gigante planalto que não acaba nunca e chegamos ao primeiro abrigo. Bem na hora do almoço. O dia não acabava ali. À tarde ainda havia mais coisas. Mas parariamos ali por umas horas para descarregar as coisas, descansar e comer. E para tomar contacto com umas folhas verdes pequeninas que diz que fazem muito dinheiro por aí. Diz que a maioria está na posse de, como é que se chama mesmo? Isso. Cartéis. Pois é. Simon, atento às dores de cabeça de alguns de nós (eu ainda não apesar de estar meio zonzo com a altitude) tráz-nos um saco cheio de folha de coca. A folha de coca (de onde obviamente se faz a cocaína) em si só não tem mal nenhum. De resto, mascada, ajuda a oxigenar o cérebro e por isso a tolerar melhor a altitude. Com dor de cabeça ou sem ela, claro que todos experimentámos. É só pegar numa quantidade pequena de folha, fazer uma bola com saliva e meter a papa entre os dentes e a bochecha. Depois chupa-se durante um bom bocado. O efeito que se sente é que a sensação de altitude é diminuida e a bochecha fica dormente. Pergunto ao Simon quanto daquilo é preciso para fazer um kilo de cocaína. Fica atrapalhado com a pergunta e meio em surdina responde que são perto de 200 kg de folha. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2369/1592819446_35c523d2c8.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O ar esgroviado podia indicar outro tipo de consumo. Mas não. É apenas o resultado de 22 dias de viagem como mochileiro. A folha assim, não faz nada de especial. Só ajuda na altitude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Almoço. A esta hora já o grupo está todo à vontade. Rimos, brincamos, mandamos piadas. Falamos de futebol e das viagens que estamos a fazer. Explicamos como fomos ali parar e o que faziamos antes. O que queremos fazer depois. E o que gostariamos mesmo de fazer depois. No meio, comemos uma salada de tomate com uns cereais parecidos com cous cous. Não há electricidade no abrigo. Há um gerador mas é ligado apenas por duas horas à noite para se cozinhar e comer. Depois desliga-se que o combustivel é pouco e caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçados e já com as pernas menos moídas da manha intensa, seguimos para a segunda parte do dia. A ida à Laguna Colorada. Ali, juntam-se as três espécies de flamingos existentes no mundo, num lago que combina com a cor do casaco do típico flamingo cor de rosa. Não vale a pena descrever o lago. Basta ver as fotos. Aquela é a cor real. É incrível. Ficámos ali o resto da tarde. E ficámos bem. Quando voltámos já o sol se tinha escondido atrás das montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2053/1592819452_896d6b6e65.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhoras e senhores, eis a Laguna Colorada. Palavras para quê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2362/1592828804_711900ed13.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2362/1592828804_711900ed13.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2243/1592828794_8c040fe6ca.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2243/1592828794_8c040fe6ca.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2016/1592828790_bfb1000580.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2016/1592828790_bfb1000580.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2317/1592828772_d772538f38.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2317/1592828772_d772538f38.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2336/1592828776_f39412e8d6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2336/1592828776_f39412e8d6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2372/1592828766_3bc8bf7862.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2372/1592828766_3bc8bf7862.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2138/1592819466_5ec7192699.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2138/1592819466_5ec7192699.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2071/1592819460_4b225cf2cd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2071/1592819460_4b225cf2cd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2033/1592833758_7bba5c6cfd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2277/1592833746_86cef276a5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;À noite, depois do Spaghetti à Bolonhesa Boliviana aproveitámos o facto de ainda haver uns 45 minutos de gerador para carregar as máquinas fotográficas e para jogarmos um jogo estúpido ensinado pelos irlandeses. Consistia básicamente em cada um escrever o nome de uma pessoa famosa num papel e entregar a outra pessoa sem ela o ver. Depois essa pessoa colava o papel na testa e fazia perguntas aos outros sobre a pessoa em causa e tentava adivinhar. Dá para imaginar a cara dos bolivianos (os cozinheiros permanentes no abrigo e o Simon) a olhar para nós? Pois... qualquer coisa como estes tipos são anormais seria pouco. Já sem luz de gerador aproveito para vir cá fora. Não sei se estou contente ou triste por estar um luar cheio como nunca vi. Por um lado não consigo ver o céu estrelado que deve único. Por outro nunca tinha visto um luar iluminar tanto. Vê-se tudo à minha volta. Ao longe percebe-se o controno das montanhas. Agora sim, percebo porque é que nos livros d’Os Cinco, quando eles andavam de bicicleta à noite aproveitavam a luz da lua para poupar as pilhas da lanterna. Nunca achei que a Lua iluminasse assim tanto. Pensava que isso era tanga da Enyd. Parece que não. Foi a minha segunda descoberta no que toca a essa mítica colecção. A primeira foram os scones. Ainda estou é para perceber se a Zé era gira ou não. Mas isso agora não interessa. Um silêncio como nunca vi envolve-me. Geralmente as noites de silêncio em Portugal são acompanhadas pelos grilos. Ali perto do abrigo os únicos animais que vi além de nós eram moscas e morriam todas. Não se ouve absolutamente nada. Chega a ser assustador. De longe a longe, lá ao fundo um relâmpago ajuda a luz da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de ir dormir que amanhã é outro dia de acordar cedo e cansativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2111/1592833794_e7edba2fd9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O abrigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2277/1592833784_942710e38a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Lua lá no alto preparava-se para ser o candeeiro da noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;No mp3: Where the Streets Have no Name – U2&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Peço desculpa se o post não é particularmente interessante. Mas além de não ter cábulas (o meu diário acabou aqui), acho que esta excursão vale mesmo mais pelas imagens do que pelas palavras. Essas, não fazem juz ao que se vê. Só estando lá mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2185826628465281698?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2185826628465281698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2185826628465281698&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2185826628465281698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2185826628465281698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/10/dia-22-28-03-2007-altiplano-boliviano-i.html' title='Dia 22 ::: 28-03-2007 ::: Altiplano Boliviano I'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7220438153260626454</id><published>2007-10-16T18:09:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T18:15:28.134-07:00</updated><title type='text'>Eu digo Piaçaba! E tu?!</title><content type='html'>Este blog já habituou os seus leitores a várias coisas. A destacar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A fraca qualidade do estaminé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A associação a causas sociais que exigem o apoio de todos nós. Movimentos que devem ser difundidos por todos para defesa e ajuda de quem mais precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim quando pedi para ajudarem a minha prima e será assim quando um dia vos pedir que participem no MAEFASBF - Movimento Anti Extinção do Flamingo Azul do Sul do Burkina Faso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora deixo-vos com um outro movimento que merece amplo destaque entre todos nós:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://piacaba.blogs.sapo.pt/"&gt;O Movimento do Piaçaba&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos aqui o vídeo do seu mentor. Para que pensem. Vamos combater esta injustiça! Todos juntos! Agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://imgs.sapo.pt/sapovideo/swf/flvplayer-sapo.swf?file=http://rd.pftv.videos.sapo.pt/nyuyT2ll5Ub8zfMnwZwN/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="325" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo à vossa consideração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7220438153260626454?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7220438153260626454/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7220438153260626454&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7220438153260626454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7220438153260626454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/10/eu-digo-piaaba-e-tu.html' title='Eu digo Piaçaba! E tu?!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7630292203826762157</id><published>2007-10-16T16:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T17:12:39.197-07:00</updated><title type='text'>Ecos</title><content type='html'>"heeeeeeeeeeeeeeeey".............................................."eeeey eey ey y"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está aí alguém?!"...................................................."guém? ém? em?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser a gigante caixa de ressonância que é a minha cabeça, mas não. Sou só eu a simular um eco aqui no blog, vazio após vergonhosa ausência super prolongada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tempos de silêncio ao longo dos quais andei a tratar da minha vida (sim porque escrever blogues não dá dinheiro para todos) eis-me de volta para terminar o maldito relato da minha viagem. A tão pouco do final seria uma pena não o terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que enquanto relatei uma viagem de um mês o &lt;a href="http://www.buenayork.com/"&gt;Gonçalo Gil Mata&lt;/a&gt; tenha tido tempo para ir de Buenos Aires a New York, tenha escrito um livro da mesma, feito exposições, tido 3 filhos, e feito mais 5 viagens de volta ao mundo, ainda espero ter desse lado um bocadinho de atenção. Mesmo que só porque não há nada melhor para fazer (e nós sabemos bem como isso é difícil quando o universo de que falamos é a Internet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mais fotos e menos texto. As primeiras já estão prontas a mostrar, o segundo ainda nem está rabiscado. Mas é de esperar novidades para os próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stay tunned.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7630292203826762157?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7630292203826762157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7630292203826762157&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7630292203826762157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7630292203826762157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/10/ecos.html' title='Ecos'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2734629652024386223</id><published>2007-08-02T20:29:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T20:37:48.064-07:00</updated><title type='text'>A pausa estica a corda...</title><content type='html'>Dizia na terça-feira o record por volta das 8 horas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucho Estica a corda.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"(...) solicitou à SAD portista mais uns dias para tratar de assuntos particulares. Uma versão “simpática” de uma história que está por contar, mas que contempla um nítido esticar da corda por parte do jogador (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizia o Record 24 horas depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="v18b_red"&gt;&lt;strong&gt;Lucho já conta a partir de hoje&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lucho González já estará hoje no Estádio do Dragão para o treino matinal agendado e que antecede a viagem para a Holanda (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digo eu... A corda que o Lucho esticou era afinal um elástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem vocês: "Mas que raio..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também eu vou esticar a corda. Sim, era suposto terminar a viagem nos próximos dias mas uma sucessão de factos impediu-me de o fazer. Parto amanhã para novas férias, desta vez no Algarve, seguindo directo para... um campo de férias. É verdade. Vou animar mais uma (e pela última, suponho) vez! Estou feliz. Vocês não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portantos volta a inactividade ao blog. Até dia 20 de Agosto. Nessa altura estarei de regresso para terminar a jornada e prometo que vale a pena. Vem aí o Salar de Uyuni com as suas paisagens arrepiantes. Pensem nesta pausa como uma espera para crescer água na boca (que era o que eu mais queria nesta fase da viagem ou não estivesse num deserto). Até lá, espero que não se esqueçam deste estaminé. Que é como quem diz, cunhada, vê lá se não te esqueces deste estaminé. Porque os outros já se esqueceram. E ninguém os pode censurar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2734629652024386223?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2734629652024386223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2734629652024386223&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2734629652024386223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2734629652024386223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/08/pausa-estica-corda.html' title='A pausa estica a corda...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3871121776451028307</id><published>2007-07-30T09:29:00.001-07:00</published><updated>2007-07-30T09:30:47.665-07:00</updated><title type='text'>Diz que fazem hoje três dias...</title><content type='html'>que passou um ano que parti para a Argélia. E tanta coisa se passou nestes 365 dias e 6 horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta para finalmente acabar o raio do relato da viagem. O grave é que a partir deste momento não tenho as minhas cábulas pelo que o relato vai ter de ser todo feito com base naquilo que me lembro agora. Mas ainda está tudo bem vivo aqui, descansem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3871121776451028307?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3871121776451028307/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3871121776451028307&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3871121776451028307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3871121776451028307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/diz-que-fazem-hoje-trs-dias.html' title='Diz que fazem hoje três dias...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2295409835553114924</id><published>2007-07-22T18:42:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T18:45:09.786-07:00</updated><title type='text'>Faça uma pausa com alguma coisa.</title><content type='html'>Ora bem... confesso que falhei no meu objectivo. Hoje devia ter acabado o relato da viagem. Mas infelizmente os problemas técnicos do Blogger fazem com que cada post destes (cheios de imagem) sejam verdadeiramente uma odisseia de formatação. Por isso ainda faltam alguns dias de viagem para contar que não vão poder ser concluídos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo de férias uma semaninha (mas pera lá... eu já não estava de férias?) para Sesimbra. Assim que quando voltar termino o relato à velocidade que ia mantendo (temos de admitir que, tendo em conta a velocidade inicial, está fantástica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto por falta de conexão para onde vou, devo também falhar o aniversário do Blog. É assim a vida. Mas prometo festejar com um belo mergulho na piscina (se o tempo deixar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de modos que então assim sendo, até daqui a uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abreijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2295409835553114924?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2295409835553114924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2295409835553114924&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2295409835553114924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2295409835553114924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/faa-uma-pausa-com-alguma-coisa.html' title='Faça uma pausa com alguma coisa.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2520140602861693940</id><published>2007-07-22T18:36:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T18:40:15.239-07:00</updated><title type='text'># Momento de Publicidade #</title><content type='html'>Faço uma pausa no relato da viagem para ajudar uma prima minha. E dizem vocês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o que é que eu tenho a ver com isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E responde eu: "Nada mas também não vos custa ajudar a tornar-me mais importante para a minha prima pois não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, vamos ao que interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma prima, na verdade tenho várias, mas só uma é que está a concorrer a um concurso de desenho de T-Shirts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar a ganhar basta clicar na imagem em baixo, registar-se no sítio da internet receber em poucos minutos a password no vosso e-mail, e votar!! Se assim o entenderem: atribuir o máximo de 10 pontos em cada um dos quatro critérios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.mangacurta.com/desenhos/candidatura.2007-07-12.5864373166?movimento=fil "&gt;&lt;img src="http://www.mangacurta.com/desenhos/candidatura.2007-07-12.5864373166/makebanner " width="300" height="130" border="0" alt="Desenho Mangacurta.com - Amar"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Se não conseguirem, basta clicar no endereço abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mangacurta.com/desenhos/candidatura.2007-07-12.5864373166?movimento=fil"&gt;http://www.mangacurta.com/desenhos/candidatura.2007-07-12.5864373166?movimento=fil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vamos todos ajudar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá! Sejam simpáticos! E toca a dar os 10 pontos! Não por favor! Mas porque o trabalho merece! Vá... vamos lá. 1, 2..... 3!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2520140602861693940?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2520140602861693940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2520140602861693940&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2520140602861693940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2520140602861693940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/meus-caros-visitantes-tenho-uma-amiga.html' title='# Momento de Publicidade #'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2278440751111672431</id><published>2007-07-22T17:11:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T18:27:57.632-07:00</updated><title type='text'>Dia 21 ::: 27-03-2007 ::: S. Pedro Atacama</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Acordei certinho! Tem acontecido demasiadas vezes. Acho que estou a ficar doente. Mas há aqui uma explicação plausível. Acordei tão cedo que acho que nem tive tempo de mergulhar em sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 4 da manhã e é-me servido o pequeno-almoço que pedi na véspera. Um pão seco com queijo velho e um café com leite que não tive coragem de beber até meio. Paciência. Também não há tempo para mais porque a carrinha está aí. Começa a viagem de 2 horas até aos Geisers. E o que posso dizer desta viagem? Posso dizer que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Não sei porque põe bancos na carrinha. Graças às crateras que são aquelas estradas, o tempo que passamos sentados no banco não justificam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Obrigado ao senhor que decidiu não respeitar o aviso do guia e decidiu pôr uma mochila por cima do meu banco. Soube mesmo bem, depois de ter finalmente adormecido, acordar com um mochilão bem em cheio na tromba. Ah como eu gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada ao parque sou "acordado" (as aspas são porque não estava verdadeiramente a dormir, porque isso era impossível ali) pelo guia com as primeiras informações. E a primeira informação vem em forma de pergunta. "Porque é que estão aqui a estas horas?". Sim... essa era a pergunta que ia na mente de toda a gente. Porquê às 4 da manhã?? A resposta torna-se óbvia. Não é que os geisers so funcionem de madrugada. É que às 6 da manhã já há luz para os ver. E há outra questão. Enquanto o sol está baixo, as temperaturas são negativas. E isso permite ver melhor o vapor que sai dos Geisers. Tem lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saimos da carrinha olho à volta. O cenário é, no mínimo, estranho. Tudo árido, uma luminosidade que não deixa perceber as horas que são, um céu nublado, uma mistura de cores que varia entre o bege, o amarelo e o vermelho e aqui e ali do chão irrompem colunas de fumo. O parque está cheio. Todas as excursões aos geisers são feitas a esta hora.&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1364/872910216_2f3a351a1b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1093/872927110_0e6d0f99d9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1266/872066923_13fd83d815.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;As horas que se seguem são passadas a caminhar entre os geisers. Há grandes, pequenos, enormes e médios. Uns de actividade constante (na verdade não são geisers mas sim fumarolas) e há outros que param actividade por alguns minutos para logo irromperem rumo ao céu. Passo a explicar o funcionamento da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por baixo do solo, há bolsas de água. A próximidade de lava aquece essa água a uma temperatura acima dos 100 graus. Depois, ser geiser ou fumarola depende do tipo de bolsa. Umas prendem a água. Ou seja, durante algum tempo não há libertação de vapor ou de água. O aquecimento da água começa a fazer aumentar a pressão dentro da bolsa até que se torna insustentável e a água rompe até a supreficie. Mais ou menos como se trilhassem uma mangueira até ela inchar e depois a largassem. Quando a pressão é equilibrada, o geiser para. Mas só até voltar a acumular a pressão necessária para rebentar de novo. Outros, pela abertura estáo em permanente funcionamento. São mais pequenos e são mais água borbulhante do que vapor. São as fumarolas. Tá percebido? Prontes então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1135/872910268_8293678b3a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1175/872948038_7a4b165fa1.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Geiser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1272/872948372_4a806d05c4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1272/872948372_4a806d05c4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Fumarola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1029/872948354_64af736f4d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1029/872948354_64af736f4d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Naquele ali deve-se ter viajado mais confortável...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1425/872085923_44f70f5c09.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1425/872085923_44f70f5c09.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1363/872947988_5e5a5793ea.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olhó Geisere!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1328/872066961_c564f8fdbc.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1328/872066961_c564f8fdbc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Diz que a terra tá a pegar fogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1327/872927050_c27eb1f6f8.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1327/872927050_c27eb1f6f8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;As cores do enxofre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1039/872066885_142b044e15.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1039/872066885_142b044e15.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Onde há fumo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1318/872066929_e3e57b398d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1318/872066929_e3e57b398d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ... nem sempre há fogo. (pelo menos à superfície)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Confesso que andar sobre um chão frágil (as instruções para não caminharmos junto aos geisers e fumarolas são constantes) que encobre uma enorme panela de água a ferver não é agradável. Aquele piso é, em muitas zonas, frágil e é preciso ter atenção a onde se está a pôr os pés porque podemos pisar uma zona sensível e o chão pode ceder. E o resultado de mergulhar ali não deve ser muito agradável. Que o digam os vários turistas que já ali morreram cozidos por não respeitarem as regras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1413/872085925_8382365290.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um ex-geiser. É incrivel como aqui a terra parece ter veias como se de um corpo se tratasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1164/872927058_e96e867a00.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E aqui parecem bolhas de queimadura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1259/872066949_19125c4a1c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E uma ferida aberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1153/872927042_6904bf906f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Do you really wanna know what's under this?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Tomámos um pequeno almoço simpático. Leite aquecido nas fumarolas e umas bolachinhas. A pressão sente-se aqui pelo que não é aconselhável fumar ou correr. Tem de ser feito tudo com relativa lentidão. E isso havia de me custar mais uma série de fotografias. Isto porque estou a caminhar pacificamente quando ouço ao longe: "Hey Ronaldo!!!". Sim... eram as miúdas da véspera. E pior, trouxeram as amigas. As dezenas de amigas. Era uma excursão escolar. E pronto. Fui obrigado a uma sessão com todas, individuais, com geiser, sem geiser, com fumarola, sem fumarola... enfim... Não podia correr porque não era aconselhável, de maneiras que fui apanhado. E não podia recusar. Um gajo tem de agradar aos fãs (mas não tirei nenhuma foto para mim).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1398/872948052_1c0cac600e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nada na manga? (efeitos especiais fabulosos!!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Já na parte final, visita ao grande geiser. Na verdade eram geisers diferentes que pela erosão do solo se fundiram e se tornaram num só. Ali uma placa lembrava que deviamos seguir os carreiros indicados pelas pedras. Senão podiamos sempre ir tomar banho com os restos de turistas que ali cairam já. E não me pareceu agradável a ideia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1302/872948400_11aa41bf93.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ei-lo ao longe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1063/872066871_942ab1a20e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vai um banho maria?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1199/872927026_002c5b72ea.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A última paragem no geiser era opcional. À nossa frente estava uma piscina de água naturalmente aquecida. Quem quisesse que lá fosse. Ora como quando eu pago quero tudo aquilo a que tenho direito não me fiz rogado. E lá fui eu. Mas aquilo é um bocado enganador. A temperatura (naquela altura uns 5 ou 6 graus) não era convidativa mas a ideia de água quente sempre atrai. O problema é que meia volta o esquentador desligava-se. Passo a explicar. Aquela piscina natural não é mais do que a acumulação de água de alguns geisers. Quer isto dizer que ora é gelada ora é escaldante consoante o geiser está ou não a funcionar ali ao lado. De maneiras que os sons que se ouviam eram qualquer coisa como: "frio! frio! frio!!!! QUENTE!!!! QUENTE!!!! QUENTE!!!! aaaaah que booooo FRIO!! FRIO!! FRIO!!! AAH QUENTE!!!! QUENTE!!! QUENTE!!!!" De maneiras que o banho não durou muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1199/872910256_e5bdd48001.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Frio!! Frio!! Frio!!! QUENTE!! QUENTE!! QUENTE!! Ah tá bom! Foto agora!!!" *Click* &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Segue-se mais um vídeo "simpaticamente" cedido por alguem via You Tube. Obrigado Deus por esta invenção!! Aproveito para explicar que os cones que se vêem à volta de alguns geisers são provocados pela actividade dos mesmos. Às vezes parecem mini vulcões de água. É um fenómeno de certa forma parecido com as estalactites e estalagmites. Então cá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y97xEqXAACU"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y97xEqXAACU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Foi hora de regressar. Mas a volta teria algumas paragens. Pelo meio do deserto de atacama, vi um mar de absolutamente nada. Enormes planaltos rodeados de montanhas. Algumas delas vulcões já extintos. Aqui e ali um Guanaco, um Llama. Até que fazemos a primeira paragem. Um conjunto de Llamas pasta ali mesmo ao lado. Alguns têm uns panos coloridos a enfeitar e outros não. É a diferença entre os domesticados e os nem por isso. São uns animais pachorrentes, simpáticos mas pouco dados. Não admitem aproximações e conhecendo eu o hábito de cuspirem em quem os irrita também não forcei muito a aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1279/872910206_9173a4cc95.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Deserto de Atacama.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1080/872910190_4a3775af11.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dois Llamitas domesticados. Mais atrás um nem por isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais adiante, nova paragem. Estamos agora junto a uma pequena aldeola. Não percebo. 10 casas, das quais um café para turistas e... uma igreja. Claro. Não podia faltar. Faz-me impressão como é que aquela gente vive ali. Cria os seus Llamas, no meio do nada. Do absolutamente nada. Não são mais de 10 pessoas. Vivem ali a vida toda. Não conhecem nada. Não sabem nada do mundo. Estão desligados de tudo o que saia daqueles poucos metros quadrados. E vivem felizes assim. Não entendo como. Não percebo como. Mas eles são felizes assim. E eu tudo bem. E ainda bem que ali estavam porque graças a isso pude provar a iguaria da viagem: Llama. Uma bela espetada de Llama. E não era má. Tipo porco, um pouco mais doce e mais gordurosa. Mas era boa. Ou então era da fome. Não sei...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1417/872910172_74fea18e3a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aí está ela. Sobre a cidade. Para vigiar os seus fiéis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1119/872085903_36cb0fa64f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A cara de sofrimento é porque está quente e não pelo sabor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;Mais uma arrancada, mais uma paragem. São os primeiros cactos da minha viagem. São enormes, fantásticos, lindos. Iguais aos dos filmes de cowboys que vemos na televisão. Por momentos fui transportado para o ambiente Sancho Pança e Bonanza (lembram-se?). O cenário é igual. Deserto absoluto. Pedras por todo o lado, areia e terra. Alguma vegetação rasteira deprimente e os enormes cactos a vigiar as redondezas. Foi um momento da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1046/872085939_6163c461d8.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pança. Sancho Pança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1149/872086003_6d7edfb147.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; É capaz de picar um bocadinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A chegada a S. Pedro de Atacama faz-se às 14h. Combinado um jantar com alguns dos elementos da excursão, combino com o Miguel um almoço tardio. Era altura de descansar. E assim fiz. Directo ao meu quarto onde um sono retemperador me esperava. O corpo dormido da viagem aos saltos, a cabeça trocada pelas poucas horas dormidas e pelo enxofre respirado da manhã, a mente a pedir descanso para aproveitar o resto do último dia em S. Pedro. Deito-me na cama. Estico o corpo. E levanto a almofada para a ajeitar melhor. E acabou-se o sono. Assim que levanto a almofada um "simpático" rato sai disparado de lá. Ainda me faz uma festa na mão pelo caminho. E acho que foi o ponto alto de toda a viagem a nível de palavrões. Há que definir prioridades. Decisões não há. Já está imediatamente tomada. Ali não fico nem mais um minuto. Fecho a minha mochila bem fechada (estava no chão) e chamo o empregado. E digo eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Oh amigo! Estava um rato debaixo da minha almofada!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "Um gato?!?! E tens medo?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Um gato?! Não é um gato! É um rato!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "Pronto eu tiro-te o gato!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Não é um gato!!! É um RATO!!! Um roedor!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "Um Raton?!?!?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Isso pá! Um Raton!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "No!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Si!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "No!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Si!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - "No creo!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Ai não? Então olha!!! (levanto a almofada) Mierda de Raton!!! Parece que não só estava como já estava há algum tempo!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Toca de pegar nas coisas, pagar o que tinha a pagar e bazar. Ia pro hostel do miguel. Não estava à espera de muito melhor. Mas ali não ficava de certeza! Saí cá para fora e logo escuto ao longe: "Hey Ronaldo!!". Ainda estive um momento indeciso. Acho que preferia voltar para o rato do que ter de as aturar ali outra vez. Mas felizmente desta vez limitaram-se a acenar ao longe. De maneiras que pés a caminho. New hostel, new life.&lt;br /&gt;Quarto alugado, decidi passar vistoria. Assim que fecho a porta noto uma enorme frincha por baixo da porta. Havia ali rato de certeza! Não havia. Mas só descansei quando arrastei tudo o que havia para arrastar naquele quarto e vi todas as gavetas e debaixo de todas as almofadas (não, brincas). Além do mais, arrastei a minha cama para o meio do quarto para não estar em contacto com nada. Uma espécie de uma ilha. E calaftei a porta com uma tshirt. Não havia de entrar nenhum sacana de nenhum rato. Felizmente ninguém mais foi para aquele quarto. Ainda seria humilhante o tipo de figura que estava a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as emoções do Mickey, ficou condenada a soneca e a excursão de sandboard que estava a pensar fazer à tarde. Fiquei ali pelo hostel com um jardim muito porreiro cheio de camas brasileiras e bancos simpáticos. Aproveitei para pôr a escrita em dia até o Miguel acordar e irmos para o restaurante. O jantar, animado, serviu também para conhecer 3 companheiros na viagem de amanha. Ginger, Helena, Fiona e Mick. Irlandeses, simpáticos, animados. Boa companhia para amanhã. À mesa estavam também três americanas conversadoras e anti-bush. Foi portanto uma noite de boa companhia e animação. À qual se juntaria mais tarde o Zorro. Até teria tirado uma foto com ele. Não fosse ser paga e bem paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1186/872927154_630ffce310.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jantar animado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E tudo estava bem. Até que saí do restaurante. E aí estão elas! Mais um "Hey Ronaldo!!!!" e mais umas fotos. À segurança confirmei que não seguiam para Uyuni. Thank God. Era a despedida das fãs. E de S. Pedro de Atacama também. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2278440751111672431?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2278440751111672431/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2278440751111672431&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2278440751111672431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2278440751111672431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-21-27-03-2007-s-pedro-atacama.html' title='Dia 21 ::: 27-03-2007 ::: S. Pedro Atacama'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-5635411000704582594</id><published>2007-07-20T20:42:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T21:08:30.278-07:00</updated><title type='text'>Dia 20 ::: 26-03-2007 ::: S. Pedro Atacama</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Acordo meio perdido. Não sei bem onde estou, para onde estou a ir nem que horas são. Ainda demoro alguns segundos a fazer o filme todo. Olho para a esquerda. Areia, céu, nuvens, nada. Olho para a direita. Não é diferente. É. Estou em pleno Deserto de Atacama. Devem faltar umas 2h30 para chegar a S. Pedro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1242/862459938_570c87a929.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;À esquerda, areia, céu, nuvens e nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1103/862456324_e572b759d1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;À direita não é diferente. É parece o deserto de Atacama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Depois do pequeno almoço fazemos uma paragem rápida. A cena de falar não falar com o outro rapaz e repete-se e trocamos apenas algumas palavras em espanhol. Não sei porquê havia qualquer coisa no tipo que me chamava a atenção. Havia de perceber mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais 2 horas de viagem e chego a S. Pedro. Há um hostel da Hostelling Internacional pelo que as dúvidas quanto a alojamento não são grandes. O problema é que não tenho mapa. Mais uma vez vejo o tal rapaz. Tem um guia da Lonely Planet, conhecido por ter mapas práticos de cada cidade. Peço-lhe ajuda e ele responde que vai para o mesmo cruzamento que eu. E aí começa a conversa. Até que algum tempo depois de já estarmos a falar, faz-se a pergunta típica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - De onde és?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - Bélgica. E tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - Não és nada!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Não sou nada? Sou sou!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - Eu também! Vivo em bruxelas mas sou português!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Ena! O primeiro português com quem falo na viagem!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - A sério?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Se calhar falavamos em português não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - Pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que conheci o Miguel. Alentejano de gema (até no sotaque) é emigrante em Bruxelas já há muito tempo. Boas notícias para mim. Tinha boa companhia para aqueles dias. E foi então que percebi porque é que o rapaz me chamava a atenção. Talvez tenha sido da camisola vermelha e verde a dizer Portugal. Não tenho bem a certeza. Mas é capaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a caminhar por S. Pedro. Ruas de terra batida, casas térreas ou de 2 pisos no máximo, nuvens de areia a voar pelas ruas... enfim... a cidade de zorro. Muito engraçada pelo cenário algo irreal que se vive ali. Posso dizer que talvez este fosse o tipo de cidade por mim estereotipada para a América do Sul. A cidade é feita de hostels, restaurantes, agências de turismo e pouco mais. Muito pouco mais. Na verdade havia de descobrir a falta de recursos da pior maneira mais tarde. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1344/862456216_874a1fa45e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1083/862456246_ad8954c4b0.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1440/862456290_0527366602.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Cada um devidamente instalado no seu hostel, foi hora de irmos almoçar. Antes de sair do quarto tomei uma decisão que iria influenciar e muito a minha estadia por ali: vesti a camisola do Cristiano Ronaldo. O almoço foi tranquilo. Na praça central de S Pedro, simples, com um largo e edifícios normais a toda a volta. Não há nada de especial nesta cidade e no entanto o conjunto geral é interessantissimo. Foi também aqui que conhecemos um outro português. Algarvio, estava por ali com a sua mulher (que conheceriamos mais tarde). Filosofia de vida: trabalhar no verão em Portugal para viajar no Inverno. Pode discordar-se da filosofia mas não se pode deixar de admirar o espírito. E por ali ficámos a falar sobre o que já tinhamos visto. E senti-me tão pequenino... Eles já tinham andado por todo o lado. O Miguel em particular já tinha andado pela Ásia e estava agora na América do Sul, num total (penso) de nove meses. E eu a achar que estava a fazer uma grande coisa...&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1377/862456304_43e8db0bd2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A trupe portuguesa de S. Pedro de Atacama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois de almoço foi hora de marcar as excursões. Havia duas decididas. A primeira seriam os Geisers aqui perto e a outra seria a excursão de 3 dias por Uyuni de onde regressaria à Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na agência de viagens recomendada pelo guia para fazer a excursão aos Geisers. Está cheio. Não há hipotese. O Miguel já tinha bilhete mas para mim não há. E como por milagre, naquele momento decide-se aumentar para dois autocarros. Melhor para mim. Está tudo acertado. Vou no dia seguinte com o Miguel (e o casal de portugueses) aos Geisers e a saída está marcada para as 4 da manhã. Depois há que dar o segundo passo. Vou então à outra agência recomendada pelo guia para o tour a Uyuni e reservo a excursão para daí a dois dias. Não regressava a S. Pedro porque optei por seguir de Uyuni para Salta, de volta à Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excursões reservadas (e negociações e esclarecimentos e tudo e mais alguma coisa), era tempo para ir levantar dinheiro para as pagar. Só havia um Multibanco com Visa na cidade. E... pois. Já adivinharam. Estava avariado. Parece que iam lá às 16h da tarde. Às 16h talvez fossem às 17h. Às 17h se calhar vinham às 18h mas o mais provável era não virem hoje já. Às 18h30 finalmente é tempo de conseguir levantar dinheiro e pagar as excursões que tinha de pagar. Pelo meio ia passando o tempo na internet. É no momento que estou a pagar a excursão aos Geisers que a aventura começa. O Miguel estava lá fora à minha espera e noto uma estranha agitação. Estão três miúdas dos seus 16 anos a falar com ele de forma estranhamente animada. O meu amigo alentejano entra e diz-me: "Elas querem tirar uma foto contigo. Por causa da camisola.". E eu... pronto tudo bem. Que esperem um bocadinho que eu já saio. Mas não. Uma foto tirada da porta basta para elas. Não é preciso mais nada. Então força, disse eu. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1413/862456224_a13da33016.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Restaurantes com muito boa onda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De volta ao Hostel, reencontro-me mais tarde com o Miguel para jantar. Cedo porque já não vamos dormir muito. Aqui não é difícil encontrar um restaurante com pinta. São quase todos ao ar livre com fogueiras (porque à noite faz frio e não é pouco). Uma bela pizza depois estou de volta ao hostel. Pelo caminho ouço um "Hey Ronaldo!!!" atrás de mim. São as jovens de hoje à tarde que aproveitam para me tirar mais umas fotos. Ai vida a minha... Felizmente cheguei rapidamente ao hostel e fui directo ao quarto onde, após curta conversa com os companheiros de noite, caio num sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Hotel California - The Eagles ("on a dark desert highway" parece-me apropriado à viagem).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-5635411000704582594?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/5635411000704582594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=5635411000704582594&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5635411000704582594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5635411000704582594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-20-26-03-2007-s-pedro-atacama.html' title='Dia 20 ::: 26-03-2007 ::: S. Pedro Atacama'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-916406089030195418</id><published>2007-07-20T11:41:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T12:09:10.896-07:00</updated><title type='text'>Dia 19 ::: 26-03-2007 ::: Santiago de Chile e viagem para S Pedro Atacama</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Curto. Vai ser assim este post. Afinal, de um dia cuja maioria foi preenchida com mais uma viagem de autocarro acho que não há muito para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucas horas antes do autocarro, aproveitei o pouco tempo que tinha para explorar melhor o centro de Santiago, coisa que ainda não tinha feito. Andei pelas ruas, senti-lhe ao de leve o pulso. Caminhei sem grande lógica pelas ruas. Não ia ter tempo para passar em todos os pontos obrigatórios (para recuperar algumas das fotos perdidas na máquina roubada) por isso decidi caminhar ao acaso e ver o que encontrava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1293/860259084_91b736936b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1155/860259112_4c2cbf40dc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1323/859380069_449037029b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1236/859380055_cdf839ffc8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1362/860259116_d11081b53b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1303/859380035_539e9f9a50.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1435/860259058_5a2a8ca607.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obrigado pela foto senhor polícia chileno muito simpático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;A partida para S. Pedro de Atacama fez-se ao meio dia. Até às 10h da manha do dia seguinte aquela seria a minha casa. Entre dormitar ia acordando e recordo perfeitamente o aparecer do Oceano Pacífico (não o da RFM. O outro, mesmo) e os primeiros cactos do deserto de Atacama (o mais alto deserto do mundo). Lembro-me também de uma estação de serviço ali largada ao acaso na berma da estrada e pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1152/860410502_ce84acce6d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1428/860410440_619a5426c4.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não o da RFM. O outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1027/860410514_3f6fee4b9b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um estranho fenómeno de sol e chuva no mar. Será Deus? Parece...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resto foi dormir e ver alguns filmes. Entre eles, pela segunda e terceira vez, sim deu duas vezes o filme na viagem, o Fast and Furious - Tokyo Drift. Lembro-me que numa das paragens fiquei a olhar para um rapaz que também olhava para mim. Fiquei ali no vai não vai para ir falar com ele e acho que ele também mas acabei por decidir ficar sossegado e dormir e acho que ele fez o mesmo. E assim foi... horas e horas a dormir que olhar lá para fora e só ver tudo escuro também não tem grande piada. Acho que começo a ficar perfeitamente acostumado a estas viagens no espaço e no tempo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mp3: Grey Street - Dave Matthews Band (porque estamos numa cidade a sério)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-916406089030195418?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/916406089030195418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=916406089030195418&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/916406089030195418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/916406089030195418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-19-26-03-2007-santiago-de-chile-e.html' title='Dia 19 ::: 26-03-2007 ::: Santiago de Chile e viagem para S Pedro Atacama'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7428871664520276633</id><published>2007-07-20T11:10:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T11:22:41.793-07:00</updated><title type='text'>Dia 18 ::: 25-03-2007 ::: Santiago de Chile</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Chegada a Santiago: 06:50. Num termina que já me era familiar, tento equacionar as hipóteses que tenho para chegar a casa do Jorge. Taxi ou metro? Acabo por me decidir pelo primeiro. A palavra certa para definir a intensidade da minha vontade de chegar a casa do Jorge era "Desespero". Ao meu lado e atrás de mim, como companhia na viagem, tive nada mais nada menos do que os dois membros fundadores do clube mundiar de ressonadores pofissionais. Resultado... não dormir e nem com o mp3 no máximo a ouvir as músicas mais pesadas conseguia abafar totalmente o ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um taxista oferece-se para me levar por um preço especial. Como da outra vez que cá estive não me lembro de ter pago um preço tão elevado que justificasse desconto desconfio. Acabo por despachar o homem até porque ainda tinha de me despedir das australianas. Depois dos bye bye's lá me meti na fila de taxis oficiais. E, como dizer, não sei se o outro tipo me ia roubar ou não. Este roubou de certeza. Deve ter dado 3 voltas a Santiago do Chile. E foi de tal maneira descarado que quando chegámos me recusei a pagar o que o taxímetro marcava e então estivemos em negociações. Ainda assim ficou a ganhar... E nem podia dizer "sacana do chileno" porque o tipo era um argentino que tinha ido para ali tentar a sua sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado a casa do Jorge, tempo de dormir. Dormir a sério. Acordei às 14h. Mas não fiquei nem um pouco chateado. Já conhecia Santiago do Chile por isso não tinha nada específico para fazer. Passada a tarde a pôr a conversa com o Jorge em dia e a mostrar-lhe as fotos, foi por volta das 17h30 que segui em direcção ao centro para comprar o meu bilhete para S. Pedro de Atacama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar a Santiago foi como voltar à vida real ainda que só por um par de dias. De volta à confusão, às vidas normais de trabalho-casa, sem turistas, ruas cheias de gente de gestos automatizados. Foi também estranho porque já não era aquela cidade extremamente calma que de um segundo para o outro explode em confrontos na rua como a conheci (lembrem-se que a outra vez que cá vim foi o fim-de-semana que o Pinochet escolheu para passar a barreira). Tinha saído de um completo convívio com a natureza para mergulhar no betão do homem, de uma cidade comum, movimentada, de gentes ocupadas e pouco atentas ao mundo que têm à sua volta. A zona junto ao terminal é um amontoado de tendas e bancas que vendem de tudo sem ordem aparente. Ao lado das toalhas de praia está a carne, depois as pipocas e logo a seguir peças de automóvel. Por uns momentos fui transportado para Argel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1098/860259070_2b180a57c9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1246/859379927_601225bb32.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ants Marching&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Comprado o bilhete, recebo a fantástica notícia de que a viagem demora cerca de... 20 horas. É verdade. Tá bem que não eram 32 mas era praticamente um dia. A partida estava marcada para o dia seguinte ao final da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantar, Irish e muita conversa agora já na companhia do Fernando, outro português contacto que chegou recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes ainda de ir dormir, vai de gravar uns dvd's com as fotos. Quando as mostrei ao Jorge tomei contacto com a dura realidade: algumas das fotos estavam danificadas porque os cd's já não estavam no melhor estado. Vai daí, toca a prevenir. É que, a esta altura do campeonato, ficar sem fotos não era coisa simpática...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1038/859380089_ddacd83e76.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Três pessoas, três países. E só uma nacionalidade nos Bilhetes de Identidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;Não foi um dia particularmente interessante para postar, eu sei. Mas quem me pediu para fazer um diário? Agora que sentido fazia estar a excluir um dia no meio de todo o relato? Paciências. Pelo menos livram-se dos textos bíblicos. E aviso que amanhã não vai ser muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano para amanhã, acordar cedo, sair com tudo, passear no centro e... pronto... ir sentado horas a fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui também um agradecimento à simpatia e hospitalidade com que Jorge e Fernando me receberam. Jorge foi bom rever-te e saber que estás para (pelo menos tentar) ficar. Espero que tenhas toda a sorte do mundo nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Ants Marching - Dave Matthews Band ("And all the little ants are marching, red and black antennas waving. They all do it the same, they all do it the same way").&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7428871664520276633?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7428871664520276633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7428871664520276633&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7428871664520276633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7428871664520276633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-18-25-03-2007-santiago-de-chile.html' title='Dia 18 ::: 25-03-2007 ::: Santiago de Chile'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-5607097507887143688</id><published>2007-07-19T20:47:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T21:22:04.151-07:00</updated><title type='text'>Dia 17 ::: 24-03-2007 ::: Pucón</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O acordar teria de ser cedo. A excursão de Hidrospeed começava às 10h00 e eu não tinha lugar marcado. Por isso queria chegar cedo para não correr riscos. Às 8h acordo. Com o primeiro tocar do despertador. Coisa nunca antes vista nesta viagem (e poucas vezes vista no resto da minha existência). Mas as horas que dormi permitem perceber porque acordei tão bem.O hostel estava calmo. Fui tomar banho. O hostel continuava calmo. Arrumei as coisas. O hostel continuava calmo. Fui comer. O hostel continuava calmo. Fui à internet. Eram 8h00. Como? 8 horas???? Olhei para o telemóvel. 9h00 dizia ele. Olha... mudei a hora do telemóvel sem querer... Ou então não. A hora tinha mudado e eu não sabia.Conseguido o lugar na excursão, juntei-me às australianas e pelo caminho até ao rio recolhemos 3 israelitas. Postos os fatos, sem direito a fotos porque convenhamos que andar num rio de máquina não dá jeito, lá nos atirámos para a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1312/856615532_39d334740b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1050/856615538_4ee3b86093.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O funcionamento do Hidrospeed é este que viram em cima em fotos cedidas com enorme gentileza e total desconhecimento por alguém que as colocou na internet. Uma prancha tipo bodyboard com uma zona para encaixar os braços e um sítio para agarrar. Um capacete, umas barbatanas e um fato térmico (felizmente porque o rio andava pouco longe de gelado). De resto... nada de barco. So aquela prancha, nós, a água e os milhares de calhaus que se cruzariam no nosso caminho.Começam as explicações. Um dos israelitas com pouco jeito para a coisa mostra alguma dificuldade. Outro está meio distraído. O guia é brusco com eles. Diria... mal educado. Mais tarde revelar-nos-ia (a mim e às australianas) que não gosta de israelitas. O mau ambiente começou a instalar-se na comitiva. E devo dizer que por causa do guia. Eu não tive razões de queixa. Era um porreiro comigo. Mas com eles foi mal educado. E tudo bem que os israelitas possam ter má fama nestas andanças. Mas ainda são o cliente e de qualquer forma não me parece uma maneira correcta de se tratar as pessoas.&lt;br /&gt;As regras eram básicas. Seguiriamos todos em fila indiana, com atenção ao guia que seguia na frente. Era só seguir o caminho dele, virar onde ele virava e evitariamos as pedras. À primeira vista nada de difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a descida. Calma no início. Seria por pouco tempo. Chega a primeira fase de rápidos. Ainda não muito fortes mas suficientes para lançar o caos. Naquele momento, era cada um para seu lado, a chocar uns contra os outros. Enfim... levámos sermão. Óbvio. Particularmente um dos israelitas que, coitado, bem tentava perceber para que serviam aquelas coisas que lhe apertavam os pés chamadas barbatanas e que só lhe dificultavam a vida. Mas por mais que tentasse explicar-lhe, o tipo não percebia que o objectivo das barbatanas é serem batidas dentro de água e não acima. Isso só serve para atirar água ao tipo de quem atrás e não ter a mínima interferência na descida.Antes do início da segunda fase de rápidos, novas instrucções. No final dos rápidos teriamos de ser rápidos (viram o trocadinho genial?) e encostar à margem direita do rio. Nada de perder tempo. Foi o que mais ou menos fizemos todos. Menos... claro. O israelita. Passa por nós disparado. Com ar de quem não sabe muito bem o que aí vem segue que nem uma bala rio abaixo. Guia a gritar, nós a olhar e o tipo a descer. Nem por nada conseguia virar para a margem. E logo sai o guia disparado atrás dele. Desaparecem na corrente e voltam 10 minutos depois. A passo. Pela margem. Desgraçado do rapaz vinha com cara de infeliz. Sentado na margem comenta comigo: "As raparigas fazem isto parece tão fácil...". Coitado... além de incapaz está envergonhado.Envergonhado e afastado. Ficou definido que ele e a namorada, antes dos rápidos maiores ficariam na margem à espera da carrinha que os iria buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós percebemos então porque é que tinhamos de parar ali. Voltámos um pouco atrás junto a uma pedra enorme. Aquilo provocava um efeito esquisito na corrente, uma espécie de onda fixa onde conseguimos fazer uma espécie de bodyboard. Aquilo era giro. O problema era aguentar a corrente enquanto esperavamos vez. Mas o Gonçalo nunca dorme. Mesmo ali a jeito, preso num calhau estava um tipo de kayake que nos ia acompanhando e sacando fotos (para depois vender a um preço exorbitante que, naturalmente, recusámos). Não é tarde nem é cedo. Braço grande e manápula gigante haviam de servir para alguma coisa. Estico o braço e agarro-me ao barquito. O tipo bem gritava: "Larga! Larga! Olha que me atiras ao chão!". Tá bem tá. Fingi que não compreendia. Pelo menos não me cansava.Passada a diversão na surf area, seguimos rio abaixo de forma calma até que, como combinado, dois dos três israelitas ficaram na margem. Isto tinha dois significados. Por um lado, significava que o caldo estava definitivamente entornado entre eles e o guia e por outro (para mim mais preocupante) que vinham aí os rápidos fortes.E foi o ver se te avias. O guia decidiu que eu ia na cauda. Era só ver o que ele fazia e ir atrás. Seguir os movimentos? Ir pelo mesmo caminho? Evitar as rochas? Oh meu amigo... tudo o que eu conseguia ver, nos intervalos em que não estava a levar com água na tromba eram as barbatanas da australiana que ia à minha frente. E quando elas saiam do campo de visão o que ali estava era um enorme calhau. Foi um sem fim de rebolões, mergulhos, caneladas em pedras, joelhadas em calhaos e "costadas" em rochas que o objectivo era mais tentar não ficar por ali. Nada de dramático. Não me magoei nenhuma vez. As rochas escorregadias e redondas e o fato acolchoado garantiam que dali não viria mal de maior. E estava a conseguir cumprir outra regra de ouro. Corpo mole. Bate na rocha e segue. E livrei-me do sermão. Podia estar em vias de me afogar, perto de estalar a espinha numa rocha qualquer que de cada vez que o guia se virava, de alguma maneira, lá estava eu na minha posição (entertanto terceira porque o israelita que sobrou também não era grande espingarda nisto).A última parte da descida foi fácil. Sem rochas, em rio fundo, era o cruzamento de dois rios que fazia a ondulação. Mais forte ali, já não deslizávamos na água. Agora era mais aos saltos. Mas foi a melhor parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando pensava que a aventura tinha acabado, continua. Agora em terra. Enquanto arrumava o material, assisto à seguinte conversa entre o guia e o resistente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guia - "Porque é que vocês são sempre assim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistente - "Como?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G - "As pessoas quando vêm cá querem divertir-se. Vocês entram na minha agência e nem querem saber o que é que há para fazer. Dizem "Somos 10 e queremos desconto!". Eu para vender excursões a Israelitas tenho de começar por cobrar 3 vezes mais para ao fim de negociação chegar a um acordo ao preço normal. Isso cria mau ambiente..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R - "Isso são os indianos nos estados unidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G - "Não me lixes!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tudo bem... O tipo tem razão no que disse, há que dizer. Não é o primeiro que ouço queixar-se. Mas eles também têm razões de queixa. Enfim... ninguém sai bem disto.&lt;br /&gt;Regressados a Pucón, volto a experimentar a simpatia da gente do Backpacker's Hostel. Deixam-me guardar a minha tralha ali até apanhar o autocarro e deixam-me tomar banho e usar as instalações como se lá estivesse alojado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pouco tempo para fazer algo que ainda não tinha feito: conhecer Pucón. Por isso, depois de um almoço com as australianas era tempo de passear pela cidade enquanto esperava a hora do autocarro para Santiago. Mas antes disso, tempo para outra coisa: saber como correu o primeiro seminário da minha senhora doutora. Está do outro lado da banheira atlântica mas está comigo na mesma! (ena pá que belo momento de graxa!!).Pucón é a típica cidade parva dos filmes sobre vulcões. Sabem aquela cidade que no fim de um filme acaba totalmente destruida e nos dizemos "Também quem é o otário que se lembra de fundar uma cidade ali ao lado daquilo? Era de prever não?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a explicação é simples. É uma cidade que vive para o turismo. Cobram preços que até dói. É tudo casas de madeira... digamos que o investimento fica compensado ao fim de pouco tempo. E tendo em conta que a última erupção foi em 1984, já compensou e bem.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1257/855993914_6c1a65dcff.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="align: center;font-size:78%;" &gt;Pucón. A cidade imbecil. Ou não...&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ali trilhada entre um enorme cone de pedra fumegante e um lago enorme, Pucón é uma cidade para o turista. Bem arranjada, limpa, bonitinha, com as suas casinhas de madeira e os seus canteiros perfeitamente arranjados. Acho que é mais cutxi cutxi que Ushuaia até. Acabo a tarde com um pôr-do-sol fantástico sobre o lago, despedindo-me assim da cidade relâmpago. Foi chegar, ver e fazer. Não parei, fiz o mais que pude e vou-me embora com pena de não ter tempo nem dinheiro para ficar cá mais uns dias e explorar melhor o que por aqui se pode fazer.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1306/855983842_db3225806f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Quartel dos Bombeiros. Cutxi Cutxi q.b.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1192/855983878_aa3cb9a12d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ufa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1018/855993830_12fc3c054e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Recordar as aulas de ciências...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1214/855993784_7952dee2f7.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A montagem não está grande coisa. Mas que era giro, era! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1385/855983866_9c9469f30a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A avenida principal. O'Higgins como mandam as regras das avenidas principais no Chile.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1143/855993890_8fb1c7a04d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Chaminés de Pucón.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1098/855983560_40e11946f4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1098/855983560_40e11946f4.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tal como em Ushuaia, transformadores em cima de estruturas de madeira. A razão é lógica. Com gelo, lava, tremores de terra e afins, é conveniente as coisas estarem o mais acessíveis possível...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1048/855994022_ce0264350d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1080/855983704_b3b8ea9441.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1080/855983704_b3b8ea9441.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1156/855983676_dabe7685e1.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"...um pôr-do-sol fantástico sobre o lago."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Comprada a comida, feitas as despedidas no hostel e quase cego por um pau de incenso que alguém teve a infeliz ideia de espetar numa parede do hostel bem à altura da minha cara, foi altura de virar costas a Pucón. O destino de passagem era Santiago do Chile. É para lá que me dirijo com S. Pedro de Atacama no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1315/855993906_a883884f90.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Go - Pearl Jam (bom ritmo para ouvir a fazer Hidrospeed)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-5607097507887143688?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/5607097507887143688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=5607097507887143688&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5607097507887143688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5607097507887143688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-17-24-03-2007-pucn.html' title='Dia 17 ::: 24-03-2007 ::: Pucón'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2584845456658816634</id><published>2007-07-18T09:16:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T10:17:49.578-07:00</updated><title type='text'>Dia 16 ::: 23-03-2007 ::: Pucón</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;4:10. Batem-me à porta do quarto. Tinha adormecido nervoso com medo de não acordar de maneira que saltei da cama. Olhei para as horas e percebi que estava atrasado. Era o empregado do hotel. Parece que a carrinha estava há cinco minutos lá fora a buzinar e ele acordou. Aliás... ele e, suponho, o resto do hostel também. Só eu é que não. Enfim... nada de novo. Mas desta vez para previnir este tipo de situação já tinha tudo pronto de maneiras que foi só o tempo para uma lavagem à gato e sair porta fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela frente tinha meia hora de viagem numa carripana durante a qual tentei o impossível: dormir. O caminho foi feito aos saltos de maneira bastante violenta pelo que entre tentar dormir e não escutar o barulho tinha de me preocupar também em não cair do banco e em não bater com a cabeça em lado nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carrinha deixou-nos a meio caminho entre a base e a cratera do vulcão. Era o Villarica, um dos vários vulcões da região, mas o único em actividade. Saído da carrinha, o frio que se fazia sentir acordava-me imediatamente. No escuro com uma ou outra lanterna tornava-se difícil conhecer as caras dos meus companheiros de subida. Ficaria para mais tarde portanto. No escuro, podiamos ver lá no alto, naquilo que devia ser o topo que não viamos, uma mancha vermelha. Era a luz da lava reflectida no fumo dizia um dos guias. É um bocado arrepiante a ideia de que debaixo dos nossos pés está aquela coisa vermelha e escaldante (para usar um eufemismo) que só estamos habituados a ver na televisão e relacionado com coisas não muito boas. A ideia de que aquilo podia rebentar a qualquer momento cruza-nos imediatamente o pensamento ainda que saibamos que não é verdade. Hoje já existem mecanismos que permitem prever com alguma antecedência uma erupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos então a subida. Começando aos 1400 metros sabemos que o destino está praticamente nos 3000. São por isso 1600 metros a subir, como é óbvio muito pouco em linha recta. Por alguma razão demoramos 6 horas (tempo previsto) a subir. A primeira parte foi feita um bocado em piloto automático. Bem perto de um dos caminhantes que teve direito a lanterna para ver o caminho, ia subindo sem olhar para lado nenhum sem ser o chão. Nesta fase limitavamo-nos a seguir as cadeirirnhas da estância de sky, ridículas, enterradas naquela areia preta, sem finalidade aparente. Vivem para o inverno. É como os Ursos mas ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim uma hora de caminhada, chegamos ao fim das cadeiras. É tempo para a primeira paragem. A claridade já permitia ver lá em baixo Pucón, trilhado entre o vulcão e o lago. O cone do vulcão também já se mostrava, envolto no seu enxofre que não tardariamos a sentir. Pequeno almoço em punho, ali ficámos meia hora a apreciar o nascer do sol e a dar descanso ao corpo porque a primeira parte foi puxadam, entre terra solta e areia. Aproveito também a luz para conhecer as caras dos meus novos companheiros. Além dos dois guias, mais seis turistas. Na memória ficaram duas australianas, dois holandeses e uma rapariga que penso ser dinamarquesa ou algo do género. O sexto elemento era um homem, meio palerma e não me lembro da nacionalidade.&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1257/838399783_3c9c8235ee.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sunrise in Pucón.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1114/838399803_6cfa8f85ac.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pucón lá em baixo. Pequenina e brilhante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Descansadas as pernas, confortado o estômago, recuperado o fôlego e satisfeita a necessidade fotográfica seguimos caminho. O terreno muda completamente. A terra e areia preta dão agora lugar a enormes pedregulhos de lava, rugosos e ásperos. Pelo meio, os restos de uma antiga estutura de cadeiras da estância de sky que aqui havia na década de 80 e que foi destruída na última grande erupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1402/838399763_eaea1c48c3.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O primeiro lençol de gelo. Este passou ao lado do trajecto. Mais à frente havia de ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1026/838399455_5c6c01be4f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É uma daquelas coisas que inspira logo confiança. As ruínas das antiga estância de Sky destuídas pela erupção de 1984.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E eis que surge o primeiro lençol de gelo. E por alguma razão o guia achou que ainda não havia necessidade de usar os espigões pelo que seguimos com as nossas botitas sobre gelo. Sentia-me tão seguro como aquele carro que ficou a balançar no cabo Espichel e... caiu. A verdade é que nunca estive perto de cair mas andar sobre gelo de forma lateral relativamente à descida cujo fim não via tornaram aquela meia hora de caminhada uma das maiores de toda a viagem. Não acabava nunca. Dei a entender ao guia que não me sentia muito seguro. Vai daí o tipo saca-me da picareta que fazia parte do meu equipamento e dá-ma prá mão para usar como bengala. Grande solução. Agora tinha duas preocupações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Onde punha os pés.&lt;br /&gt;2- Não espetar a picareta numa perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescia a isso o problema de se aquela picareta ser suposto ser bengala ter sido feita à medida de um anão. Daí que ou eu me curvava muito ou aquilo não fazia grande efeito. Acho que foi mais para me calar. Acho mas não tenho a certeza. Ou então tenho...&lt;br /&gt;Terminado o primeiro lençol de gelo (graças a Deus), tempo para mais uma caminhada sobre rochas. Estavamos agora bem mais alto do que na primeira paragem e a vista que tinha só me fazia ansiar por chegar ao topo. A cratera estava bem mais próxima e tinha também um ar bem mais ameaçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1432/839294364_3441d73f9e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O fim do primeiro lençol de gelo. Graças a Deus!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1111/839294384_cde9fddbd8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esta foto lembra-me sempre da Irmandade do Anel a caminhar em direcção às fornalhas de Mordor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;A dada altura parámos. Tinha chegado a hora do gelo a sério. Espigões nos pés, picareta em punho, gorro na cabeça e creme no nariz aí estou eu pronto para a subida (ou nem tanto mas não podia mostrar. Havia raparigas no grupo caraças!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1154/839294700_a05f6a211d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;All set!! (pelo menos por fora!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1079/838435361_4bb9ffeeea.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olha o espigão bonito. Amigo e ajudante!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto para fora mostrava um sorriso parvo, por dentro encorajava-me com frases como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vá! Se fosse realmente perigoso isto não era permitido a amadores como eu!"&lt;br /&gt;"Não sejas parvo! Tanta gente faz isto... não pode ser tão difícil!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto repetia estas frases para mim o guia ia dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jamais larguem a picareta! Se cairem e a largarem o mais provável é morrerem! Porque a picareta serve para espetar no chão para travar. Se não a tiverem só param lá em baixo ou espalmados numa pedra!""Ainda aqui há umas semanas morreu aqui um tipo por causa disso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vira-se para o guia: "Lembras-te daquela senhora que caiu aqui a semana passada e partiu as duas pernas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU PERCEBO ESPANHOL PÁ! ELES NÃO MAS EU PERCEBO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a melhor recomendação de todas foi sem dúvida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado ao andar com os espigões. Não colem as pernas. Não estando habituados se não tiverem cuidado acabam por prender os espigões de uma bota na outra e caem. É o acidente mais comum por cá!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora sabendo eu do meu extenso historial de tropeções e trapalhices (que tanto faziam rir o André) era evidente para mim que a partir daquele momento estava feito. Chegar ao topo deixava de ser o objectivo. Chegar ao fim vivo parecia-me agora muito mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta insegurança toda, a primeira parte da viagem sobre o gelo foi pouco menos que ridícula. Andando muito de vagarinho em trilhas já desenhadas pelas excursões dos últimos dias, faziamos zigue-zagues muito fechados de maneira a subir sem grande inclinação. Cada curva era uma aventura. Trocar a picareta de mão, rodar o corpo sem me desiquilibrar. Olhar para baixo estava fora de questão porque com as minhas vertigens perdia por completo o equilíbrio. A caminhar, um pé seguia muito vagarosamente o outro. A cada passo pisava muito bem o chão onde me ia apoiar para ter a certeza que o gelo não cedia. Isto mesmo depois de já ali terem passado 4 pessoas. Ainda por cima, o caminho tinha a largura para pés normais. Não para as minhas barbatanas pelo que aquilo para mim aumentava muito mais a probabilidade de tropeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1413/839294342_2fe23ec412.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Uma das poucas fotos que tive coragem de tirar nesta fase da subida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A adrenalina estava nos píncaros meus amigos. E o arrependimento também. O caminho ia sendo feito sempre junto a ribanceiras cujo fim não estava à vista. Com medo do que via, tendia a inclinar-me para a subida, apoiando todo o meu peso na picareta. Várias vezes o guia tentou obrigar-me a andar direito. Dizia "Caminha direito! É mais seguro." Eu olhava para a descida que estava do outro lado e dizia "Ta parvo o gajo!". Andámos nisto um bom bocado até eu me habituar a andar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho iamos parando algumas vezes para descansar, beber, comer e fotografar. E havia uns sacanas que tiravam a máquina da mochila e caminhavam com enorme à-vontade pelo gelo para escolher o melhor ângulo. Eu, quando parávamos, tinha por primeiro objectivo sentar-me no gelo bem seguro. Depois tirava a máquina e sem sair do sítio fazia as fotos que podia fazer dali. Era o melhor que conseguia.&lt;br /&gt;Daí que não tenha tirado muitas fotos. Estava mais preocupado em agarrar a picareta com toda a minha vida para poder tirar a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1104/838435377_f755863b31.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bem sentadinho no gelo é que tu estás bem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1187/839294632_f4150a8fb5.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O que vale é que não se vêem as pernas a tremer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1063/839294326_b59e4c3adf.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Há uns mais relaxados que outros. Mas este era o guia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1263/838419657_a7c35eb211.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ah gelo limpinho não é? Mas na encosta de um vulcão compreende-se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Já estava mais calmo agora. Acho que me estava a habituar a andar com aquilo e com aquela inclinação. As curvas eram feitas de forma automática e caminhava agora em passos seguros. Até que... "PAREM!!! PAREM!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o tom de voz achei que o melhor era mesmo parar e decidi tirar os olhos do gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patapum, Patapum, Patapum. Um calhau gigante rodava montanha abaixo mesmo ali à nossa frente. Por uns segundos tinha-nos apanhado. Se isso acontecesse era "Vemo-nos lá em baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaixo!!". Fiquei logo muito mais seguro. A vantagem de pararmos ali foi que pudemos observar uma enorme gruta de gelo que se abria no chão mesmo ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava limpo, com um céu e um sol fantásticos. Mas havia um problema: o vento. Dizia o guia que como estava não iamos conseguir subir à cratera. Ora a ideia não me agradou. Se me tinha metido naquilo era para ver a cratera. A ideia de todo aquele pânico e sacrifício para não chegar ao topo desagradava-me, vá lá, bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de uma hora chegamos ao fim do gelo. O porquê daquela ultima parte da subida não ter gelo aparece quando ponho a mão no chão. Está quente. Muito quente. Volta-me à cabeça a ideia de ali a escaços metros de profundidade estar uma piscina na qual mergulhar não seria propriamente refrescante. Tirámos os espigões que já não eram necessários e iniciamos a parte final da escalada. Os ventos tinham mudado na última hora felizmente e iamos mesmo chegar à cratera. Livre do terror de caminhar no gelo, começo a dar atenção às minhas pernas. Não respondem lá muito bem. Doem que se farta. Só agora é que me apercebi. E isso fez desta última parte a pior da subida. Ter de trepar calhaus (um bocado como em Torres del Paine) sem forças nas pernas foi tarefa árdua e demorada. E a cratera que parecia estar mesmo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que... cheguei!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1210/838419607_6956a04355.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Et voilà! (ena por momentos voltei a Argel. Ah francês, francês...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O cenário era de fim do mundo! Ou de início.... À nossa frente abre-se uma enorme garganta. As suas paredes são verdes e pretas. A toda a volta, enormes pedregulhos de lava solidificada assumem diferentes cores. O preto impera, claro, logo seguido do verde. Mas o vermelho e o dourado (!) também marcam presença. O piso de pedras soltas a resvalar convidava a alguma prudência no aproximar à cratera. Com todo o cuidado chego lá. A felicidade pelo feito faz-me encher os pulmões para dizer "YAHOOOOOOOOOO!" mas so cheguei ao "Yah" que se seguiu de um violento ataque de tosse, vómitos e tonturas. No preciso momento em que insiprei fui atingido por uma núvem de enxofre que chegou a mim invisível e me inundou os pulmões daquele cheiro isuportável. Só para eu não ter a mania. Mas não era hora para lamentos! Rapidamente me refiz e continuei a apreciar a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1227/838419631_052cfa8ddf.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1227/838419631_052cfa8ddf.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Yah... COF COF CASP BARLG HUGH BRUUMP" - Belas onomatopeias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os guias cumprimentavam individualmente cada um dos turistas. Era caso para isso. O esforço tinha sido enorme e não duvido que nem toda a gente consiga chegar ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciava a vista da cratera e uma paisagem de 180 graus em redor da cratera. Ao longe cones de outros vulções extintos rompem a terra em direcção aos céus. É um cenário incrível. Aqui e ali volto a sofrer ataques de nuvens de enxofre. Elas são assim. Ao longe são perfeitamente visíveis mas quando estão ali mesmo ao lado não nos apercebemos. E geralmente escolhem os momentos em que decidimos inspirar vigorosamente pelo nariz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi também momento de recordar o Filipe. Esse puto do acampamento de ciganos que andava na minha turma do quinto ano na preparatória de Paranhos. Em todo o ano a ciências só acertou uma resposta em testes. À pergunta "Como se chama a formação representada na figura?" ele respondeu, e passo reproduzir a forma exacta como escreveu: "É um bulcom!" (A vingança serve-se fria. Estás a ver Lipe? Nunca me devias ter tentado gamar aquela bola de futebol! hehe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1040/838410371_9d5fdc09fa.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tanto cone! Nem tudo será vulcão mas alguns são certamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1276/838410387_0f2dcec0a9.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olha o Bulcom!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1111/838410345_6b96f0336a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Group pic.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1084/838410359_50bd8510a5.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Há que reabastecer as energias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1069/838419511_91918357e6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1144/838419519_5a5323bd43.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Não vi lava. Às vezes vê-se. Há alturas em que o vulcão está mais activo e é possível ver-se. De resto podia ter pago uma fortuna e ter sobrevoado o vulcão para a ver mas isso é para outras carteiras. Reparei depois que vendo o vulcão do Google Earth se consegue ver a mancha vermelha. Algumas excursões descem um pouco na cratera para ver a lava se não se vir do topo. Mas isso fica à responsabilidade do guia e os nossos eram muito responsáveis (nem um único acidente com eles até hoje e por isso são os únicos a ter licença para iniciar a subida de noite). Segundo eles não estavam boas condições para descer. Havia demasiado enxofre. E para mim também já tinha sido aventura suficiente. Embora se descessem eu acompanhasse! Fotografias e mais fotografias, chocolate, empanadas e água. Muita água. Quando era hora de descer podiamos ver lá em baixo do tamanho de formigas as dezenas de pessoas que estavam agora a começar a subida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descida foi mais fácil. De resto, a descer todos os santos ajudam, o que nestes caso pode não ser assim tão bom. Já não faziamos tantos zigue-zagues. Cortavamos a direito pelas subidas inclinando o corpo ligeiramente para trás para manter o equilíbrio e fazer mais peso sobre os espigões. No inverno, quando o cone está todo coberto de neve, a descida é feita a deslizar com a ajuda da picareta para travar. É mais fácil, mais divertida e menos cansativa. Mas nesta altura com pouco gelo é irresponsabilidade fazer isso. Aqui e ali as pedras rompem o gelo e tornam-se muito perigosas para quem desliza. Que o diga o israelita que resolveu deslizar há dois dias, com outros guias e que acabou com a cara toda aberta numa pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1147/838410313_42b4d919fa.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os gigantes (leia-se nós) a descer e as formigas a subir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1387/838410309_6aeced3040.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um pedaço de algodão veio cumprimentar-nos. E reduzir significativamente a visibilidade também...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Chegados ao fim e depois de recebermos um reforço de parabéns dos guias, ponho-me a fazer contas. 1600 metros de subida e descida, transformados em muito mais kilometros pela enorme quantidade de zigue-zagues. 6 horas a subir, 2 e meia a descer. Mais uma conquista. E o nosso Ego volta a estar inchado. Saimos dali orgulhosos de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De regresso, paragem no Backpackers Hostel onde nos esperavam umas cadeiras no jardim e umas cervejas. Recuperamos forças ali mesmo à conversa num ambiente bem disposto e relaxado onde não faltaram picardias com os Holandeses à conta do Mundial. A meio da tarde volto para o Hostel para descansar um pouco. O dia ainda não tinha acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo às 19h30. Meia hora para tomar banho, comer e comprar vinho. O vinho era para as Termas que me esperavam, ao ar livre naquela noite limpa e fantástica. Viria a revelar-se um erro. As bebidas que se levam para as termas devem ser frescas e não alcoólicas. Mas também só soube disso depois de vir embora. Comigo vão as duas australianas do vulcão e uma americana. Após uma viagem de uns 45 minutos à conversa eis as Termas Pozones. Várias piscinas de água termal bem quente, sob um céu estrelado lindo, no meio de um bosque sem nada à volta, só nós (e a cambada de turistas que também lá estava lol) e um vento frio na cara. A piscina principal tinha uma temperatura de 40ºC. Foi o ideal para relaxar as pernas do esforço da manhã/tarde. A companhia era boa, o cenário perfeito e o vinho uma porcaria. Também era o vinho mais barato do supermercado. Ao lado dele, o vinho carrascão é casta de primeirissima qualidade multipremiado. A brincadeira de alternar entre o chuveiro de água gelada e as termas pode parecer masoquismo. Mas é na realidade fantástico. Além de relaxar os músculos, parece que nos revigora. Daí que depois de uma primeira experiência repeti o feito mais algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1404/838399955_1cd29316c4.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Água a 40 graus, ceu estreladissimo, vento fresquinho.... perfeito!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1116/838399933_fa52f2b034.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ai não se pode beber álcool? Ups... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ao final de 3 horas ali a rodar tipo frango na brasa regressámos a Pucón cada um para o seu Hostel. Para o dia seguinte tinha planeado passear apenas por Pucón. Mas a coisa mudou. Combinámos fazer juntos de manhã Hidrospeed se ainda houvesse lugar na excursão. Era uma despedida radical da cidade de desportos radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3 - Tales of a scorched earth - Smashing Pumpkins (confesso que a música já estava escolhida à partida pelo nome hehe)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2584845456658816634?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2584845456658816634/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2584845456658816634&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2584845456658816634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2584845456658816634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-16-23-03-2007-pucn.html' title='Dia 16 ::: 23-03-2007 ::: Pucón'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4277442230879205272</id><published>2007-07-17T09:42:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T09:47:37.591-07:00</updated><title type='text'>Dia 15 ::: 22-03-2007 ::: A caminho de Pucón</title><content type='html'>Esta é uma das grandes vantagens (se não a maior) de se vajar sozinho. Chegado ao terminal onde deveria comprar bilhete para seguir para S Martim de los Andes, tive uma boa surpresa. Afinal havia um autocarro directo para Pucón a sair daí a minutos. Depois de uns momentos de indecisão acabo por seguir directamente para o Chile. Não ia conhecer S. Martim de los Andes o que me deixava com pena mas por outro lado poupava dinheiro e ganhava tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma viagem com pouco interesse. Mais uma fronteira (a primeira onde obrigaram toda a gente a tirar as malas e passaram cães no interior do autocarro), uma ou outra paragem sem especial destaque e chegada a Pucón às 21:30. A parte final da viagem foi feita já vigiados pelos enormes cones de vulcões que naquela zona crescem como árvores. À saída do terminal tenho um encontro imediato com a sorte grande. Abordo um homem para saber onde ficava o hostel onde tinha reserva e fico a saber que a morada está desactualizada. Nessa morada ficava agora um outro hostel. O dele. O Hostel Backpackers da região. Mantive a intenção de ficar no outro hostel (e ainda bem porque tive um quarto individual por 3 vezes menos que um quarto partilhado naquele) mas ficou-me na cabeça uma excursão organizada pelo Backpacker's Hostel. A subida ao Vulcão durante a noite, com direito a amanhecer a meio e chegada ao topo de manhã. Segundo percebi, são os únicos com permissão para o fazer o que garante também mais sossego na zona. E isto pelo mesmo preço das excursões normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei ao Hostel já tinha decidido. O facto de ter pouco tempo pesou na escolha. Este horário permitia-me aproveitar ainda parte do dia e assim ganhar tempo para fazer o máximo no menos tempo possível em Pucón. Marcado o lugar na excursão, fui dormir porque o despertar seria às 4 da manhã e sabia que bem ia precisar de energia para o que aí vinha. Já abastecido de uma boa quantidade do meu melhor companheiro para estas caminhadas (chocolate) fui dormir. Esperando acordar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste post não há fotos. Mas o próximo compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Pyramid Song - Radiohead&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4277442230879205272?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4277442230879205272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4277442230879205272&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4277442230879205272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4277442230879205272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-15-22-03-2007-caminho-de-pucn.html' title='Dia 15 ::: 22-03-2007 ::: A caminho de Pucón'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7663098264624134710</id><published>2007-07-17T08:46:00.001-07:00</published><updated>2007-07-17T09:16:15.174-07:00</updated><title type='text'>Dia 14 ::: 21-03-2007 ::: Bariloche e arredores</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O dia começa bem. O telemóvel já devia estar a despertar há uns tempos porque quando acordei estava diante de mim com o telemóvel nas mãos um dos ingleses que ontem acabou a noite podre de bêbado. Era daqueles ingleses típicos, à Rooney. Baixo, entroncado, atarracado e de cabelo rapado. Os olhos chispavam de fúria, estava vermelho (talvez com a ajuda da noite anterior) enquanto tentava calar aquele toque irritante e simultaneamente dirigia impropérios não sei se a mim ou ao telemóvel. Já na paragem de autocarro, tomo a carreira que me levaria ao porto. Uma viagem de 40 minutos, quase sempre junto ao lago, pelo meio de relvados e árvores, com as suas casinhas de madeira sempre impecáveis. Deu para conhecer a parte mais genuína de Bariloche. Bem longe do centro da cidade. Chegado ao porto e vista a companhia cheguei a temer um enorme erro. Dei comigo a pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Queres ver que foste metido numa excursão de terceira idade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que posso garantir que nenhuma das pessoas que via teria menos de 70 anos... Afinal não. Havia um casal de namorados se bem que pelo índice de bimbice (esta palavra existe?) não seria também uma companhia propriamente agradável. Ia mesmo ser uma jornada individual. E eu não estava minimamente importado com isso. Já me começava a habituar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1343/834133045_55e4c5de6b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hotel Llao Llao, junto ao porto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1194/834120217_8387ef0c99.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1336/834120199_63216c8205.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O porto já visto do lago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entro então no barco rumo à primeira paragem. Bosque dos Arrayanes. A paisagem da viagem é de facto encantadora. Um lago calmissimo de água transparente, montanhas a toda a volta, árvores na margem e uma paz enorme. Aqui e ali uma ilha no lago marca presença. Se as vistas são lindas nesta altura, no inverno, cobertas do branco da neve devem ser incríveis. A chegada ao Bosque dá-se neste clima de paz de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de paragem é curto, sendo suficiente apenas para uma volta pelo bosque seguindo os passadiços. É o que faço mas no início preocupo-me em acelerar um pouco para ganhar distância do grupo e apreciar a tranquilidade que ali se sente sozinho com a minha música. Os Arrayanes são um case study aqui. Arbustos em todo o mundo, só nesta pequenissima área ganham o estatuto de árvore.os seus troncos apresentam uma cor entre o castanho claro e o amarelo. Diz-se que foi aqui que Walt Disney foi buscar a inspiração para criar o Bambi. E é fácil de perceber porquê. O bosque cerrado, a vegetação rasteira, o lago transparente e o ambiente totalmente desligado do mundo dão a este espaço um certo ambiente de magia. Pelo meio, duas ou três cabanas de madeira perfeitinhas dão o toque final ao ambiente Disney. Mas o tempo é curto e a buzina grossa do barco arranca-nos da fantasia. Há que partir para a Isla Victoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1224/834973572_941c753a0f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1322/834973530_7c0e612c81.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Uma maneira diferente de fazer escadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1082/834120135_c3eb70a218.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os Arrayanes, propriamente ditos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1316/834120123_b6e71b8f1f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1397/834119981_610695432c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1395/834973584_54ec748dab.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rei morto, rei posto. Já estou de novo em alta no visual com este fantástico par de óculos comprado numa qualquer loja de Bariloche a um preço ridículo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Bem no meio do lago, a Isla Victoria aparece com as suas enormes árvores. É uma espécie de estufa mundial. Aqui, podemos encontrar espécies de todos os continentes, como os nossos conhecidos eucaliptos australianos rodeados de vulgares silvas e no minuto seguinte estamos a olhar para Sequoias americanas, enormes e imponentes. Por razões óbvias, o continente menos representado aqui é o africano mas mesmo esse tem aqui alguns representantes. A floresta, as casas, os relvados verdes e o lago continuam a empurrar-me para a paisagem tirolesa. Meus amigos... estou nos Alpes. E espero ver a qualquer momento a famosa vaca roxa da televisão. Aqui passámos o resto do dia. A passear pela ilha. Infelizmente, a melhor trilha está fechada para reparação porque o mau tempo que se fez sentir nos dias antes de eu chegar estragou os caminhos que estão agora em risco de derrocada. Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1096/834973520_1f3ab2129e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O barco. Parece que é famoso. Já transportou famílias reais e tal...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1123/834133119_f078f1546d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Recantos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1299/834133331_f370112121.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nunca falha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1185/834133285_e599e3611f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mais recantos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1438/834133065_70a3442b5f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ora isto é uma pinha de Sequóia. Sim. Aquela árvore gigante produz esta pinha ridícula. E haviam de ver a semente. É um pontinho que quase não se vê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1027/834133091_f1d4a596f8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;O regresso faz-se pelo fim da tarde cruzando as calmas e transparentes águas do Lago Nahuel Huapi. O ambiente tranquilo convidava a uma reflexão e a decisões importantes para a viagem. Gostei do que vi. Mas foi um dia calmo. Muito calmo. E já era o terceiro que tinha assim contando com a viagem. Estava a precisar de alguma coisa mais activa. Daí que decidi seguir no dia seguinte para Bariloche. A ideia era seguir para San Martim de Los Andes. De lá seguiria para Pucón, de volta ao Chile. Isto porque segundo me disseram, amanhã não havia autocarros para Pucón. Pelo que se era para esperar mais um dia sempre aproveitava para conhecer outra cidade de referência desta zona. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1029/834120155_3ae6bd62ec.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1351/834973444_a92743bff9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;À noite durante o jantar uma rapariga chocada porque eu estava a comer batatas fritas com o hamburguer e um rapaz que insistia que o Hitler simulou o suicídio e veio viver para Bariloche e que isso está provado preencheram-me a noite. Isso e os ingleses cuja anatomia começo a questionar. À quantidade de álcool que bebem não podem ter fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Cupid de Locke - Smashing Pumpkins (é parece que está de volta ao mesmo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7663098264624134710?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7663098264624134710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7663098264624134710&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7663098264624134710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7663098264624134710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-14-21-03-2007-bariloche-e-arredores.html' title='Dia 14 ::: 21-03-2007 ::: Bariloche e arredores'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-5494511178479626806</id><published>2007-07-17T08:20:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T08:45:25.130-07:00</updated><title type='text'>Dia 13 ::: 20-03-2007 ::: Bariloche</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Bariloche: A cidade de que todos dizem bem. Foi com esta ideia que cheguei. Todos os argentinos falam de Bariloche e os turistas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte final da viagem até Bariloche faz-se pela famosa Ruta 40, que nos faz passar em El Bolson, a antiga cidade hippie argentina. O cenário é de bosques e mais bosques, árvores e mais árvores. Enfim... totalmente diferente da paisagem dos últimos dias. É passar do deserto para a floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada a Bariloche acontece de manhã bem cedo. Completamente perdido na data e nas horas à custa da quantidade de horas que dormi, estou meio azamboado. A sensação é semelhante à de uma directa. Mas a causa não é a falta de sono mas sim o excesso. Junto-me à Sonja que se revelou uma moçoila simpática porém um pouco mosca morta e sigo directamente para o hostel que os dois italianos já me haviam sugerido em Ushuaia: 1004. Um apartamento gigante, no último andar de um prédio bem central, com uma varanda fantástica sobre a cidade e sobre o lago. Boa escolha. Obrigado aos amigos da terra do fogo. Bom ambiente, imensos ingleses, alemães e holandeses. A noite vai ser divertida, parece-me. Digo a noite porque pelo que percebi a maioria dos hospedes está para ficar por um largo tempo pelo que não estão interessados em tours. O que até nem é mau. Parece-me um bom sitio para se passear sozinho. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1068/834087197_1d03e532c3.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Chegada. Eu e a simpática mosca morta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1081/834087229_ad05124738.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista do hostel sobre o centro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1279/834071667_cc901f9077.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista do hostel sobre o lago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;À tarde é hora do primeiro passeio pela cidade. Estava indeciso entre ficar 2 ou 3 dias em Bariloche. E para tirar essa dúvida, nada melhor que ver o que é que há para fazer por aqui. Estava mais inclinado para ficar 2 dias. O cenário parecia-me muito giro mas a paisagem é de certa forma igual à paisagem que se encontra na Baviera. De resto os primeiros habitantes de Bariloche eram alemães, o que explica as semelhanças. E eu já tinha tido a felicidade de conhecer o original. Bariloche era mais ou menos o que eu esperava. O centro, pelo menos. Casas de pedra e madeira, telhados bicudos, cidade aberta ao Lago e às montanhas que as rodeiam. Mas o facto de Bariloche ser a estância de Sky de eleição da Argentina, traz os seus dissabores. Fora desta zona mais central, os prédios amontoam-se de forma desorganizada e a cidade perde o seu encanto. Também já sabia que o melhor desta zona estava mais afastado da cidade. As excursões ficaram então decididas. Ou melhor, excursão. Porque não havia mais nada que me chamasse particularmente a atenção e porque o dinheiro se estava a ir embora a bom ritmo. Bosque dos Arrayanes e Isla Victoria seria então o passeio. Se depois tivesse tempo iria à Villa La Angostura, um pequenito povoado bem perto de Bariloche. Mas não apostava muito nisso. Continuava centrado na ideia de que aquilo era um bocado aquilo que já tinha visto quando fui a Munique e Baviera e estava mais interessado em ter tempo para ver bem outras zonas da Argentina e Chile. E Uyuni, o único e obrigatório ponto de paragem na Bolívia que não podia perder e não sabia ao certo quantos dias me ia ocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1033/834087277_94e6056078.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A praça central onde são os paços do concelho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1178/834071737_ca48f6c1b3.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1413/834087299_60db8a8a29.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1413/834087299_60db8a8a29.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1368/834087253_959edf599b.jpg?v=0"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1368/834087253_959edf599b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1005/834087269_9bedeed907.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1005/834087269_9bedeed907.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1084/834959420_4c57df3cd1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1121/834071715_d4a95968ee.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1121/834071715_d4a95968ee.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O Hostel fica naquele prédio lá atrás. Bem lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1232/834071761_8e99535cb4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1232/834071761_8e99535cb4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1070/834071785_6758ce6d6a.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1070/834071785_6758ce6d6a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A noite passada tranquilamente, com boa onda. No convivio com os imensos ingleses que por ali andavam, dois dos quais ficaram em delirio por eu conhecer o clube da cidade deles: o Plymouth Argyle. E quando o tema é futebol e à conversa estão portugueses e ingleses fala-se em... claro. Mourinho, Euro 2004 e Mundial 2006. Esses espinhos atravessados na garganta dos ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isto. Um dia de calma. Muita calma. Porque isto não pode ser só correr de excursão para excursão. Também é preciso aproveitar os sitios onde se está e as pessoas por quem se passa. Além disso o dia seguinte a alvorada era cedo e convinha dormir. O que consegui fazer incrivelmente pese embora o que dormi na viagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1339/834071827_fc62be8055.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Há alguma coisa de muito errado neste mapa mundi que encontrei numa loja...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3 - Sons de corrente eléctrica. O meu mp3 continua a demorar um dia para carregar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-5494511178479626806?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/5494511178479626806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=5494511178479626806&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5494511178479626806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/5494511178479626806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-13-20-03-2007-por-essa-argentina.html' title='Dia 13 ::: 20-03-2007 ::: Bariloche'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-6524666023421973660</id><published>2007-07-14T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-07-14T20:39:29.687-07:00</updated><title type='text'>Dia 12 ::: 19-03-2007 ::: Por essa Argentina fora</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Saídos do bar à pressa, porque as despedidas demoram sempre mais tempo do que devem, eu e o Ferri encaminhámo-nos a passo rápido para o hostel. Companhia? El Perrito Moreno. Fiel companheiro de circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo no hostel, apenas o essencial para pegar nas coisas e conhecer Sonja, uma alemã que viria connosco no autocarro. O itinerário era o seguinte: El Calafate - Rio Gallegos - Comodoro Rivadavia - Bariloche. O Ferri ficaria na primeira paragem. Eu e a Sonja seguiamos juntos para Bariloche. Para trás ficava um grande momento da viagem. El Calafate já era uma das minhas referências. Mas superou todas as expectativas. O que vi ali dificilmente seria superado ao longo do que faltava da viagem o que às vezes me deixava a pensar se seria capaz de apreciar o resto com a intensidade merecida. Talvez a viagem devesse ter sido feita no sentido contrário. Mas assim estava cumprido o principal objectivo: a Patagónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se descreve uma viagem de autocarro de 32 horas? Pois... não se descreve. O deserto patagónico é imponente, enrome, impressiona pela vastidão e... repetitivo. Ou não fosse ele um... como se diz... é isso. Deserto. Pelo meio ainda deu para ver o Oceano Atlântico e matar saudades dele. Bem sei que o que vi em Ushuaia também era mar mas não era o tipo de paisagem a que estou habituado. Desde o dia em que embarquei para Buenos Aires, só tinha visto mar na sua disposição habitual em Viña del Mar no Chile. E era o pacífico. De maneira que este momento foi definitivamente o reencontro com o Atlântico mais de 4 meses depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente pensei que fosse custar mais. A verdade é que o nosso corpo se protege. Dormi à vontade 22 horas dessa viagem. O corpo aborrece-se e acaba por ceder ao sono para não sofrer com o tédio. O tempo acordado foi passado com filmes (lembro-me de ver o Signs e o Fast and Furios - Tokyo Drift, com o qual havia de ter reencontros), muita música e pouco mais. Algumas paragens curtas pelo caminho em locais inóspitos. E duas mudanças de autocarro. E que autocarros meus amigos. Cama de 180 graus, refeições a bordo, tudo! Um luxo. Custou-me mais o voo Porto - Frankfurt - Buenos Aires de 20 horas totais com escalas que esta viagem. Isso posso garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste esquema se foi fazendo a viagem. De vagar pelos caminhos da Argentina, passando por desertos, mar, cidades e bosques. De El Calafate a Bariloche. Um dia faço a conta aos kilometros e digo-vos. Agora não. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1139/814743510_9f92d24eb8.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um dos fantásticos autocarros. Este não servia refeições. Mas foi o único dos 3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1179/813859699_94c71d447f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Paragem para almoço. Estranho lugar. Sem ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1037/813859725_d85a8ade20.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estação de camionetas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1306/813859741_a31e2ed6fc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De Internacional, parece-me, só o nome...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1360/813859803_b2d8904524.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ah bela carripana!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1140/813859843_47f73836f9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A intenção é boa. Mas o caixote do lixo em si parece-me, repito, parece-me algo ineficaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vá-se lá saber porquê...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1409/813859781_0519f961c7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sem saber o Rodrigo Guedes de Carvalho foi um dos meus companheiros de viagem pela Patagónia fora. Foi nesta viagem que fomos apresentados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3 - Travelling Without Moving - Jamiroquai. Só pelo nome, parece-me perfeita. E a vocês?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-6524666023421973660?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/6524666023421973660/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=6524666023421973660&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6524666023421973660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6524666023421973660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-12-19-03-2007-el-calafate.html' title='Dia 12 ::: 19-03-2007 ::: Por essa Argentina fora'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4521951828192403033</id><published>2007-07-12T19:54:00.000-07:00</published><updated>2007-07-13T21:51:09.373-07:00</updated><title type='text'>Dia 11 ::: 18-03-2007 ::: El Calafate</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Hostel novo, vida nova. Acordei a tempo e horas! Não é fantástico? Estou à espera de comentários de parabenização!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a Lei de Murphy nunca falha, atentemos. No dia em que acordo a tempo para fazer tudo (e tudo incluia tomar banho como todos os dias (ou pelo menos vamos fingir que sim), tomar o pequeno-almoço, preparar a marmita e ver o mail), jestou eu na recepção do hotel na companhia de três espanhóis e uma americana à espera do transfer até que uma senhora entra no hostel e chama apenas a jovem conterrânea do Bush. Como ela ia para a mesma excursão que nós, levantamo-nos todos. Perguntamos porque é que os nossos nomes não estão na lista e a senhora diz que outro autocarro passará à nossa procura.&lt;br /&gt;Resignados, sentamo-nos e estamos meio a dormir meio na conversa com o mau humor típico de quem pensa "Podia estar na cama.."&lt;br /&gt;Uma hora, sim uma hora, depois do previsto chega finalmente o nosso autocarro. A cara da senhora parecia-me familiar mas só percebi o que se estava a passar quando entrei no autocarro e dou de caras com a mesma americana que saira do hotel 60 minutos antes. Pois. Era a mesma camioneta. Vá-se lá saber porquê...Eu tentei. Juro que tentei. Mas o meu cérebro começa a reagir de forma pavloviana. Apaga-se quando percebe que estou dentro de um autocarro. De maneiras que ainda não tinha feito a inversão de marcha e já eu dormia. Assim que a viagem passou rápido. Passou, reparem na piada gira que envolve uma adulteração de uma expressão típica com o acto de dormir, num fechar e abrir de olhos. Acordo com a paragem num sítio que me era familiar. Era a entrada do Parque dos Glaciares. O mesmo parque onde tinha estado ontem e que tanto me encantou. Mas desta vez não seguimos a estrada. Imediatamente após a bilheteira encostámos. Os barcos estavam à nossa frente. Ainda lancei os olhos à estrada que seguia pacífica em direcção ao fantástico espetáculo que tinha visto ontem.A espera pela entrada nos Catamarãns é algo dolorosa. O vento patagónico gelado deixa-nos com uma sesação desagradável nos olhos e tento distrair-me com o que me rodeia. O Lago que ontem era de um azul estranho apresenta hoje uma cor que parece uma mistela entre verde e cinzento. O céu nublado e o sol ainda baixo explicam a cor. Ao largo, o lago está trilhado entre poderosas e áridas escarpas patagónicas que se precipitam em direcção à água. E não haviam de ser a única coisa a precipitar-se para a água no dia de hoje. Mas isso a seu tempo será explicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados uns minutos em que fomos obrigados a manter-nos no interior do barco por questões de segurança (este barco voava, não navegava), o barco abranda. Não percebo porque é que toda a gente, particularmente a irritante excursão de italianos que berra o tempo todo (e isto a estas horas da manhã, gritos é coisa que me dói), se empurram e ME empurram para passar la para fora. Saio do interior do barco. Meus amigos não há polares, cachecóis, golas, calças de neve ou fogueiras que resistam. O ar ali é gelado como nunca vi. A explicação está à minha esquerda. Ou melhor, está e não está, consoante as cabeças se moviam e me deixavam ver uma nesga daquela maravilha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1311/802960580_061f67e270.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Captado um momento com a melhor conjugação de posições de cabeças, braços e máquinas possível.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;As horas que se seguem são inacreditáveis. Como que atirados para um documentário do Discovery ali estamos, rodeados de pequenas e gigantes ilhotas de tons azul fortissimo. Não são de terra nem de pedra. São de gelo. Enormes estátuas flutuantes que assumem diferentes formas e diversas cores. Algumas mais brancas, outras mais azuis. Algumas escuras por causa das morenas (detritos arrastados pelo glaciar que ficam no interior do gelo) e outras de várias cores mostrando os vários níveis a que já estiveram submersas. Aqui e ali, algumas formam desenhos que quase nos fazem crer que ali houve mão humana. Mas não. Não houve. É a natureza no seu esplendor. E ainda bem. Olho à volta. Pareço rodeado de putos e a verdade é que não se vê uma única criança ali. Este cenário de fantasia desperta em nós o que mais há de criança, por muito que essa faceta possa estar enterrada. Os ah's sucedem-se à mesma velocidade que os "clicks" ou os "txkik" consoante seja a tecnologia usada. E assim passamos um bom tempo. Entre ilhas de gelo, algumas de tamanhos monstruosos onde se poderiam construir casas (se bem que não durariam muito tempo porque, como dizer, o gelo... hum... derrete). Recordo três icebergues (ou tempanos, se preferirem) em particular. Um de dimensões assombrosas, outro que de tal forma estava cavado fazia um túnel de um lado ao outro, produzindo um degradé de azuis arrepiante e um terceiro que parecia feito de vidro e mostrava os detritos no seu interior com uma transparência impressionante. Pelo meio, imensos, enormes, que nos fazem pensar: "Se só 15% do icebergue é que está acima da água, imagina o que está ali por baixo. E ali estava eu, a viajar pelo meio das teorias do Freud e bem tentava ver o subconsciente daqueles icebergues mas a cor da água, novamente daquele azul estranho e leitoso, não me deixava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1101/802088413_8cf9a1f928.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sou só eu que vejo ali uma cara?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1148/802088455_fc8e60e065.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1005/802111277_4337a4588f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1426/802960534_00eeb8024c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Um de dimensões assombrosas..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1386/802983934_d952f6a8fe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"...outro que de tal forma estava cavado fazia um túnel de um lado ao outro, produzindo um degradé de azuis arrepiante..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1175/802065107_450c68ed25.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"...e um terceiro que parecia feito de vidro e mostrava os detritos no seu interior com uma transparência impressionante."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1023/802111343_13960a2349.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1438/802983816_f1acad16e5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1346/802960564_6eb87b0823.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1108/802065151_b06f1a55c7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1429/802065177_122fffbfee.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1325/802983866_4d71a281e5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1213/802983838_08df7e650e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1290/802088395_c798695500.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1060/802088331_86ec5ba9b0.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Parámos para almoçar. Numa península pequena que separa a parte gigante do lago de uma bem mais calma. Atravessamos um pequeno bosque, dantesco como um bosque patagónico deve ser. As suas árvores entortadas ou tombadas pelos fortes ventos patagónicos (120 km/h) contribuem para o cenário irreal que está montado à volta daquele passeio. Em redor continuam as imponentes escarpas agora revestidas de um mato rasteiro. Olho com atenção e noto 2 manchas castanhas e uma branca no meio daquilo. Intrigado fico a pensar o que será e questiono a guia. A resposta, estava longe de imaginar. São vacas selvagens. Ora bem... eu cabras a caminhar sobre escarpas a pique, saltando delicadamente de pedregulho em pedregulho sem cair já tinha visto. Mas confesso que quando o assunto é vacas, a palavra delicadamente não me cruza o pensamento. Vá-se lá saber porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessado o bosque abre-se à nossa frente uma pequena baía. Lá ao longe, meio escondido nas núvens, está um outro Glaciar. Nada a ver com o Perito Moreno mas também de dimensões consideráveis. Por todo a baía, pequenos icebergues flutuam. Parecem filhotes dos outros que tinha visto antes. Mas o cenário é lindo. A ideia era almoçar ali. A ideia. Porque o tempo não estava pelos ajustes. Deixou-nos ver a paisagem, apreciar o cenário e tirar as fotos? Deixou sim senhor. Mas apenas para pouco depois romper numa chuva torrencial que juntamente com o vento se tornava, vá lá, desagradável. O cenário era lindo. Mas o barco era mais convidativo para comer. Os espanhóis com os quais já tinha entretanto travado amizade não sei o que comeram. Mas eu voltei para as minhas sandes mistas e de salame. Juro que já não posso ver pão de forma à frente. Não raras vezes vem-me à memória aquele bife de lombo do Desnivel. Que saudades de Buenos Aires sinto de repente. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1292/803006550_1f0ec3dc02.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Dantesco como um bosque patagónico deve ser."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1191/803006584_db14918d05.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1045/803006576_7c7ecb6768.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1105/803006562_a48b8634aa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1257/803006598_14fb10db01.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dentro do gelo podem ver-se perfeitamente pequenos detritos que em grandes quantidades dão aquele aspecto escuro aos icebergues e glaciares. A estes detritos chamam-lhes Morenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Passado o almoço, tempo para mais icebergues e mais glaciares. Os glaciares eram impressionantes sim senhor. Um deles, mais pequeno, pudemos vê-lo de bem perto enquanto rachava e se partia. Mas o dia era decididamente dos icebergues. Pelo menos para mim. Então quando o sol se abria e lhes batia abrindo neles todos os tons de azul que possam imaginar, chegavam ao ponto de parecer iluminados por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1044/802983962_080e581f6d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1044/802983962_080e581f6d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1386/802983934_d952f6a8fe.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1386/802983934_d952f6a8fe.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1004/802111311_cdf656e8e5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1004/802111311_cdf656e8e5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1357/802111363_5b95bb43d2.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1357/802111363_5b95bb43d2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1214/802111389_2600ee8d48.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1214/802111389_2600ee8d48.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1013/802111233_468dbbf88d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1013/802111233_468dbbf88d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O Glaciar Upsala. Enorme mas nada comparado com o Perito Moreno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1131/802088433_0c15e1294d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1131/802088433_0c15e1294d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1106/802088511_45af414851.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1106/802088511_45af414851.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Outro glaciar. Este mais pequeno estava mais próximo. Estalava e ruia ali mesmo à nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1305/802065227_ca5f063496.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1305/802065227_ca5f063496.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1386/802960226_2b7209e475.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1386/802960226_2b7209e475.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1302/802960414_29952c84da.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1302/802960414_29952c84da.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1175/802065093_b80d440cc4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1175/802065093_b80d440cc4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1417/802065215_4404335806.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1417/802065215_4404335806.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era incrível... E eu feito louco a fotografar. Tão louco quanto distraído até que o meu amigo espanhol me toca no braço e diz:&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="left"&gt;"Aqueles óculos não eram teus?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Confesso que o tempo verbal usado na conjugação do verbo ser só por si já me soou muito mal. Mas quando olhei para o lugar para onde ele apontava, no meio da água, não estava nada lá. Olho para o chão do barco e continuo sem ver nada. Meio confuso resolvo atalhar caminho. Levo a mão ao bolso onde tinha os meus óculos de sol e não os sinto. O resto do filme vi-o de imediato. Sorri e disse que achava que sim. No interior chorava aquela morte. Uma morte triste, solitária e fria rumo ao fundo de um lago habitado sabe-se lá por que tipo de seres. Ganharam vida, sairam do bolso e saltaram do barco mergulhando no azul intenso sem sequer olharem para trás para se despedirem de mim. Foi um suicídio algo deprimente (haverá algum que não o seja? Sim. O eventual suicídio do Carlos Castro). Um final a lembrar a Aparição. Mas neste caso foi mais uma Desaparição. Mas dediquei-me a happy thoughts. Tinham crescido e seguido o seu caminho. E diverti-me a pensar que um dia, já sem humanos a habitar a Terra, outros seres encontrarão um estranho objecto no leito daquilo que em tempos fora um lago. E dele desenvolverão as mais incríveis teorias. Gosto de pensar assim. Quem sabe não mudei a história da Pós-humanidade naquele momento?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Terminava assim a excursão. A tarde já se estendia e era hora de voltar. Todo o entusiasmo deixou-me, claro está, cansado. O inerior do barco era quentinho, as cadeiras confortáveis, os italianos estavam mais calados e sobretudo não havia icebergues ou glaciares por perto. Claro que não me fiz rogado. Deixei-me dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da música escolhida para hoje, ecoava-me na cabeça uma frase: "And you can make it last forever". Bem sei que o aquecimento global não é provocado por nós. Não é. Há milhões de anos toda a Patagónia estava coberta de glaciares e de gelo, a maioria do qual desapareceu ainda muito antes de existir qualquer coisa semelhante ao Homem Moderno (?). É evidente que há um processo de aquecimento natural do planeta que é irreversível. Mas não é menos evidente que estamos a contribuir para o aceleramento desse aquecimento e isso já não será assim tão natural e inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao hotel, aquilo que estava programado para ser um jantar solitário de pão de forma com qualquer coisa dentro transformou-se num enorme jantar de amigos de ocasião ao sabor do mais que famoso Cordeiro da Patagónia. Finalmente. Já era tempo de provar a especialidade da zona. Mas outros programas iriam mudar. A custo e com bastante tristeza decidi não ficar mais um dia em El Calafate. Sacrificava a repetição do Perito Moreno apostando que outras coisas mais à frente fariam compensar a decisão. Nessa mesma noite seguiria num autocarro, numa viagem épica de, preparem-se 32 horas até Bariloche. O trajecto é a olho nú ridículo. Volto quase a Ushuaia, cruzo a Argentina do Interior até ao Atlântico. Subo junto à costa e muito acima volto a meter para dentro até Bariloche. No momento da decisão e para ter a certeza que não voltava atrás até chegar ao terminal de autocarros disse à rapariga da recepção que cancelava as duas noites extra que tinha marcado há 30 minutos atrás. A resposta com um sorriso foi "És pior que uma rapariga!". Ah ah. Engraçadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do dia é passado entre o restaurante e um bar a fazer horas até às 3 da manhã, hora do autocarro. Com 4 espanhóis (o Ferri juntou-se a nós depois da excursão), uma americana, uma inglesa e um argentino passo as minhas últimas horas em El Calafate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1155/803018006_ed8aaaa297.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Portugal, Argentina, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra sentados à mesa. E não foi na base das lajes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1429/803006618_0b6d0af7a5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O simpático cão que nos seguiu toda a noite no precurso Hostel - Restaurante - Hostel - Bar - Hostel - Terminal de Camionetas. Achei que o nome apropriado seria "El Perrito Moreno".&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas antes do jantar houve tempo para outra cerimónia obrigatória. Ao fim de mais de 4 meses na Argentina tomei o meu primeiro Mate. Um Mate Cerimonial onde me explicaram como se prepara, o que se faz e o que se pode ou não fazer consoante o gosto. Tudo com a pompa e circunstância argentina que quando dá valor a uma coisa leva-a mesmo a sério. E naquele frio glaciar, para fechar a tarde em beleza, posso dizer que não havia nada que tivesse caído melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1198/803018100_66f781f591.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Kit Mate&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1248/803018020_fc00b686e1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1117/803018054_48ba7e715d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O primeiro brinde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1158/803018142_9bd86613ec.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1409/803018148_e04c62987e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E acabava assim a estadia em El Calafate. Rigorosamente às 3 da manhã, eu o Ferri e a Sonja (uma alemã que conhecemos entretanto) partiamos rumo ao maior trajecto que fiz de autocarro em toda a viagem. E, espero eu, em toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a El Calafate: Até um dia. Espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1333/802960506_ccc9a04365.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3 - 33 - The Smashing Pumpkins (sim... é capaz de se estar a tornar repetitivo isto, mas que culpa tenho eu se as músicas são boas e se adequam?)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Post scriptum &lt;/strong&gt;(só para não ser sempre Nota Prévia. Acho que também dá um certo estatuto ao estaminé. Talvez não tanto como a nota prévia mas pelo menos não caio na repetição excessiva. Ou então caio. Não sei...) - São 42 fotos. Sim eu sei. Um exagero. Mas meus amigos... muitas mais ficaram por mostrar. Tive que seleccionar e chegar a este número não foi fácil. Menos que isto não conseguia... há uma ligação sentimental a estas fotos que de cada vez que excluo uma que gosto é como se levasse uma facada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4521951828192403033?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4521951828192403033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4521951828192403033&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4521951828192403033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4521951828192403033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-11-18-03-2007-el-calafate.html' title='Dia 11 ::: 18-03-2007 ::: El Calafate'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7946652983073521331</id><published>2007-07-11T21:24:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T21:55:22.777-07:00</updated><title type='text'>Dia 10 ::: 17-03-2007 ::: El Calafate</title><content type='html'>O despertar é nervoso. Não é caso para menos. É dia de conhecer um dos que elegi à partida como principais atractivos da viagem: Glaciar Perito Moreno. Já tinha ouvido diferentes histórias e visto diferentes fotografias de várias pessoas que conheço que já lá tinham ido. E nenhuma veio de lá pouco impressionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que é habitual, decidi não ir por excursão. Aconselhado pela recepcionista do hotel, para poupar algum dinheiro fui numa camioneta comum até ao parque nacional. Dispensei a volta de barco. Ainda hoje não me arrependo. Pelo caminho conheci um casal brasileiro que me serviu de companhia em alguns momentos. Mas sem desprimor para os companheiros de "excursão", foram os momentos em que ali estive sozinho que melhor me souberam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho vou recordando tudo o que sei sobre o Glaciar. Desce das montanhas até ao lago. A sua frente é de 5 km de extensão e a altura acima da água chega a atingir os 70 metros. Estende-se montanha acima até se perder de vista. O gelo que se forma no topo da monhanha empurra o restante para baixo que vai atravessando o lago. Por vezes chega mesmo a atingir a margem contrária provocando um fenómeno interessante. A diferença de pressões da água de um lado e do outro do glaciar começa a cavar um túnel que cedo se transforma numa ponte. Sucessivamente mais frágil a ponte acaba por ceder abrindo um canal à passagem da água. O fenómeno ocorre de quatro em quatro anos. Este era até há bem pouco tempo o único glaciar em expansão no mundo. Está neste momento em equilíbrio e não se sabe se isso terá sido ou não acelerado pelo Aquecimento Global provocado pelo Homem. Sabe-se é que aconteceria de qualquer maneira porque a Terra em si está em processo de aquecimento há milhares de anos. Não seria era tão rápido, provavelmente. Estar em equilíbrio significa que a quantidade de gelo que o glaciar vai perdendo ao longo do ano é igual à que vai sendo criada na montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vista do glaciar vem acompanhada de sons de espanto dos restantes passageiros da camioneta. Viro a cabeça e o que vejo diante de mim é absolutamente impressionante. Lá estava ele. Lá muito ao longe. Imponente, enorme. Flui montanha abaixo, entrando pelo lago dentro como se de um monte de suspiros (aquele doce de natal branco e enjoativo que se farta) se tratasse. Parece uma enorme estrada branca, muito pouco plana, diga-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar aos miradores desço as escadas em passo apressado. Ergue-se diante de mim uma enorme parede ora branca, ora azul ora azulissima, conforme o sol se mostra ou se esconde por entre as nuvens. O ar que me cobre a cara é gelado. O som... o constante estalar do gelo, enormes pedaços de água gelada desprendem-se do glaciar e caem na água com enorme estrondo. Os cracks do gelo sucedem-se como se de trovões se tratassem. Imaginem que põem um cubo de gelo em água quente. Multipliquem os estalos que ouvem por 10.000 e não estão sequer ainda perto do que é. Escolho o meu lugar. As excursões ainda não devem ter chegado porque os passadiços estão muito vazios. Descubro um lugar mais recatado, onde estou absolutamente sozinho diante daquele gigante cubo de gelo. Posso jurar que aquilo para que estava a olhar tinha vida própria. Movia-se, resmungava, praguejava. O meu corpo estremecia a cada estalar daquela enorme massa. Confesso que cheguei a pedir-lhe desculpa por ser um exemplar provocador do aquecimento global que contribui para o seu retrocesso. Naquele enorme congelador dou comigo a pensar como poderia descrever o que estava a ver. Não se pode. Só quem ali está percebe que há algo mais que o frio, o gelo, o estalar e o estremecer. Algo que nos invade o corpo e a mente. Algo que nos faz ficar viciados com aquela paisagem e querer ficar ali para sempre. Tiradas as fotos obrigatórias, deixo a máquina pousada sobre o muro a filmar aquele espetáculo. Eu entrego-me à paisagem e aos meus pensamentos ao som dos mais que apropriados Sigur Rós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1348/782181105_c32e799efb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1178/782195431_52b5541183.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1333/782195333_5aec2c6e5a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1105/782181223_f36d4cb90b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1009/782195469_a8392765f9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1088/783082888_978bbb4676.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1134/782195497_66cc9d0f69.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1137/782181127_541eb665db.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1066/782195407_415510fc5a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1426/782195379_12fdf935d2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1113/782181169_3e1d111d67.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1295/782181141_567ddd60a5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1120/782181199_d8def18913.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo depois sou despertado por um barulho. A bateria da máquina termina. Sou arrancado daquele mundo paralelo que ali se cria e descubro que já não estou sozinho. Já devem ter chegado as excursões. E descubro também que o nosso tempo (o meu e o do glaciar) acabou. É hora de regressar porque a camioneta não espera. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O desprendimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fenómeno engraçado este. O gelo estala, contorce-se, protesta e separa-se do enorme bloco. Cai na água com estrondo. Um rugido que nos faz tremer dos pés à cabeça. Imaginamos como seria estarmos ali ao lado. E percebemos que não éramos mais que um pontinho minúsculo. É coisa para arrepiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1256/783082896_cab24c3b48.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1278/783082918_10b582a678.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1260/783082956_2aee1c66ce.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1389/783083122_1f5c0d0c49.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1055/783082982_faac1f6baa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O fenómeno da Ponte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam até ao fim que vale a pena. Simplesmente fantástico. Pena que os sons do Glaciar não se ouçam muito bem graças à música azeiteira que resolveram pôr por cima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fAD-G-DoGJk"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fAD-G-DoGJk" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso foi variando entre ver as imagens na máquina (ainda bem que tinha duas baterias) e ver as imagens meio a sonhar. De volta ao hostel descubro que afinal havia lugar para mim. Mas o que tinha visto hoje exigia outro ambiente. Decidi então tentar a minha sorte no outro hostel da rede. Mesmo preço, melhores condições. Perfeito. Trato logo de marcar a excursão do dia seguinte. Pelo meio, de conversa com o rapazito da recepção ele trata de esclarecer que ali não se aceitam israelitas. São barulhentos, arranjam confusão e criam mau ambiente. Pode soar a xenofobia. Mas naquela altura já conseguia perceber porque é que muitos hostels fazem isso e porque é que o assunto me chegava aos ouvidos já desde Ushuaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do dia foi calmo e sem novas amizades (tirando os meus companheiros e companheiras de quarto). Antes de adormecer decidi. Ficaria um dia a mais em El Calafate. Queria voltar ao Glaciar para o olhar. Só para isso. Sem fotos nem nada. So para ali estar ali mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Viðrar vel til loftárása - Sigur Rós - Perfeito!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7946652983073521331?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7946652983073521331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7946652983073521331&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7946652983073521331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7946652983073521331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-10-17-03-2007-el-calafate.html' title='Dia 10 ::: 17-03-2007 ::: El Calafate'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8455962248903786261</id><published>2007-07-11T18:59:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T19:06:37.945-07:00</updated><title type='text'>Dia 9 ::: 16-03-2007 ::: El Calafate</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota prévia (Ena! Outra! Este blog aumenta de nível a cada dia que passa): Descarregar as fotos que se vão tirando para cd's e carregá-los na mochila ao longo de toda a viagem tem destas coisas... alguns cd's ficaram com algumas fotos danificadas. Felizmente nenhuma foi a mais importante mas praticamente não tenho fotos da cidade de El Calafate. Também não se perde muuuuito. É bonita. Arranjadinha. Mas excessivamente turistica também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A estafada dos dois últimos dias em Torres del Paine e as poucas horas dormidas nas últimas duas noites, levaram-me a deixar-me ficar a dormir mais umas horas do que seria normal (nesta viagem). Acordo portanto às 13h30. Ainda na ronha pensei que ainda ia a tempo de apanhar a excursão dessa tarde para o Perito Moreno. Vai daí toca a mexer. Tempo é dinheiro e... as minhas pernas não se mexem. Tenta levantar a esquerda... nada. A direita... nada. A única maneira de as mover era ficar com elas esticadas e arrastá-las ao longo do colchão. Bem... a ida ao Perito Moreno ficaria adiada. O dia teria de ser de absoluto ócio, estava visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou o dia então para compras, internet e conhecer a cidade. Mas a cidade também pouco tem para mostrar. Resume-se a uma avenida, a Libertador, quem diria. Lojas e mais lojas, agências de viagens e mais agências de turismo, hostels e mais hostels. É uma cidade totalmente virada para o turismo bem ao contrário do que tinha visto em ushuaia. Muito bem arranjadinha, com as suas casas de madeira, chamavam os turistas para comprarem vídeos, canecas, camisolas... enfim tudo e mais alguma coisa alusivo ao Glaciar Perito Moreno. Pouco mais. Muito pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da tarde, notícia agradável. A menina da recepção informa-me que teria de deixar o hostel na manhã seguinte. Depois de acalorada mas civilizada discussão em que tentei explicar que eu tinha dito que ficava no mínimo duas noites acabo mesmo por me conformar. Se não houver desistencias tenho de sair do hostel e procurar lugar novo. Eles marcavam um quarto no outro hostel da companhia que era melhor e custava o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio desta explicação ouço um familiar "Yes" ao longe. Era ele... Tuki! Ali estava ele! Depois de breve conversa (o inglês melhorou um nico mas no caso dele já é bastante) volto a sair do hostel na companhia de um rapaz brasileiro. Vamos até ao Lago Argentino e ele aproveita para me pedir para lhe fazer um tour de dois dias em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lago ganha-se maior noção da cidade. Enterrada na terra árida, a cidade está rodeada por um lado de um monte de terra com vários níveis que parece até artificial. Talvez tenha sido aperfeiçoado para proteger a cidade dos ventos patagónicos. Do outro lado estende-se o enorme Lago Argentino. Na sua cor ora verde, ora azul leitoso não permite ver através da sua água. Uma poeira libertada pelos glaciares (que ainda estão muito longe daqui) fica suspensa na água tornando-a intrespassavel ao olhar. Quando o sol lhe bate, a água toma uma cor intensa que não consigo classificar. Um azul perto do turquesa, talvez... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1412/781903812_73f08d56d1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu e o meu amigo de curto prazo brasileiro. Atrás está o Lago Argentino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1023/781903826_b4b78b8676.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Podia ser o meu hostel mas não é. É um dos melhores hotéis de El Calafate, propriedade da família Kirchner, a família do presidente da Argentina. Eu reservo-me para preços mais baratinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De volta ao hostel e à cozinha, rapidamente perco a esperança de fazer grandes amizades por ali. Cheio de Israelitas até aos ossos, alguns americanos daqueles irritantes e uns casais em ambiente romântico. Acabo à conversa com uma mãe e as duas filhas argentinas. Falamos sobre o quão cara é a Patagónia, impossível de ser visitada pela maioria dos argentinos. Aqui em El Calafate, em algumas excursões para levar as duas filhas a senhora gastou um mês de ordenado. E estou a falar em excursões. Não estou a falar de viagens de avião... Política, Portugal, Argentina, Europa, Estados Unidos, Ambiente e cultura são os outros temas da conversa. Acabo a noite a relembrar aquele célebre taxista que conheci em Buenos Aires que lia Fernando Pessoa, poeta que tinha conhecido através de Saramago. E volto a pensar: caramba. Em portugal cultura para a classe taxista é ler o 24 horas e o Record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia pouco interessante, sim eu sei. Mas extremamente interessante para o meu corpo que agradeceu o descanso e o dia sem correrias. Sol de pouca dura porque amanhã é dia de Perito Moreno. Volto ao quarto. Os meus colegas da noite anterior já eram. Estava agora um casal israelita que não dirigiu palavra. Juro que não é má vontade nem perseguição. Ainda havia de conhecer um simpático um dia nesta viagem. Mas era altura de dormir e não de ser má língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Ora bem... hoje não houve música. Não sei porque o meu mp3 demora nada mais que 24 horas para carregar a sua bateria ligado aqui à corrente. Paciência... hoje há descanso para os ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8455962248903786261?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8455962248903786261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8455962248903786261&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8455962248903786261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8455962248903786261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-9-16-03-2007-el-calafate.html' title='Dia 9 ::: 16-03-2007 ::: El Calafate'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3279016436417412681</id><published>2007-07-11T11:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T12:18:54.884-07:00</updated><title type='text'>Dia 8 ::: 15-03-2007 ::: Torres del Paine</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Monólogos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Despertador*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hum?! Ha?! Só mais 5 minutinhos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Despertador*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hum?! Ha?! Só mais 5 minutinhos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Despertador*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hum?! Ha?! Só mais 5 minutinhos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Despertador*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hum?! Ha?! Que horas são? AH!!! Porcaria!!!&lt;br /&gt;Ainda não nasceu o sol... ainda dá tempo. Bora lá!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Não esquece nada? Então vamos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hummm não deve ser por aqui... tenho os pés enterrados em lama... que fezes pah!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Ah! É por aqui!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Hummmm isto está difícil... estou a escalar quase... Mas pera lá... há gente que vai até ao segundo abrigo com tendas e mochilas às costas... não deve ser por aqui... acho que estou perdido! Que cocó do caraças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Opá... isto subir é fácil mas descer... ainda vou é parar ao rio no fundo da ravina... diarreia de vida..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - "Aha! Estou de volta ao caminho... não andei foi quase nada... Tou cá com uma sede ora deixa-me cá beber um bocado de águ... MERDA!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar às escuras e sozinho, com sono e pressa tem disto. Tive de regressar ao acampamento para ir buscar a água (e em boa hora o fiz). Mas, do mal o menos, de cá de baixo dá para ver um bocadinho do efeito que surpreende toda a gente que se desloca às torres ao nascer do sol... As rochas tomam uma cor alaranjada, como que se estivessem incandescentes, acendidas pelo sol. O fenómeno dura apenas uns minutos e o melhor que consegui além de o ver por uma nesga desde o acampamento foi ver o efeito num postal, no inverno quando a cor é ainda mais intensa revestindo as rochas de um vermelho fogo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1171/778850548_587edff301.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O amanhecer visto do abrigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Passado o momento de frustração, voltei à caminhada. Não tinha chegado até ali para desistir. Já não via o amanhecer mas havia de ver as torres de perto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora com o sol que se ia levantando o caminho já era mais fácil de fazer. Estava claramente mal indicado e muito facilmente uma pessoa que não conhece o trajecto se perde. Paciência...&lt;br /&gt;A primeira hora fez-se relativamente bem. Ao longo do rio, as subidas iam alternando com descidas aplaudidas pelas pernas ainda doridas do dia anterior. As reservas de chocolate iam sendo meticulosamente consumidas dando ao corpo a energia para fazer cada pedaço da caminhada. Em alguns sítios era forçado a umas manobras menos seguras que logo me faziam olhar para o chão que desaparecia bem ao lado dos meus pés transformando-se numa enorme ravina de pedra até ao rio que corria lá em baixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1187/778850622_0c3a8d8577.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diz que é uma espécie de ponte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1006/778850582_c9ab875e67.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1331/778850658_62467dbaa9.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A ponta das torres. Ainda estou bem longe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, completamente sozinho ia apreciando os sons e os cheiros que me rodeavam. Estava ali bem. Atravessado um bosque meio sinistro de árvores escorregadias e tombadas, dou de caras com o segundo camping. O tal onde queria ter chegado ainda na noite anterior. Para a esquerda era o caminho até às torres e vejo que já toda a gente desce. Tinham sido bem sucedidos na missão de ver o amanhecer lá em cima porque não adormeceram, não se perderam nem se esqueceram da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na fase penosa do precurso. E então percebi porque na véspera os donos do abrigo onde dormi me disseram que o que faltava até às torres era mais difícil que o que tinha feito na véspera. Mais a escalar que a caminhar, dou por mim a trepar enormes calhaus por onde rompem pequenos cursos de água onde aproveito para encher a minha garrafa. Água directamente vinda da neve eterna que se acumula lá em cima. Depois de muito trepar, de muito escorregar, de muito parar, de muita água e de muito chocolate, cruzo-me com os últimos resistentes do amanhecer. Obrigado a eles por me relembrarem que o amanhecer foi inacreditável... Dizem-me também que as torres estão atrás do enorme calhau que se ergue à minha frente. Encorajado por esta boa notícia dou um último esticão e consigo passar para o outro lado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1382/778850686_fbf7e934b1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os últimos resistentes do amanhecer. Daqui a uns metros recebo a boa notícia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Os primeiros minutos poderiam ser de espanto mas não são. São de me esticar no chão sem querer saber de torres nenhumas. Queria apenas recuperar a respiração, as forças e o coração que havia de jurar ter ficado para trás. Fiquei ali uns bons 5 minutos imóvel até que então sim decidi olhar para o que me rodeava. E era fantástico. A única vantagem de ter adormecido é que me apanhei nas torres completamente sozinho. Os que viram o amanhecer já tinham descido e os que vinham durante o dia ainda não tinham chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha frente, as três colunas parecem mais majestosas que nunca. O contraste com o caminho de 1 hora que ficou para trás é enorme. Já não há pedras soltas. Apenas uma pequena descida, um imóvel lago verde denunciado apenas pelo seu reflexo e três gigantescos blocos de pedra que mais parecem três dedos a raspar o céu. Ali não há absolutamente nada. Só pedra, água, ceu e eu. Já nem chocolate há porque já tinha ido todo à vida. Tempo para músicas. E simplesmente para estar. Fiquei ali uns bons 40 minutos so a olhar e a ouvir. Ali uma pessoa sente-se sozinha no mundo. E não se sente mal... &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1175/778850912_d8dd431d9c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ali não há absolutamente nada. Só pedra, água, ceu e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1139/778065053_a402a5aa10.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A festa da vitória do Ego sobre os problemas cardio-respiratórios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1010/779046838_4af02fb846.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Se tivesse chegado às torres ao amanhecer, a vista seria parecida com esta.&lt;br /&gt;Mas também não estava sozinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Após as fotografias da praxe, era hora de descer. Tinha o tempo cronometrado para parar apenas no abrigo para recolher as minhas coisas e comer qualquer coisa e seguir até à pousada onde apanharia o transfer até à entrada do parque. Dali seguiria numa carrinha de volta à Argentina até El Calafate. No caminho fazia o que outros me fizeram na véspera. Olhava os que subiam vermelhos do esforço e sorria. Cumprimentava e murmurava para mim mesmo "Já me safei!". Enquanto descia fazia o balanço desta fase da viagem. Até chegar às torres, confesso que estava arrependido de ter ido ali. Tinha gasto imenso dinheiro, não me sentia "em casa" como na Argentina, não ganhei particular simpatia pelos chilenos, tinha-me sentido meio sozinho e perdido, tinha ganho pó aos israelitas e tinha-me destruido fisicamente. Mas os momentos de paz lá em cima nunca me permitiriam dizer que não vale a pena ir ali. Vale muito a pena. Mas de preferência não sozinho e mais precavido. Pode esvaziar a carteira e destruir os joelhos. Mas Torres del Paine é fantástico para o ego. E para os rins também foi bom a julgar pela quantidade de água que bebi. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1247/778065101_bcc8eaf59f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Abrigo, já no regresso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1322/778065133_97c7b52952.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não foram só os músculos que cederam nesta caminhada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1192/778065155_cfe1dea4aa.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O rio que nos acompanha quase desde a Pousada lá em baixo até às torres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1256/778065285_937551ab3d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De costas voltadas para as torres, faço o balanço enquanto caminho para uma nova etapa da viagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1327/778065431_525f870e14.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ora deixa cá ver... jovens, parecem todos de países diferentes, não falam a ninguém, estão a 50 metros do resto das pessoas que esperam o transfer, não se percebe ponta do que dizem... é... são israelitas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1342/778959118_7c5bc422ef.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já na entrada do parque, à espera do autocarro para El Calafate, as últimas fotografias preenchem o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;Já no autocarro, o meu corpo começa claramente a ressacar do esforço destes dois dias. A cada movimento que tento fazer, a dor que sinto leva-me a amaldiçoar as torres. Elas, como que por diversão, insistem em mostrar-se no horizonte tempos sem fim. Já passei a fronteira, já estou bem dentro da Argentina e elas continuam a olhar-me de longe. Já passaram 4 horas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1153/778959156_e7123a955a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já em território argentino, as torres continuam a vigiar que passa ao longe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1032/778959178_6b5719a696.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E quando pensamos que elas já tinham desaparecido...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;A viagem foi tranquila. Pelo meio do típico e plano deserto da Patagónia. A chegada a Calafate acontece já de noite. Encontrado o hostel, dou indicações aos dois alemães com quem partilho o quarto sobre o Parque de Torres del Paine. E conheço um israelita simpático. Um num grupo de 10. E já depois de ter tentado falar com sei lá quantos no Chile. Tento perceber porque se fecham tanto. Responde-me que as pessoas não gostam deles. Eu penso... pudera... Diz ainda que quando diz que é de Israel, a primeira coisa em que as pessoas pensam é na guerra. Ora meu amigo... não foi o meu caso.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1106/778959206_edd1ca6e30.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Lago Argentino lá ao longe. El Calafate já está bem perto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acho que é compreensível este trauma dos israelitas. A maioria deles acabam de sair do serviço militar obrigatório. Rapazes e raparigas saem do seu país para conhecer o mundo e tentar esquecer a cara daqueles que mataram nos inúmeros confrontos com os palestinianos. Isto explica porque se isolam. Mas não explica porque são antipáticos e mal educados com as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3 - Não uma música. Um álbum. Without you I'm nothing dos Placebo. Infelizmente não o tinha comigo e não o pude ouvir. Mas para mim encaixa na perfeição. Porque era o álbum que ouvia ao ler o Hobbit e aquelas caminhadas todas reportaram-me muitas vezes para o ambiente do Bilbo Baggins.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3279016436417412681?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3279016436417412681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3279016436417412681&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3279016436417412681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3279016436417412681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-8-15-03-2007-torres-del-paine.html' title='Dia 8 ::: 15-03-2007 ::: Torres del Paine'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-6362927017461695265</id><published>2007-07-10T19:38:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T12:19:37.584-07:00</updated><title type='text'>Dia 7 ::: 14-03-2007 ::: Torres del Paine</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O dia começa com duas notícias. Bom... tendo em conta que uma delas é que adormeci e quase falhei a excursão, podemos dizer que o dia começa com uma notícia. Afinal a canadiana não vem na minha excursão. Também não me chateia por aí além.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continuo a ter presente o ambiente de festa de Ushuaia e o contraste com este que aqui vim encontrar e isso faz-me estar um pouco alheado do que estou a ver nos primeiros tempos de excursão. Também não é grave porque à parte de um enorme deserto de absolutamente nada, a única paragem é na Cueva del Mildeon que é um anímal pré-histórico reproduzido ali em fibra de vidro mas que não tem grande interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1270/774274898_3407585f55.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O bicho era grandinho. A gruta... era isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O caminho, desertico na maior parte do tempo vai sendo acompanhado por Condores, que são bichos que, vá lá, metem algum respeito, Guanacos que são primos dos Llamas (já disse antes que esta é uma viagem cheia de primos de animais) e uma prima (olha mais uma) de avestruz que é semelhante mas mais baixa e cujo o nome, estupidamente não me estou a lembrar... Parece que há também Zorros (raposas) e Pumas. Mas destes não vi nenhuns e penso que às tantas será melhor assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1270/773414209_1b3ec47ac5.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um Condor. O tal bicho que quando abre as asas faz o milhafre Vitória parecer um pardal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;O guia vai elogiando o tempo. Parece que em 5 meses só por 5 vezes se apanhou céu limpo. O facto de não haver vento faz deste o melhor dia da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parque é um misto de nada e imponência. No horizonte, aparece o maciço erguendo-se aos céus com as suas garras pontiagudas. Vê-se de muito longe. Parece que Deus aproveitou aquela zona para fazer um prótotipo de montanha e depois foi fazer a verdadeira para outro lado. O que ali se vê parece um projecto inacabado e abandonado. As torres, são três e são de facto impressionantes. Três gigantescos blocos de granito sólido que rompem a montanha até ao céu, parecendo menires em equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1068/773414169_b7d5a73ddf.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No horizonte, aparece o maciço erguendo-se aos céus com as suas garras pontiagudas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais à frente, a Lagoa Azul. O facto de praticamente não haver vento faz do lago um enorme espelho que às vezes nos deixa a pensar se não estaremos a ver o mundo de pernas para o ar. Alguns flamingos fazem a sua vida no lago, completamente alheios à maravilha que os rodeia e aos turistas que se amontoam para a fotografar. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1417/773414025_8551accf39.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;"O lago é um enorme espelho que às vezes nos deixa a pensar se não estaremos a ver o mundo de pernas para o ar."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;É um pouco mais à frente que se chega à entrada oficial do Parque Nacional, guardada por uns quantos Guanacos que olham de cima a paisagem controlando o que se passa à sua volta.&lt;br /&gt;A paisagem não muda muito. Rude, dura e gigantesca, olha-nos de cima como se nos controlasse as acções sem sabermos. O circuito dos autocarros consiste em ir rodeando o maciço pela esquerda até ao Lago Grey. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1392/773413959_3453f36061.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Guanacos que olham de cima a paisagem controlando o que se passa à sua volta."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Pelo caminho, outras formações como os Cuernos del Paine que hoje, excepcionalmente, se mostram aos turistas praticamente sem núvens. Umas quedas de água e algumas paisagens de cortar a respiração depois chegamos ao Lago Grey. Ao longe aparece como de mansinho bem integrado na paisagem árida e de gelo o primeiro Glaciar da minha viagem. Alguns icebergues vagueiam pelo lago. De onde estou parecem pequeninos. Quando formos mais perto logo ficarei a saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1431/773413925_5674cc1d9a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os Cuernos del Paine.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1293/773413945_caab18187c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Quedas de água."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1147/774274974_5b14aeeb46.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As paisagens de cortar a respiração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1368/774274860_5aca9b0569.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pode ver-se com precisão como era esta zona.&lt;br /&gt;O risco que separa o branco do castanho nas rochas é o limite onde chegava o gelo há milhões de anos atrás. De todo este maciço, so os bicos mais escuros furavam o gelo até a suprefície.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;É com este cenário que almoçamos. Quem tem dinheiro vai almoçar ao restaurante do hotel. O turista de pé descalço como eu almoça sentado no chão em algum lado as suas sandes e a sua água. Resultado: almocei sozinho. Eis quando senão ouço atrás de mim palavras que me soavam estranhamente familiares. Tão habituado que estou a estar rodeado de Espanhol (ou Castelhano, como preferirem) e às vezes mudar para inglês, ainda demorei um bocado a perceber que ao meu lado estavam a falar português.&lt;br /&gt;Estar há tanto tempo fora faz-nos perder a noção de quando estão a falar a nossa língua materna mesmo ao nosso lado. Ouvimos, entendemos e damos como adquirido que é espanhol. Porque o entendemos também... Ainda pensei em ir lá cumprimentar. Mas olhando para mim provavelmente em lugar de um "Olá!" receberia "Ai Bernardo que horror o sem abrigo está a falar português..."&lt;br /&gt;Assim sendo continuei a apreciar a paisagem sozinho com o meu mp3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1380/774274950_b20679c8cb.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A vista do almoço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Depois do almoço, fomos ver mai de perto o lago e os seus gigantes icebergues. Estar ali a metros de uma coisa que só estava habituado a ver nos filmes é emocionante. Aqueles tons, a forma delicada como flutuam na água e pesam toneladas faz-nos esquecer que um dia cão derreter para ser aquilo que sempre foram: água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1230/774274852_471019b4ca.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1276/774296434_285e5853c9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1078/774296578_dff282ca48.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me uma boa altura para inserir aqui alguma informação e nesse sentido ficam a saber que o Parque Nacional Torres del Paine está integrado no chamado Campo de Hielo Sur que se espalha pela Patagónia Chilena e Argentina e que são a maior reserva de água doce do mundo a seguir aos pólos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de regressar sem paragens à entrada do parque. Aproveito a viagem para trocar de e-mails com um casal catalão com quem travei conhecimento e a quem fui tirando fotos (e ensinando a aproveitar melhor os recursos da máquina digital) e a quem fui pedindo para me tirarem fotos, cansado de esticar o braço e disparar a foto um pouco à sorte. Simpáticos, como todos os catalães que conheço lá foram à sua vida seguindo no autocarro enquanto eu mudei para um transfer que me levaria ao início da subida para as torres.&lt;br /&gt;Nesse início de subida, aproveito a existência de uma pousada para deixar a mochila pesada e subir só com o essencial: saco cama, comida e uma muda de roupa. Dou também um salto à net pelo agradável preço de 10 dolares por 15 minutos (!!!!).&lt;br /&gt;Aproveito e peço para me reservarem uma tenda num dos dois abrigos que tinha no caminho até às torres. O objectivo era ainda chegar ao segundo campo durante esse dia. Mas os problemas de comunicação atrasaram-me (e ainda por cima não havia nada disponível) e quando iniciei a caminhada já tinha decidido subir só até ao primeiro abrigo. O resto faria de madrugada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1102/774296420_d61a732785.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O caminho tem a indicação de demorar 2 horas. Os primeiros 10 minutos são tranquilos. Depois sim, vem o problema. Ou melhor a tortura. Custou subir. E custou ainda mais passar pelos sacanas que desciam e me sorriam ao passar. Gelado (estava transpirado e o vento que me apanhava as costas atravessava-me até aos ossos) e com fome, chego ao abrigo já de noite para começar logo mal. Não, não havia tendas, não, não havia ninguém que me pudesse ceder um lugarzinho numa tenda e não, não podia ficar a dormir no chão da sala de jantar. Resultado: 20.000 pesos chilenos. Qualquer coisa como 30 euros por um colchão sem lençóis. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1216/774274936_502232fbde.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A meio caminho. O abrigo não se vê mas está bem lá ao fundo junto ao rio.&lt;br /&gt;Nem parece longe. O problema é que aqui nunca se anda em linha recta nem plano...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;As pessoas que estão por ali são todas mais velhas. As que não são... são israelitas. Começam os problemas. Não falam, não respondem, não sorriem, não ajudam. Não nada. São do mais antipático que se pode imaginar, mesmo quando tentamos ser simpáticos com eles. Começo a perceber o trauma de alguns dos mochileiros que fui conhecendo...&lt;br /&gt;O abrigo é acolhedor e o pessoal que lá trabalha simpático. De resto foram os únicos com quem falei. Deram-me indicações para subir às torres e avisaram-me que teria de sair de noite para cumprir o objectivo de as ver de dia. Marcada a hora de despertar, resolvi ir dormir. As pernas e o corpo assim o exigiam e segundo eles, a subida de amanhã seria bem pior que a de hoje...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: The Aeroplane Flies High – The Smashing Pumpkins &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-6362927017461695265?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/6362927017461695265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=6362927017461695265&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6362927017461695265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6362927017461695265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/07/dia-7-13-03-2007-torres-del-paine.html' title='Dia 7 ::: 14-03-2007 ::: Torres del Paine'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3208608283453453537</id><published>2007-05-23T20:28:00.001-07:00</published><updated>2007-05-23T20:29:38.164-07:00</updated><title type='text'>Parece que o próximo é que vai ser giro.</title><content type='html'>Prometo que os próximos capítulos serão mais interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não prometo que seja amanhã. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(mas vou tentar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Prometo rejubilar quando o blogspot corrigir os bugs que me obrigam a editar 32 vezes cada post para as imagens ficarem como eu quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3208608283453453537?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3208608283453453537/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3208608283453453537&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3208608283453453537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3208608283453453537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/parece-que-o-prximo-que-vai-ser-giro.html' title='Parece que o próximo é que vai ser giro.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8418157302363819093</id><published>2007-05-23T20:23:00.001-07:00</published><updated>2007-05-23T20:27:51.454-07:00</updated><title type='text'>Dia 6 ::: 13-03-2007 ::: Puerto Natales</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Acordei tarde. Demasiado tarde para conhecer qualquer coisa mais da cidade. O pouco tempo que me restava foi gasto a fazer compras básicas (comida e bebida) porque já vinha avisado que em Puerto Natales as coisas eram mais caras e que em Torres del Paine eram para esquecer. Também deu para descansar a fome com uma sopa típica do México preparada pela mãe do Horácio. Não sei bem o que aquilo era. Era uma espécie de caldo com todo o tipo de legumes inteiros e almôndegas atirados lá para dentro. Era uma delícia. E a minha primeira sopa desde que saí de Portugal. A acompanhar, meio episódio de Dr. House, um dos que já tinha visto, que constituiu um agradável regresso à civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de partir. Despedidas feitas meti-me no autocarro. Acho que nem cinco minutos passaram até adormecer. E ainda bem… A viagem ainda era longa. Qualquer coisa como seis horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a Puerto Natales começou a bater a nostalgia. O grupo de Ushuaia estava oficialmente desfeito. E se eu inicialmente tinha a ideia de viajar sozinho como ideal, naquela altura já não me importava nada de me fazer acompanhar por aqueles que conheci no fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juntar a isso, Puerto Natales é uma cidade com pouco ou nada para ver. Tirando a marginal, toda a cidade são edifícios baixos e compridos (daqueles que imaginamos na América do Sul) em que invariavelmente, cada porta era ou uma agência de viagens ou uma loja de venda e aluguer de material para Trekking. Puerto Natales existe apenas para dar apoio aos turistas que se dirigem a Torres del Paine. Se não for isso, disfarça muito bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/230/511648322_17ca9b05fb.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A dita baía.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/211/511648326_fc3d37b7be.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E a dita baía outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Feitas as apresentações à cidade, foi tempo de regressar ao hostel e marcar a excursão. Sairia na manhã seguinte rumo a Torres del Paine onde ficaria uma noite de de onde seguiria de volta para a Argentina rumo a El Calafate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jantar foi pizza na companhia de uma canadiana que apesar de simpática não era por aí além como companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneiras que a disposição (e o facto de acordar cedo no dia seguinte) convidavam a ir de encontro tão rápido quanto possível com a cama que me estava reservada no hostel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Alone – Ben Harper&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8418157302363819093?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8418157302363819093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8418157302363819093&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8418157302363819093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8418157302363819093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/dia-6-13-03-2007-puerto-natales.html' title='Dia 6 ::: 13-03-2007 ::: Puerto Natales'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1172232909471881706</id><published>2007-05-23T20:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T20:22:44.694-07:00</updated><title type='text'>Dia 5 ::: 12-03-2007 ::: Punta Arenas</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;O dia começa stressado. Algures entre o susto que apanha com o toque do despertador que lhe emprestei (sim porque eu de certeza não ia acordar) e não saber funcionar com ele, a Corinna muda-lhe a hora, volta a adormecer e acorda às 7:30. Com meia hora para deixar o hostel, as coisas são agarradas à pressa. Claro que alguma coisa tinha de ficar para trás. Ficou o despertador. Naquele dia tocou pela última vez. Pelo menos para mim. A correr para o táxi que já nos esperava a frase da manhã foi “Bad German!!! Typical Portuguese!!!”. Mas enfim... chegámos a tempo e a palavra de ordem foi dormir. A primeira paragem era daí a 4 horas, na fronteira, e nós não tivemos tempo para nada que se assemelhasse a um pequeno almoço.&lt;br /&gt;Estava iniciada a minha primeira viagem de autocarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fronteira as coisas processaram-se sem problemas. Por causa do que tinha ouvido de passar fronteiras entre Chile e Argentina, considerei-me uma pessoa de sorte. Os cartazes espalhados por todas as paredes com pessoas desaparecidas é que não eram lá muito simpáticos. Comida qualquer coisa siga a viagem que ainda falta um bom bocado para chegarmos ao destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/195/511648298_9cc6b07f23.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Há tanta Madeleine no mundo que não tem a mesma exposição...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Pelo meio, um fenómeno estranho. Do nada, mas do nada mesmo, a estrada acaba. Desemboca num rio (no caso mar) e para lá disso nem uma ponte nem nada. A resposta chegou depois. Uma espécie de plataforma gigante de aço fazia as vezes de um ferry-boat que nos havia de levar até ao outro lado entre ovelhas e camiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/229/511648304_ccb70d95ee.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não há "Em frente", não há "Esquerda" nem há "Direita". É pra onde?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A travessia foi um pouco atribulada. Afinal, estavamos a atravessar o famoso Estreito de Magallanes (que é como quem diz Magalhães mas não há quem convença estes tipos que Fernão de Magalhães era português) que é mais conhecido por ter sido o primeiro ponto através do qual os barcos passavam do Atlântico para o Pacífico, muito antes do Canal do Panamá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo me disseram, não sei se é verdade ou não, um dos oceanos está mais alto que o outro e isso provoca uma turbulência forte no estreito. De tal maneira que para fazer uma linha recta, o barco fez um trajecto tipo semi-circunferência de raio 20.000 qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/219/511648306_beccd7e94c.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O tal estreito. Aqui vi um primo dos Golfinhos que se distingue destes pelo facto de ser todo branco. Aliás, nesta viagem fartei-me de ver primos de animais famosos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que faltava da viagem já não era muito. Mais uma horita e chegámos a Punta Arenas. Foram quase 12 horas de viagem mas passaram relativamente bem. À chegada a Punta Arenas a Corinna dá-me a agradável notícia de que não teria de procurar hostel. Já tinha falado com o amigo dela e eu podia passar a noite em casa dele. Depois de pousadas as coisas, tempo para uma volta curta pela cidade. Não deu para conhecer muito porque já estava a anoitecer e no dia seguinte a saída era cedo para Puerto Natales. Mas deu para entender que é uma cidade grande mas calma, que teve grande importância por ser a cidade de abrigo dos barcos que atravessavam o estreito. Os edifícios, na sua maioria sul americanos destoam dos grandes palacetes aí construídos por ingleses e alemães que anos antes ali enriqueceram com a criação de ovelhas e do seu chamado “ouro branco”: a lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/201/511683915_64c5f479fb.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um palacete visto da janela de casa do Horácio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Jantámos sozinhos num restaurante. Aproveitei para matar as saudades de peixe, que raramente comi na Argentina. Nada como a famosa pescada chilena para iniciar a estadia no Chile. A noite foi dividida em duas: uma primeira parte em casa à conversa com Horácio (amigo da Corinna) e o seu pai. Só aí é que percebi que são Mexicanos. O rapaz é que está ali em trabalho. A segunda parte da noite foi passada num bar de salsa. Foi talvez o primeiro momento em que me senti verdadeiramente na América do Sul. Longe da europeia Buenos Aires e dos circuitos turisticos, estava agora num ambiente bem mais típico, bem regado de Pisco Sour, um licor típico do Chile feito à base da bebida tradicional deles: o Pisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/222/511648312_d1ac5f25f1.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Num bar de Salsa onde toda a gente dança eu fiz o que me competia. Fiquei sentadinho e quietinho. Às vezes batia o pé. Mas foi o máximo a que me arrisquei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Depois... descansar. Amanha é mais uma viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Where is my mind – Pixies&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1172232909471881706?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1172232909471881706/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1172232909471881706&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1172232909471881706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1172232909471881706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/dia-5-12-03-2007-punta-arenas.html' title='Dia 5 ::: 12-03-2007 ::: Punta Arenas'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8840795220581932739</id><published>2007-05-06T21:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T19:29:54.934-07:00</updated><title type='text'>Dia 4 ::: 11-03-2007 ::: Ushuaia</title><content type='html'>O último dia em Ushuaia foi bastante tranquilo (e, vá lá, desinteressante para relatar). Mas como não era suposto ainda estar lá, o facto de não ter feito grande coisa no dia não me fez ficar com a sensação de que perdi tempo. Além disso, descansar é quase tão importante como tudo o resto. Pelo menos é o que dizem os sábios. E a minha mãe também quando me apanha a pé depois das 3 da manhã. Posta esta justificação acho que já preparei terreno para informar os meus caros leitores que neste quarto dia de viagem acordei já passava da 1 da tarde. Foi o resultado de 3 dias cheios e três noites mal dormidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, havia que impor certos limites financeiros (ao que isso me iria obrigar mais tarde...) e por isso havia ficado decretado por mim e por mim também que não iria embarcar em nenhuma aventura que envolvesse elevadas somas de divisa. Assim, a tarde foi ocupada com uma espécie de pequeno almoço reforçado e uma visita ao museu da prisão de Ushuaia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegados à entrada do museu resolvemos observar preços. Parece que havia preço especial para estudante pelo que eu era o único que estava tramado. Ora a ver... Argentinos pagavam 10 pesos, cidadãos da Mercosul pagavam 18 pesos e o resto do mundo (que ainda é coisa para ser grandota pagava 30 pesos). Foi então que quase sem querer me saiu da boca em direcção aos ouvidos da senhora da bilheteira a seguinte frase (dita em espanhol):&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu - "Ah e tal... eu sou brasileiro mas não tenho aqui nenhum documento comigo que o comprove!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela - "Então mas nem um cartão com nome e fotografia?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O caldo já estava entornado e já por isso deixei seguir a história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu - "Não... deixo tudo no hostel para não perder."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela - "Hummm então deixa cá ver... hummm uma coisa que só um brasileiro soubesse... Qual é a capital do Brasil?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu - "Brasilia??"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela (enquanto aprovava a resposta com um acento de cabeça para a colega) - "Ah! É brasileiro sim senhor. Pode passar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É verdade meus amigos... temos aqui o terceiro momento tuga... E o mais giro é que nunca pensei que fazer-me passar por brasileiro me fosse trazer proveitos alguma vez na vida (toma lá Ricardo que é para não andares aí sempre a fazer pouco do português).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O museu em si não tem grande interesse. É um amontoado de assuntos e de histórias aparentemente sem nexo. Entramos numa cela temos a história de um prisioneiro. Na outra temos uma expedição à Antarctida, na outra temos umas estatuas que reproduzem um grupo de exploradores e na do fundo temos uma maquete do subsolo de Ushuaia e por aí em diante. Sem fio condutor nenhum (a não ser aquele que era usado na tortura dos presos).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O interessante é a história da prisão em si que de resto fomos sabendo por portas travessas. Para aqui, geralmente, só eram enviadas as pessoas que vinham morrer aqui. A primeira prisão era minúscula e a ilha tinha basicamente isso. Com o tempo, os presos construiram a sua própria prisão e também a cidade que havia de dar lugar ao que hoje é Ushuaia. Antes de existir a cidade, a única coisa que aqui havia eram os presos e os polícias. A única forma de sair de Ushuaia era um barco que vinha 1 vez não por dia, não por semana nem por mês e muito menos por semestre. Por ano! Um barco por ano! A prisão não tinha muros à volta. A razão era óbvia. Quem fugisse, por muito que aguentasse, a única coisa que encontrava era a morte. Ou o Paulo Portas. E por mais que encontrar o Portas em Ushuaia fosse uma hipótese diminuta, nenhum preso quis arriscar. Até ao dia em que um arriscou. Teve sorte. Morreu.&lt;br /&gt;Diz também que esteve lá preso o famoso Carlos Gardel. Parece que por delitos menores. Parece-me bem... e ajustado também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os presos com maior influência e poder ficavam nas celas junto à caldeira. Parece que era um luxo. Eu não percebo bem a diferença de sobreviver com -20 graus ou com -30 mas parece que há.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O resto da visita foi mais passado a brincar com os bonecos espalhados pela prisão do que outra coisa. Para o final estava reservado o original Trem do fim do mundo. O comboio que levava os presos para aquilo que é hoje o Parque Nacional da Tierra del Fuego para que fossem trabalhar. Recolher madeira para a prisão e para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/185/487649324_67f541f02d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/185/487649324_67f541f02d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/174/487649334_9621d5605d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/174/487649334_9621d5605d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/218/487649328_80a6862d68.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/218/487649328_80a6862d68.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/199/487649330_d616abada4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/199/487649330_d616abada4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/222/487649338_61016ce8fa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/203/487706123_75928b477b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O resto da tarde foi passado pelo centro da cidade. Preparar tudo (mochila, cabeça e logística) para a partida era o mais importante. Pelo meio, foi ao ar o jantar prometido pelos italianos e acabei num chinês (sim meus amigos já cá chegaram) a comer num tenedor libre (tipo come o que queres por 25 pesos), eu sei que não liga muito com chinês mas enfim... foi o que se arranjou. Acabei a noite num Irish com a Corinna e com dois cataláes que estão com 6 meses para fazer a américa do sul à boleia. Boa ideia para a carteira... possivelmente má ideia para a saúde. Digo eu... mas não sei...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Começar pelo fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Começar em Ushuaia foi um pouco começar pelo fim. Até porque era aqui que queria terminar a minha viagem. Mas se comecei pelo fim comecei muito bem. Ushuaia foi o lugar ideal para desligar do andamento de Buenos Aires. Relaxar e preparar-me para o que vinha aí. Foi uma óptima experiência para começar a aventura de mochileiro e foi bem importante para as fases menos animadas da viagem porque me ia lembrando do quanto me diverti lá e que talvez na próxima cidade tivesse uma experiência semelhante. Ushuaia é muito mais que o Fim do Mundo como eu pensava. Tem imensa coisa para ver e houvesse tempo e dinheiro e ficava cá uma semana e não morria de tédio. O que fica por fazer fica para uma outra oportunidade. Espero eu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E agora... fotos soltas:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/230/487649318_89231d0a0e.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Break on through (to the other side) - The Doors.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8840795220581932739?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8840795220581932739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8840795220581932739&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8840795220581932739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8840795220581932739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/dia-4-10-03-2007-ushuaia.html' title='Dia 4 ::: 11-03-2007 ::: Ushuaia'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4041154721055568811</id><published>2007-05-02T21:30:00.000-07:00</published><updated>2007-05-02T21:33:30.705-07:00</updated><title type='text'>Só para lembrar</title><content type='html'>Fez ontem, dia 2, um ano que entrei na EFACEC para começar o meu estágio. Passada uma primavera sobre esse acontecimento, devo dizer que a vida pode dar muitas voltas em tão "pouco" tempo. E eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.- Amanhã não percam!! O último dia em Ushuaia. Não é particularmente interessante mas inclui o Momento Tuga #3. Essa espécie de tesourinho deprimente deste blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4041154721055568811?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4041154721055568811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4041154721055568811&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4041154721055568811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4041154721055568811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/s-para-lembrar.html' title='Só para lembrar'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2313979458629493118</id><published>2007-05-02T20:52:00.000-07:00</published><updated>2007-05-02T21:24:02.561-07:00</updated><title type='text'>Dia 3 ::: 10-03-2007 ::: Ushuaia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Esta manhã o Hostel acordou mais vazio. Ou pelo menos estava mais vazio quando eu acordei. Acho que assim estará mais correcto. Digo mais vazio porque o Esteban, companheiro dos últimos dias já não estava. A sua aventura patagónica tinha chegado ao fim, infelizmente para ele. E para nós também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o dia às 10h. Não era suposto ser tão tarde mas também não faz mal. O programa hoje era mais relaxado. A manhã estava reservada basicamente para duas coisas: sacar as fotos para um cd (feito facilmente) e comprar a minha saída de Ushuaia. Por falta de boleia, a ideia de seguir de veleiro até Puerto Williams e daí seguir para Punta Arenas no cargueiro da Marinha chilena estava fora de hipótese. O próximo destino turistico era Torres del Paine, no chile e, a meu ver, a melhor maneira era seguir num autocarro para a cidade que serve de suporte ao dito parque: Puerto Natales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem pensei, pior fiz. Ignorando os avisos, deixei para a última a compra do bilhete. Meus amigos... chegar a Ushuaia é fácil. Sair... é outra conversa. Nada de bilhetes de autocarro. A única hipótese é depois de amanhã seguir para Punta Arenas e daí para Puerto Natales. Tendo em conta as distâncias, provavelmente terei de dormir em Punta Arenas uma noite. Menos mal... ao menos tenho companhia. A Corinna segue para lá também. Na verdade, ficar mais um dia em Ushuaia não era um sacrifício por aí além...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratadas as questões burocráticas, engolido à pressa um almoço e sacadas algumas fotos parvas na cidade, decidimos voltar ao Parque Nacional da Tierra del Fuego. Tinham-nos aconselhado fazer os outros caminhos, mais pequenos que o outro que tinhamos feito ontem. Além de que ver o fim da Panamericana é sempre um chamariz interessante. Quanto mais não seja para dizer que estive lá. Nesta altura o grupo era: Eu, Corinna, Rosa e uma nova aquisição, a Sabrina, argentina porteña que conhecemos na noite anterior, ou nessa manhã, já não sei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/188/482217748_87392fc025.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos parvas na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Negociado um preço com um amigo taxista lá nos fizemos ao caminho. Pelo meio foi fazendo o papel de guia. Parecia um pouco ofendido de cada vez que tentávamos confirmar alguma coisa que tinhamos ouvido sobre Ushuaia e dizia sempre que não a tudo. Contava 1001 histórias. Desconfio que nem metade eram verdadeiras mas também não importa para nada. Chegados ao local, foi hora de nos fazermos ao caminho. Tinhamos de ter cuidado com o tempo porque tinha ficado combinado que o nosso motorista improvisado estaria no parque de campismo à nossa espera às 18h para o regresso. Com 15 minutos de tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim estavamos de volta ao ambiente de fadas do Parque Nacional da Tierra del Fuego. Vegetação rasteira e alta, verde amarela e vermelha principalmente. Coelhos por todos os lados. E os lagos iam aparecendo como enormes espelhos deixados ali ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/180/482145600_8eddcb5f50.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O chão estava cheio de umas bolinhas pretas fruto da digestão bem sucedida das ervas por parte dos coelhos. Para bom entendedor... Esta espécie de alcatifa preta lembrou-me a história de um primo meu que coleccionava nos bolsos azeitonas enquanto passeava num monte perto de casa dos meus avós. Umas azeitonas estranhas, sem caroço, não muito duras e que curiosamente não caiam das Oliveiras mas sim das cabras. Felizmente nunca lhe deu para provar. Acho eu. As tantas provou e nunca disse a ninguém. Mas pensando bem... quem é que diria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é no caminho que damos de cara com dois amigáveis italianos de Bologna que já haviamos conhecido no hostel. O Luca e o... qualquer coisa que agora não me lembro. Ainda fizeram connosco boa parte do caminho, por vezes no meio do mato, outras vezes na estrada de terra batida (a tal Panamericana, aqui chamada Ruta 3 – já explico), as vezes mais perdidos e outras vezes menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/201/482145598_730058d7e0.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Pelo meio chegámos ao mirador da Bahia Lapataia. Uma vista de cima sobre a enorme baía, rodeada de árvores e travada por uma montanha nevada cujos cumes se fundem no branco das nuvens. Um silêncio imponente que nos faz quase sussurrar quando falamos. Gostava de ter estado ali sozinho. Com o meu mp3 ou simplesmente um livro. Ou então estar apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/210/482145612_2051b6da09.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/213/482145614_a6f8226ffb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/173/482145610_fa811ec9a2.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte da caminhada termina então no final da famosa ruta. Passo a explicar. Na argentina há duas estradas particularmente conhecidas. Uma só da Argentina, a outra muito internacional. A primeira é a Ruta 40, uma estrada que cruza toda a Argentina desde o Norte em La Quiaca até ao sul em Rio Gallegos. A outra, a tal que é internacional, começa (ou acaba, como quiserem) em Ushuaia, passa por Buenos Aires, cruza a Argentina em direcção ao Chile e sobe até... ao Alaska. Pois... está praticamente completa, faltando apenas um pouco na Colômbia. Consta que é uma estrada que vem já dos tempos em que os continentes americano e asiático estavam juntos. E diz-se que seguia pela Sibéria. Ora eu nesta não acredito muito... mas enfim... Ora oficialmente a Panamericana termina em Buenos Aires. Mas aí segue uma outra estrada que será a sua continuação. A Ruta 3. Basicamente, quer isto dizer que é possível seguir do Alaska até Ushuaia sem sair da mesma estrada. A não ser naquele tal lugar de que já falei. São nada mais nada menos que 17.848 kilómetros meus amigos. Coisa pouca, portanto. E não deve ser nada interessante conhecer esta estrada de ponta a ponta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/183/482145616_604302c3ca.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/215/482156773_315888ba2a.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quando as fotos começam a ser muitas saem ideias como:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vamos ver quem faz a pose mais estúpida. Acho que ganhei.&lt;br /&gt;O lugar é o fim da Panamericana com a Bahia Lapataia por trás.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Para o fim estava reservado um fenómeno no mínimo interessante. Foi na Lagoa Negra que o conhecemos mas parece que está a a acontecer um pouco por toda a Tierra del Fuego. Passo a explicar: No fundo dos lagos e lagoas estão a acumular-se todo o tipo de elementos orgânicos (paus e folhas que caem das árvores por exemplo). Até aqui nada de fantástico. Parece que acontece em todo o lado. Mas calma meus amigos que o interessante ainda está para vir. Parece que devido às baixas temperaturas, à acidez da água e ao pouco oxigénio da zona, ao contrário do que é normal, estes elementos não sofrem daquela coisa chata (e que até nós, eventualmente um dia sofremos) que é a decomposição. Como tal, vão-se acumulando no fundo até chegarem à superficie. Como se não bastasse, diz que há alguns desses elementos que têm elevada capacidade de absorção de água. O resultado final é, nada mais nada menos que um enorme colchão orgânico. Mais mole numas zonas e mais duro noutras é tão interessante e bonito como perigoso. É que há zonas onde a coisa não está tão sólida e passar em cima dela pode significar mergulhar naquilo até 7 metros de profundidade. É coisa para ser um bocadinho desagradável. Que o diga a Mexicana que ontem a fazer uma corrida se enterrou numa até aos joelhos. Parece que aquilo é tipo areia movediça. Quanto mais uma pessoa tenta sair mais se enterra. Teve de ser puxada de lá para fora e com a agravante de que os ténis ficaram lá em baixo. E eu não estava presente!! Ainda hoje penso que o meu blog poderia ter ganho projecção mundial com uma ou duas fotos da cena!!&lt;br /&gt;Mas dizia eu, parece que este fenómeno se está a estender por toda a Tierra del Fuego e dizem alguns especialistas pessimistas que eventualmente um dia tudo aquilo que hoje é lago poderá vir a ser um Turbal. Turbal é o nome deste manto que se forma. Pelo menos na Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/167/482156811_29ae7fb330.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os Turbais começam por ser isto debaixo de água.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/201/482156825_9f84f4da5f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Até que começam a aparecer à cá em cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/221/482156817_90d1f93a62.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;E ganham este aspecto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/199/482156841_ad111dbc63.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;E tornam-se mais sólidas sendo até possível andar em cima delas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olhem para a minha cara de convencido disso, com a passadeira bem ali pertinho por via das dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E foi então que tivemos a brilhante ideia de olhar para o relógio. Caros amigos... faltavam 30 minutos para a hora marcada com o taxista e restava-nos uma caminhada (olhando a coisa de forma optimista) de 1 hora. Solução? Boleia!! Três alemães e um boliviano, aparecidos do nada num Land Rover. Salta para a mala tipo cão e toca a andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite, como de costume é para divertir. Entre o hostel e um bar, entre resumir o dia e rir-me com o americano que bebeu demais e entrou em 3 casas de banho antes de descobrir o quarto e que, não contente com isso, decidiu rolar na cama que, só por azar, era o beliche de cima. Coisa pra doer. É americano, não faz mal. Alguém tem de pagar pelo que o Bush anda a fazer estes anos todos... &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Roads - Portishead&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2313979458629493118?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2313979458629493118/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2313979458629493118&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2313979458629493118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2313979458629493118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/05/dia-3-10-03-2007-ushuaia.html' title='Dia 3 ::: 10-03-2007 ::: Ushuaia'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3290022562213583663</id><published>2007-04-24T18:35:00.001-07:00</published><updated>2007-04-24T18:37:08.440-07:00</updated><title type='text'>Uma polémica parva é sempre uma boa coisa para nos divertirmos. Senão vejamos:</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/174/471885210_88ef958bb5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/174/471885210_88ef958bb5.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S. - Peço desculpa pelo atraso na descrição da viagem. Prometo compensar nos próximos dias. Agradecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3290022562213583663?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3290022562213583663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3290022562213583663&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3290022562213583663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3290022562213583663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/uma-polmica-parva-sempre-uma-boa-coisa.html' title='Uma polémica parva é sempre uma boa coisa para nos divertirmos. Senão vejamos:'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7313931524232868789</id><published>2007-04-24T17:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T18:00:22.790-07:00</updated><title type='text'>E quase um ano depois... quais as diferenças?</title><content type='html'>Antes de sair para a Argélia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descascam-se as teorias do Aeroporto da OTA, juntam-se as opas bem batidas e polvilha-se tudo com um ou dois escândalos. Pode ser o Apito Dourado e o Caso Casa Pia, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se faz um telejornal português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chego da Argentina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudaram os escândalos. Agora está a Independente e Sócrates: Engenheiro ou nem por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira o disco e toca o mesmo. Caros amigos quando se inventou a frase "25 de Abril sempre!" a ideia não era deixar o país parado no tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7313931524232868789?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7313931524232868789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7313931524232868789&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7313931524232868789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7313931524232868789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/e-quase-um-ano-depois-quais-as.html' title='E quase um ano depois... quais as diferenças?'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1374013372124380512</id><published>2007-04-19T20:07:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T18:40:29.627-07:00</updated><title type='text'>Dia 2 ::: 09-03-2007 ::: Ushuaia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Na Terra do Fogo podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/228/465716095_f6664db3bb.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;São 8 da manhã quando acordo. Estou atrasado. Que coisa tão rara e estranha. Tenho 30 minutos para estar à porta do hostel. Não há problema.&lt;br /&gt;O programa do dia estava definido desde o dia anterior. O grupo foi aumentando no pequeno-almoço. Para a parte da manhã, a da ida ao Parque Nacional da Tierra del Fuego estavam: Eu, Esteban, da Costa Rica, Corinna e Flo da Alemanha, Rosa, a espanholita basca, Taki o japonês, o Homem do Yes e Sofia, uma mexicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa bem o passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher do Parque – “Nacionalidade?”&lt;br /&gt;Corinna – “Alemã”&lt;br /&gt;M.P. – “20 pesos”&lt;br /&gt;M.P. – “Nacionalidade?”&lt;br /&gt;Flo – “Alemã”&lt;br /&gt;M.P. – “20 pesos”&lt;br /&gt;M.P. – “Nacionalidade?”&lt;br /&gt;Taki – “Yes!”&lt;br /&gt;Eu – “Japonês.”&lt;br /&gt;M.P. – “20 pesos”&lt;br /&gt;Taki – “Yes!”&lt;br /&gt;M.P. – “Nacionalidade?”&lt;br /&gt;Eu – “Portuguesa”&lt;br /&gt;M.P. – “6 pesos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. O resto pagou 30. Não percebi porque é que paguei 6. Mas também não fiz questão de perguntar! Ainda que involuntário, poder-se-á considerar este o segundo momento tuga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 9h00 começamos a caminhada. A partida faz-se na Baía Ensenada, uma enorme baía onde as aguas calmas do Canal Beagle mais uma vez nos fazem pensar que estamos perante um lago e não um braço de mistura atlântica e pacífica. Ali ao lado, uma casota dos Correios Argentinos permite-nos carimbar o passaporte com um carimbo simbólico do Fim do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/220/465716093_a598d137f7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Logo ao lado começa o caminho. Pelo meio de um bosque cerrado, daqueles de contos de fadas. Todo ele verde e húmido. A lama é companhia constante. Às vezes até aos joelhos. O mar do canal vai-nos acompanhando. Parado, literalmente, vai-se revelando tal é a facilidade com que se vê o fundo. Eu não sei se concordam. Mas para mim logo a seguir a um bosque estar o mar é coisa que não combina. Por isso é que o lugar é tão estranho e tão lindo. Do outro lado, o Chile acompanha o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/215/465716109_c00fab9ef0.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Parado, literalmente."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/183/465718083_e1aaea0967.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Vai-se revelando tal é a facilidade com que se vê o fundo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/228/465716103_142ff25be2.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O bosque e o mar lado a lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/210/465716115_a8f3699652.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"A lama é companhia constante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/157/420619132_654eac430b.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Às vezes até aos joelhos."&lt;br /&gt;Só aconteceu a um. A quem havia de ser?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos juntos e sozinhos ao mesmo tempo. O ruído do silêncio chega a assustar. Algumas partes mais difíceis do caminho lembram-me do esforço feito no dia anterior. As pernas dizem-me “Estás a ver palhaço?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára para foto, pára para ver, pára para sentir. À nossa volta, a Natureza trata de nos mostrar a todo o momento como somos básicos. Há tanto no mundo e nós contentes com tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/232/465718095_37d94c054e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/210/465718087_d94ac85a77.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Algumas árvores têm uma espécie de cancro. Não as mata. Pelo contrário. É uma resposta da árvore a um fungo que cresce nos seus troncos. Fungo esse que servia de alimento aos índios que anos antes habitaram estes lugares. &lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/180/465716113_ef80cbe7e7.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cancro das árvores. Em baixo à esquerda, a bola amarela é o fungo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;A penúltima parte do caminho é feita em esforço. Subidas íngremes, troncos caídos e muita lama à mistura. A respiração está descompassada e o corpo tem reacções estranhas. Pela primeira vez, sinto calor e frio ao mesmo tempo. O corpo está suado do esforço e a parte da frente do nosso corpo ferve. Mas pelas costas, um vento cola-nos a t-shirt molhada ao corpo e deixa-nos gelados até aos ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última parte da caminhada é feita mais facilmente. Uma estrada de terra batida que nos levará até um parque de campismo onde nos irão buscar. Os últimos metros são feitos na companhia de inúmeras lebres que saltam por todo o lado. Saltam todas menos uma. Esta está na boca de uma raposa que se cruza connosco tranquilamente como se não fosse nada com ela. Não foge nem mostra tenções de o fazer. É estranho este à-vontade dos animais aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/192/465718099_f92496342f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A raposa (Zorro em Castellano) e a lebre paradinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;O parque de campismo é de sonho. Com as tendas montadas junto ao canal, a vista é incrível. Só gostava de saber como é acordar, abrir a tenda e ter esta imagem como primeira vista da manhã. Churrascos espalham-se por todo o lado. E a sensação que dá é que quem está ali está longe do mundo. Mas também não sente falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Street Spirit (Fade Out) – Radiohead&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o Darwin andou aqui eu também quero!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 15h30. Já sem o Taki (continuou no parque) e sem a Sofia (ficou algures para trás no meio do passeio da manhã para apreciar o cenário sozinha), entramos num barco que nos levaria pelo Canal Beagle (que deve o nome ao nome do barco que levou a expedição de Darwin pelas suas águas) a ver um farol, uma ilha com uns pássaros tipo patos, outra com leões marinhos e uma baía onde estão os pinguins.&lt;br /&gt;Os animais não foram nada de fantástico. Leões marinhos são leões marinhos e os pinguins não eram dos mais bonitos. Além de que terminada a época de reprodução piram-se para o Pólo Sul e por isso já não eram muitos. &lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/195/465719579_6fd8376264.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É mentira! Eu estive foi no Oceanário de Lisboa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/232/465719591_8bc963f44d.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ena! Tanta freira junta!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/220/465719585_6ae1533d15.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O tal farol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Mas navegar naquele canal é uma coisa incrível. A imensidão é uma coisa impressionante. Do lado direito a Argentina. Do lado esquerdo o Chile. No meio, um braço de água separa as terras e leva-nos numa calma que quase nos esquecemos que estamos sobre água. Olhar a 360 graus é uma experiência engraçada. À nossa volta, água, ar, montanhas, neve... nada. E tudo ao mesmo tempo. É esmagador. Os 4 elementos unem-se ali numa cumplicidade tal que forçosamente nos sentimos como intrusos. Ali nunca o homem chegou. Ou pelo menos não se nota. O vento gelado que nos abraça contrasta com o quanto aquele cenário nos aquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/230/465718111_6aa9cd62f6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"A imensidão é uma coisa impressionante."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/232/465719595_740e63f38b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ar, terra, água e fogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/227/465718117_05da4ef5a6.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É capaz de estar frescote...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Pelo meio... vejo Jesus. Ou então era apenas um pato que caminhava sobre a água enquanto batia as asas para ganhar maior velocidade para voar. Não sei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/190/465719587_9346630c66.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Milagre!! MILAGRE!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Galapogos – Smashing Pumpkins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jantar foi óptimo. O menu é outra conversa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;À noite, jantar no hostel. Com todo o grupo novamente reunido. A Sofia reapareceu e o Taki também se juntou. Se calhar não queria. Mas quando lhe perguntámos se queria jantar connosco disse... “Yes”. E por essa altura já sabiamos que um “Yes” do Taki vale o que vale.&lt;br /&gt;Ambiente divertido, vamos falando dos momentos altos do dia. As melhores fotos, vistas, piadas... tudo. A ementa... Massa com salsichas e salada com atum. Pronto está bem então. Viola à mistura e umas cervejas num bar com mais alguns mochileiros do hostel, dos quais destaco os dois italianos de Bolonha que não sabiam que raio de convenção era essa que tem o nome da cidade deles. A noite acaba às 3h00. Há que dormir. Amanhã também é dia.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1374013372124380512?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1374013372124380512/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1374013372124380512&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1374013372124380512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1374013372124380512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/dia-1-09-03-2007-ushuaia.html' title='Dia 2 ::: 09-03-2007 ::: Ushuaia'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-695364976362080632</id><published>2007-04-19T19:16:00.000-07:00</published><updated>2007-04-19T19:19:26.063-07:00</updated><title type='text'>O melhor Blog desde o tempo dos Gatos no Blogger.com</title><content type='html'>&lt;a href="http://edicao-extra.blogspot.com/"&gt;Edição Extra&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já existe desde Novembro do ano passado mas só o descobri agora (graças ao também fantástico &lt;a href="www.naoestafacil.blogspot.com"&gt;Não Está Fácil&lt;/a&gt;). É muito, mas muito bom! Só é pena ter ainda poucos vídeos! Parece que entraram para a grelha da Sic Radical. Ainda bem. Aqui há talento!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-695364976362080632?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/695364976362080632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=695364976362080632&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/695364976362080632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/695364976362080632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/o-melhor-blog-desde-o-tempo-dos-gatos.html' title='O melhor Blog desde o tempo dos Gatos no Blogger.com'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8311518942124780668</id><published>2007-04-18T17:42:00.000-07:00</published><updated>2007-04-19T14:08:04.594-07:00</updated><title type='text'>Dia 1 ::: 08-03-2007 ::: Ushuaia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Começou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;São precisamente 04h10 da manhã quando toca a campainha de casa da Sónia. Era o táxi. Com a cabeça num reboliço e o corpo a estremecer, dou comigo a pensar que agora já não há volta a dar. Ou melhor... há. Uma volta bem grande por sinal. Ainda há umas horas estava sentado à mesa com os meus amigos e agora estava prestes a separar-me deles porque, já se sabia, o tempo que restaria entre esta viagem e o regresso a Portugal para pouco ou nada daria. Não sabia dizer se estava arrependido ou convicto naquilo que estava prestes a iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;No mp3: Ao Fim do Mundo - Ala dos Namorados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O primeiro “Momento Tuga”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao Aeroparque por volta das 04h30 da manhã, isto é, rigorosamente uma hora antes da hora marcada para o vôo. Estava tudo a correr bem. Mas também estava só a começar. Sendo a minha mala uma mochila, é evidente que se torna indispensável embrulhá-la naquele plástico antes de a enviar para o porão do avião. Só para, sei lá, evitar males maiores, daqueles tipo roubos. Enfim... o tipo de coisas que geralmente me acontece. Já imaginava o sacana do gajo do handling a espreitar as malas e a escolher no meio daquelas malas (algumas com diamantes cravados e correntes de ouro puro enfiadas nos bolsos de fora sem cadeado) a mala do desgraçado do mochileiro português que não tinha interesse maior do que vender o conteúdo numa qualquer feira de Buenos Aires. Vai daí, primeira coisa a fazer assim que cheguei ao aeroporto foi dirigir-me ao senhor da maquineta plastificadora. O melhor que consegui foi dirigir-me à maquineta porque senhor nem vê-lo. Devia estar de panelinha feita com o gajo do handling o sacana. Afinal não. Parece que abre às 5h. Nada como esperar. Também... estamos na Argentina... se há coisa que não acontece aqui é um avião sair sem atraso. 5h00, 5h05, 5h10... bem o melhor é ir indo para a fila do check-in e se o tipo chegar entretanto vou lá num instante. 5h15... nada. Chega a minha vez de fazer check-in. Exponho o problema à senhora que, coitada, não sabe que está a lidar com um gajo que tem as manhas lusas. Muito simpática diz para não me preocupar. Faço o check-in sem despachar a mala e se vir que o tipo não chega, às 5h25 envio as malas como estão. Feito o check-in... mais espera. 5h20, 5h21, 5h22,. 5h23... nada... Ainda por cima parece que o avião vai sair a horas. Coisa rara mas vendo bem as coisas é normal porque se de um lado está a contradição de um avião na Argentina sair a horas, do outro está o habito de tudo me complicar a vida. 5h24, 5h25, 5h26... Está na hora de tomar uma atitude. Mochila grande às costas, mochila pequena ao peito, ar convicto e avancemos! Há que tentar a sorte! Exatamente... vou tentar entrar com aquela mochila que mais parece um daquele cilindros de aquecer água de casa no avião. Chego à zona de controle de bagagens. Até agora passei despercebido. Mas não sei se foi por ser alto ou se foi pelo “BADABUM!!!!” produzido pelo pousar da mochila na passadeira rolante, a minha presença foi notada pela menina e senhor responsáveis pelo raio-x. Pelo menos passou dentro da maquineta. E eles parecem com pouca vontade de se chatear. Ainda bem. O homem nem teve coragem de me pedir para abrir a mochilona. Ficou-se pela pequena. Tentando disfarçar o esforço que estava a fazer a pegas nas coisas outra vez para que não percebessem o peso que ali ia (não sei muito bem o porquê desta preocupação porque ninguém que tenta meter um elefante num avião pensa no peso. Se calhar o tamanho é capaz de vir primeiro). Entro na manga e caminho a passos largos em direcção à porta do avião. Confiante! Mas o mais ridículo estava para vir. Duas assistentes de bordo à porta do avião olham para mim com cara de quem não está a perceber o que se passa. E tentam perceber também se sou eu que levo a mochila ou se é a mochila que me leva a mim. Eu próprio também não sabia nessa altura. Riem-se mas deixam-me passar. Menos mal... Uma delas dá a notícia: O seu lugar é o último do lado direito. Parei por dois segundos. Pensei nas minhas hipóteses. O avião estava cheio. Eu era o último a entrar. À minha frente uma plateia de gente e toda uma passerelle para caminhar até ao meu lugar. Nas costas um mochilão na frente uma mochila a rebentar pelas costuras. Não estava bonita a situação. Ria ou disfarçava? E como se disfarça um mono como aqueles? Como disfarça o Obelix que leva um menir nas costas? Ridículo por ridículo resolvi jogar ao ataque. Ia desarmar aquela gente. Com um sorriso parvo na cara a rir-me de mim mesmo humilhei-me a mim mesmo antes que algum deles o fizesse. Chego finalmente ao meu lugar. Mas a história não acaba. Não há um único compartimento nas redondezas vazio. Procuro não olhar as caras à minha volta até porque se antes estava roxo do peso, agora estou vermelho de vergonha (vermelho e vergonha são duas palavras que sempre ligaram bem). A hospedeira que me espetou um facalhão do talho quando anunciou o meu lugar decidiu matar de vez: “Tem compartimentos vazios lá à frente na primeira classe”. E toca de fazer a passerelle toda outra vez. Agora para trás!! Aí vai ele! E o burburinho aumenta. É francês. Consegui perceber. Recorro ao meu curto vocabulário recuperado na Argélia e após guardar o sacana do mono, olho-os e agradeço o suporte moral. E caminho para o meu lugar humilhado até às entranhas mas com uma olhar superior e pose de convicto vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ushuaia à vista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No mp3: Space Oddity - David Bowie&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O avião saiu apenas com 10 minutos de atraso (e algo me diz que foi por minha causa. Imagino a menina do check-in à minha procura pelo aeroporto até que lhe chega aos ouvidos a história do anormal que entrou no avião com metade da casa às costas). Coisa estranha mas não comum. Soube depois que todos os outros vôos do dia atrasaram. Um chegou a Ushuaia 7 horas mais tarde que o previsto.&lt;br /&gt;Uma das curiosidades que tinha era ver Buenos Aires de noite lá de cima. Azar. O meu lugar não tem janela. E ainda bem. Porque se tivesse dava directamente para uma das turbinas do avião. Ora como aquilo era um aparelho meio dúbio, melhor assim mesmo. Como se em caso de correr mal, aquela fuselagem meio desmontada fosse servir de alguma coisa, mas enfim. Estava envolvido nestes pensamentos quando aterrei. A viagem durou mais ou menos 3 minutos. Ou então adormeci. Não sei bem. Mas os 3 graus que me gelaram a pele fizeram-me rapidamente pensar que haveria melhores momentos para me debruçar sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/190/464672981_244b56b0a9.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/190/464672981_244b56b0a9.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acho gira esta moda de escrever o nome nas fotos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Olha passo a usar também! E já agora ponho o endereço do blog.&lt;br /&gt;Com isto consigo tapar 95% da imagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Taki, o homem do YES!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Táxi. Era o que precisava. Já tinha hostel escolhido, agora era ir ver se tinha vagas. Pelo meio ouço um “You.... hostel?” O rapaz de feições nipónicas mais por gestos que por outra coisa lá se fazia entender. Meteu-se no meu táxi e veio comigo. Só quando cheguei ao hostel é que percebi que não fazia ideia para que hostel eu estava a ir. Por acaso era o mesmo. Como não sabia o nome dele, mentalmente baptizei-o de Tuki, em honra ao único japonês que conheci, nos tempos idos da residência universitária de Lisboa. Não andei longe. Chamava-se Taki. Homem do yes porque desconfio que esta era a única palavra que compreendia verdadeiramente. Não percebo como é que o gajo faz uma viagem sem saber o mínimo de castellano (espanhol para os argentinos) ou inglês, mas a verdade é que com gestos e muita insistência pelo meio la ia levando a água ao seu moinho!&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Conhecer a cidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o check-in no hostel, conhecidas algumas pessoas e os cantos à casa, feitas algumas compras de supermercado para cozinhar no hostel (mochileiro tem de poupar) decidi seguir para o primeiro tour pela cidade.&lt;br /&gt;Ushuaia é uma cidade cutchi-cutchi. Não muito grande mas também não exageradamente pequena, vai tendo alguns predios. Mas muita casinha de madeira, de telhados inclinados. Muita loja para turista mas algumas para os locais também. E os preços são atractivos. Sendo zona franca ainda são mais atractivos que no resto da Argentina. A não ser que estejamos a falar de coisas que digam Ushuaia ou Patagónia ou Argentina ou assim. Essas são para turistas e como tal têm um preço condizente.&lt;br /&gt;Entalada com a montanha de um lado e a baía de Ushuaia no outro, a cidade transmite calma. A paisagem é, como na maioria da Patagónia ampla. Aliás, vasto seria o melhor objectivo para caracterizar a Patagónia e a generalidade dos sitios por onde andei. As águas limpidas e calmas (mais calmas que muitos lagos que conheço) quase nos fazem esquecer que o Canal Beagle é feito pelo mar. Do outro lado aparece a pontinha do Chile que um dia roubará a Ushuaia o título de Cidade Mais Austral do Mundo. O céu geralmente limpo permite ver as montanhas em todo o seu esplendor. À minha frente a dada altura está aquela que planeei subir nessa tarde: a montanha do Glaciar Martial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/229/464676861_3f52cb1c51.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/229/464676861_3f52cb1c51.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Hostel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/185/464668088_79689c4dd0.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A vista da Sala de Jantar era simpática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/193/464673003_dae155ae00.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A rua principal de Ushuaia. Quem diria... chama-se S. Martim...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/174/464673005_ee45444514.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/174/464673005_ee45444514.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Até o Casino é cutchi-cutchi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/183/464672983_60780bc920.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/183/464672983_60780bc920.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;As montanhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/175/464673007_384f34e695.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/175/464673007_384f34e695.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A baía de Ushuaia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/177/464673029_122f052815.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/177/464673029_122f052815.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Ushuaia vista do porto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Glaciar Martial.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalmado o estômago com umas sandocas num qualquer café de Ushuaia (a cozinha do hostel já estava fechada àquela hora), hora de subir e subir bem! Se a primeira parte da subida não custou muito (táxi) e a segunda também não (teleférico) o mesmo não se pode dizer do que se seguiu. Pelo meio já tinha tomado contacto pela primeira vez com as famosas diferenças de preço. Nacionalidade? Portuguesa? Pimba toma lá 25 pesos para subires. Se fosses argentino pagavas 5!&lt;br /&gt;A subida até ao glaciar são de 500 metros (em altitude) por não sei se muito mais em comprimento. É dose. O menino da cidade chega a Ushuaia e decide-se logo por uma destas.... também foi inteligente. A meio da subida as pernas já não respondem. Os pulmões cheios de ar não parecem suficientes para as encomendas e o pensamento que me invade a cabeça é “Eu fico aqui! Alguém que me venha cá buscar!”. Agradável também é mudar de pedras para terra, de terra para lama, de lama para água e de água para neve e depois tudo ao contrário. E repete-se isto 20 vezes ao longo do caminho. E giro giro é o aviso no papelito que diz: “O caminho está bem indicado. Tenha cuidado para não sair do trajecto!”. Meus amigos... o caminho está sinalizado com pedras. Uma aqui e outra acolá. Não estão pintadas nem têm forma especial. Ora tendo em conta que o que mais há ao longo do caminho sao pedras, eu não tenho a certeza, mas não acham que será tudo um pouco duvidoso? Como é que eu sei se aquela pedra é do caminho ou está ali porque, sei lá, é o lugar dela?? Chegado lá acima a expressão que sai é “F#”$$-SE!! É ISTO?!” Aquilo a que eles chamam glaciar, meus amigos, não é mais do que um cume cheio de neve. Tá bem que é eterna. Mas é neve porra! Mas a desilusão passa quando rodamos 180 graus. Primeiro vemos o que subimos e ficamos orgulhosos (há que tratar da autoestima primeiro). Depois a vista é, no mínimo, imponente. Com a subida trilhada entre duas paredes, Ushuaia aparece ao longe e dissolve-se nas águas do canal. Olha-se à volta e não se percebe o que é Argentina e o que é Chile. A natureza não construiu países nem fronteiras. Construiu um todo. Nós é que o separámos.&lt;br /&gt;Passado um bocado percebo que afinal não fui sozinho. Trouxe comigo uma serie de gatos que miam que se farta nos meus pulmões. A pureza e secura do ar e a sua temperatura gelada queimam os pulmões. E ainda sinto a poluição de Buenos Aires.&lt;br /&gt;A descida é feita no passo Eu-queria-parar-mas-não-consigo! Quase a chegar a teleférico aparece um novo caminho à esqueda. É para um miradouro sobre Ushuaia. Mal por mal não fica nada por fazer!! Neve pelos joelhos, água a entrar pelas botas, pernas a dizer “MAIS NAO POR FAVOR!” lá chego ao tal miradouro. A vista é basicamente a mesma mas mais próxima. E o que ganha em nitidez perde em espectacularidade porque já não estamos trilhados entre duas paredes.&lt;br /&gt;Antes de descer, tempo para um café com leite e uma fatia de torta de maçã no abrigo. Há que aquecer e recuperar energias. E a companhia é simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/221/464668106_1b60cf996b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/221/464668106_1b60cf996b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diz que é uma espécie de Glaciar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/229/464668104_266ad8116e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/229/464668104_266ad8116e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ushuaia bem lá ao fundo a perder-se no Canal Beagle.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/197/464668110_c311aba273.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/197/464668110_c311aba273.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A companhia de lanche no abrigo. Não falava muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mas era bonita. Parece que é prima da águia. Menos mal...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros amigos mochileiros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piada de estar nos hostels é esta. Há mais gente como nós. Que viaja com low-budget, que viaja sozinha e que quer conhecer gente. Ushuaia nesse aspecto foi o melhor lugar onde estive. Tive sorte também porque não sei porquê quase toda a gente que estava no hostel tinha chegado ou na mesma manhã que eu ou na noite anterior. Portanto estavamos todos a planear fazer as mesmas coisas. Já agora podiamos ir juntos. Trocas de impressões, eu quero fazer isto e tu aquilo; eu também quero ir a esse; ouvi dizer que aquele não vale a pena; este é caro para o que é, chegam-se a acordos e juntam-se grupos. Naquela noite conheci a Corinna (Alemã) e o Esteban (Costa-Riquenho). A primeira coisa curiosa relativamente à Corinna é que a última coisa que esperava seria falar com uma alemã em... castellano. E ela ainda falar melhor do que eu... Mais tarde conheci outras pessoas. Tinham chegado no tal avião que se havia atrasado 7 horas. Estava já tudo fechado e apanharam-nos à porta do hostel. Por sorte. E por sorte também, o dono morava logo ali ao lado. Sorte dos mochileiros e dele que sem contar duplicou a ocupação do hotel. Estava formado um grupo e o plano para o dia seguinte era: Parque Nacional da Terra do Fogo de manhã e Barco para ver os pinguins, leões marinhos, pássaros, farol e navegar no Canal Beagle à tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8311518942124780668?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8311518942124780668/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8311518942124780668&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8311518942124780668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8311518942124780668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/dia-1-08-03-2007.html' title='Dia 1 ::: 08-03-2007 ::: Ushuaia'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-9170986680799740631</id><published>2007-04-18T17:40:00.000-07:00</published><updated>2007-04-18T17:42:00.175-07:00</updated><title type='text'>Ora vamos lá então começar!</title><content type='html'>Já a seguir não perca o primeiro episódio de "Os Diários de Autocarro"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-9170986680799740631?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/9170986680799740631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=9170986680799740631&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/9170986680799740631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/9170986680799740631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/ora-vamos-l-ento-comear.html' title='Ora vamos lá então começar!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4687554729430597336</id><published>2007-04-13T08:07:00.000-07:00</published><updated>2007-04-13T08:31:50.154-07:00</updated><title type='text'>"Sonics aqui tens o teu post!" ou "As promessas são para se cumprir!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/254/457739109_938e05126b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/254/457739109_938e05126b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ocorreu-me dizer que esta foi a última foto que tirámos juntos. Não foi certamente, mas teve o sabor disso mesmo. És uma Amiga. Com A muito grande! Levo de toda a malta as melhores recordações e tenho-os a todos como os maiores!! Mas acho que ninguém vai levar a mal se disser que és especial! - Maria não sejas egoista!! Este é o momento da Sonicha! - Obrigado por tudo! És grande!!! E vaidosa também já que agora reparo que antes da foto estavas de lágrima no olho e depois também mas na foto apareces com o sorriso do "Como-se-não-houvesse-amanhã". Vê lá se não demoras muito a vir cá! Os meus pais pagam-te para isso!! E os teus também! E os pais dos que não te conhecem, já agora!! Eu ainda não pago. Sou aquele gajo comentado nas finanças como "o sacana que está sempre a arranjar um estágio novo e a escapar à faca!" Mas por ser para ti não me importava de pagar! Tenho saudades tuas palerma!!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Beijinhos grandes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S. - Que corra bem a Feira do Livro!! Eu sei que vai correr porque te conheço! :p&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;P.S.2 - Os óculos em vez das lentes indicam uma viagem de 20 horas cruzando o atlântico até Frankfurt para regressar meia europa para trás para o Porto. Indicam isso e indicam que fico muito mais giro de lentes também. Embora eu seja sempre giro, claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4687554729430597336?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4687554729430597336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4687554729430597336&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4687554729430597336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4687554729430597336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/snia-aqui-tens-o-teu-post-ou-as.html' title='&quot;Sonics aqui tens o teu post!&quot; ou &quot;As promessas são para se cumprir!&quot;'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-515597852808975566</id><published>2007-04-13T07:57:00.000-07:00</published><updated>2007-04-13T08:18:51.543-07:00</updated><title type='text'>Foi bom mas acabou-se!</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/225/457729125_986f6b54c8.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Gente! Cheguei! Com a cabeça dividida e o pensamento com uma perna de cada lado do oceano. Cumpri a promessa e assim que pude fui ao sítio que podem ver aqui abaixo. A francesinha ficou para mais tarde, mas ainda trago no bucho a Francesinha da Sonics (e aquela pizza que comi há duas semanas na Bolívia também). Amanhã é dia de encerramento do Programa Contacto. Segunda-feira começam os posts a sério sobre a viagem. Até lá... gerir o regresso que bem preciso. Obrigado a todos os que ficaram do outro lado (e aos que já vieram também) por estes meses. Como dizia o outro, "Não há palavras para descrever tal algo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/229/457729127_d4093359b4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/229/457729127_d4093359b4.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-515597852808975566?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/515597852808975566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=515597852808975566&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/515597852808975566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/515597852808975566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/foi-bom-mas-acabou-se.html' title='Foi bom mas acabou-se!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-6355969182874491892</id><published>2007-04-10T13:46:00.000-07:00</published><updated>2007-04-10T13:47:17.456-07:00</updated><title type='text'>Voltei!</title><content type='html'>Gente! Cheguei ontem a Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanha parto para Portugal. Como devem calcular, tempo e coisa que nao tenho tido! Mas uma vez em Portugal começarei a mostrar por onde andei!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abreijos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-6355969182874491892?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/6355969182874491892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=6355969182874491892&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6355969182874491892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/6355969182874491892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/voltei.html' title='Voltei!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1483781535109965219</id><published>2007-04-05T12:20:00.000-07:00</published><updated>2007-04-05T12:27:59.591-07:00</updated><title type='text'>Salta, Mendoza (outra vez) e FIM!</title><content type='html'>Carissimos! A viagem de Uyuni foi a real aventura. Entretanto cheguei inteiro a Salta, onde passei 2 dias tranquilos. Sem excursoes, so pela cidade e pouco mais (ate porque o trem das nuvens esta fechado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.traveltango.com.ar/images/zonas/sla_juj/sla/tren_nubes.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.traveltango.com.ar/images/zonas/sla_juj/sla/tren_nubes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Salta segue-se Mendoza, onde estou agora. Ja ca tinha estado antes mas pareceu-me um bom lugar para terminar a viagem de modo relaxado. Para ja, nao podia estar mais enganado. Cristo ressuscitou ao terceiro dia conforme as escrituras mas eu preferia que tivesse sido no decimo. E que gracas ao facto de ser fim-de-semana de pascoa nao arrajei hostel aqui. Estou num hotel baratinho baratinho... mas longe do ambiente de mochileiro :(&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E pior... excursoes... tudo cheio... a ver se se consegue fazer alguma coisa ainda...&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;P.S. - E oficial. Falta uma semana para pousar os cascos (mae, pai nao fiquem ofendidos, e so uma expressao) na Invicta! Me aguardem!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1483781535109965219?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1483781535109965219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1483781535109965219&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1483781535109965219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1483781535109965219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/04/salta-mendoza-outra-vez-e-fim.html' title='Salta, Mendoza (outra vez) e FIM!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1395207398295730713</id><published>2007-03-31T18:27:00.000-07:00</published><updated>2007-03-31T18:59:40.613-07:00</updated><title type='text'>Em atraso!</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Gente! A culpa nao e minha! A Internet por estas bandas e que nao e grande coisa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive em Pucon: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.natalislang.com/ecards/cards/Pucon,-Volcan-Villarrica.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.natalislang.com/ecards/cards/Pucon,-Volcan-Villarrica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="center"&gt;Subi o vulcao Villarica, ainda activo. Nao vi lava mas cheirei enxofre que chegue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Depois passei por Santiago&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.visitingchile.com/images/santiago-de-chile.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Segui para S Pedro de Atacama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.traveladventures.org/continents/southamerica/images/atacama2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E fiz um tour de 3 dias pela Bolivia centrado no Salar de Uyuni:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.boliviana.org/content/pics/Accueil/SALAR11.jpg" border="0" /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dá para imaginar 12 mil kilometros quadrados de planalto cujo chao e totalmente coberto de sal? Da para imaginar estarmos num ponto e olhar a volta e so ver sal ate que a visao se perde no horizonte? Da para imaginar uma fina camada de agua de dois centimetros sobre o sal que faz um espelho tal que a dada altura nao sabemos se estamos na terra, no ceu ou no ar? Nao dá pois nao? Pois... é só visto. Estou tentado a dizer que... melhor que os Glaciares :o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma das fotos é minha porque as ditas estao guardadas em DVD e os PC´s de internet aqui só tem leitor de CD. Mas já sabem que no fim há um diário detalhado da coisa. Agora estou em Uyuni pronto para ir para Salta amanha. Na melhor das hipoteses a viagem demora 24 horas. A ver...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1395207398295730713?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1395207398295730713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1395207398295730713&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1395207398295730713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1395207398295730713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/em-atraso.html' title='Em atraso!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4037988998420124139</id><published>2007-03-22T17:26:00.000-07:00</published><updated>2007-03-22T18:11:45.490-07:00</updated><title type='text'>Assim sim! Vale a pena!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/181/430902743_9cdad943cd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/181/430902743_9cdad943cd.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ena pá! Tenho uma namorada famosa! Isso faz de mim famoso também? Ah como inchei agora! E nao foi de comer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Estou em Pucón.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4037988998420124139?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4037988998420124139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4037988998420124139&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4037988998420124139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4037988998420124139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/assim-sim-vale-pena.html' title='Assim sim! Vale a pena!!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-591149290068531433</id><published>2007-03-21T16:34:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T16:40:31.218-07:00</updated><title type='text'>Bariloche, a Suiça da Argentina, manda cumprimentos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/180/429779498_0af6767502.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/180/429779498_0af6767502.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu já com a minha nova aquisiçao a nível visual. Por 40 pesos (10 eur) nao se pode pedir muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/152/429779504_2790ecc565.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/152/429779504_2790ecc565.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Digam lá que nao parecem os Alpes? Com um bocadinho de sorte aparecia uma vaca roxa na foto.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-591149290068531433?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/591149290068531433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=591149290068531433&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/591149290068531433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/591149290068531433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/bariloche-suia-da-argentina-manda.html' title='Bariloche, a Suiça da Argentina, manda cumprimentos'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8641645344347832981</id><published>2007-03-20T16:46:00.000-07:00</published><updated>2007-03-20T17:00:22.170-07:00</updated><title type='text'>Eis os Tempanos, que é como quem diz, Icebergues.</title><content type='html'>Todo Glaciares é o nome da excursao que me levou um dia inteiro pelo Lago Argentino (e pela sua cor ora azul turquesa ora verde tropa claro, dependendo se o sol espreitava ou nao, o que nao aconteceu muitas vezes) de visita os restantes Glaciares daquela zona do Parque Nacional. Pelo caminho passei por inumeros Icebergues (Tempanos em Castellano) que nao mais sao que desprendimentos maiores dos glaciares. Ora mais brancos ora mais azuis, consoante estavam ha muito ou há pouco tempo debaixo de água, havia-os para todos os gostos. Com todo o tipo de formatos. Alguns em linhas rectas como que cortados a X-acto (??) outros redondos adquirindo formas interessantes. Pelo meio, paragem numa peninsula para comer qualquer coisa (impossivel por causa da chuva e do vento) e para visitar um pequeno lago onde pequenos pedaços de gelo se amontoam. A minha cara nas fotos está evidentemente condicionada por péssimas condiçoes climatéricas. Muito vento e chuva que me gelaram até aos ossos. Mas a vida de artista é isto mesmo (ou entao é outra coisa completamente diferente) e la me sujeitei. Mas também o fiz com agrado. As minhas maos é que nao gostaram muito. E os meus óculos de sol também nao que num momento de entusiasmo meu se esgueiraram do meu bolso directos ao fundo do Lago Argentino. Foi um final triste e frio para eles. Semelhante ao final da Apariçao. Só que neste caso foi mais Desapariçao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venham as fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/166/428650982_88e285678c.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/177/428650987_76729d9caa.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Algumas das últimas fotos dos meus óculos de sol.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/170/428650991_db05ad6083.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/188/428651005_7b52c2bf38.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;As coisinhas pretas dentro do gelo sao as Morenas. Sedimentos e detritos arrastados pelo Glaciar desde as montanhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/187/428651008_3429d75552.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/161/428651023_0a2870f56f.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora vou-me pirar! O pitéu de hoje é hamburgers que estao congelados. Pelo menos estavam até ha 1 hora e meia atrás. Deverao continuar como tal a menos que o calor infernal que está aqui dentro os tenha alterado. ;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8641645344347832981?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8641645344347832981/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8641645344347832981&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8641645344347832981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8641645344347832981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/eis-os-tempanos-que-como-quem-diz.html' title='Eis os Tempanos, que é como quem diz, Icebergues.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-949597764831303815</id><published>2007-03-20T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-03-20T16:33:24.159-07:00</updated><title type='text'>O Grande Perito Moreno!</title><content type='html'>Carissimos! Cá estao as primeiras fotos do Glaciar Perito Moreno. As descriçoes poeticas deixo-as para mais tarde que aqui tempo é dinheiro! Imaginem só um cubo de gelo de proporçoes inimaginaveis (acho que já disse isto)que grita, range e trovoa por todos os lados. É incrivel. Oh pra mim Marabilhado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/179/428631532_cc6a8d7a64.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/179/428631532_cc6a8d7a64.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois... se olharem com atençao... podem ver com frequencia coisas destas: &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/158/428631543_473b2e0b5f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/158/428631543_473b2e0b5f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/186/428631536_4e09f2b0fa.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/186/428631536_4e09f2b0fa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/146/428631547_5d55652cc9_m.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/146/428631547_5d55652cc9_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/157/428631551_f2beb25170.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/157/428631551_f2beb25170.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O som é uma mescla de um trovao enorme e interminável e um prédio a ser demolido. Pode considerar-se tao ou mais arrepiante como um golo azul e branco em noite de Dragao cheio (piadas alusivas ao Sporting serao imediatamente apagadas). É incrível caros amigos! Claro que como eu sou um gajo fantástico até filmes de desprendimentos de gelo tenho. Mas esses sao muito pesados e aqui nao dá para editar. Assim que quando chegar a Portugal e fizer um relato decente ponho aqui um videozinho. ;)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Próximo post: Os Tempanos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-949597764831303815?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/949597764831303815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=949597764831303815&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/949597764831303815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/949597764831303815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/o-grande-perito-moreno.html' title='O Grande Perito Moreno!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/146/428631547_5d55652cc9_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-4221138036997619646</id><published>2007-03-17T12:42:00.000-07:00</published><updated>2007-03-17T12:46:43.675-07:00</updated><title type='text'>Finalmente, o famoso!</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.interpatagonia.com/postales/imagenes/glaciar7P.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma semana e um dia depois de começar a viagem... chego ao famoso! Glaciar Perito Moreno! Imaginem um frigorifico com uma extensao a perder de vista e uma frente de dezenas de metros. Agora imaginem uma altura de 60 metros desde a água até ao topo. E depois imaginem que isso é so 30% porque os outros 70% estao debaixo de água. Já imaginaram? Agora esqueçam! Só visto. Já ouvi dezenas de descriçoes e vi dezenas de fotos mas só visto mesmo. A foto nao é minha nem vou por aqui fotos minhas porque ficaria muito pesado. Mas depois faço relatorio completo! Com filmes de desprendimentos e tudo. A coisa foi tao boa que decidi que vou voltar lá. Desta vez sem maquina fotográfica. Só para ver. E sentir. E ouvir. E gelar! :p&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de El Chalten. Estou farto de treckings. Vou mas é para o norte que isto aqui ainda por cima é muito caro! hehe! ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-4221138036997619646?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/4221138036997619646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=4221138036997619646&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4221138036997619646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/4221138036997619646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/finalmente-o-famoso.html' title='Finalmente, o famoso!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7497228796838653790</id><published>2007-03-16T11:08:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T11:22:09.359-07:00</updated><title type='text'>Torres del Paine para trás. Agora é El Calafate.</title><content type='html'>Carissimos! Cheguei ontem à noite de Torres del Paine. Estive lá dois dias. Resumindo, o objectivo era fazer um tour por todo o parque no primeiro dia e subir em direcçao às torres. Pelo meio dormir num camping e chegar as torres durante a noite para ver lá o amanhecer que dizem ser fantástico. O tour correu bem, na companhia de um casal de catalaes com quem fui falando todo o dia. Por volta das 5 da tarde termina o tour e o autocarro que seguia de volta para Puerto Natales deixa-me na entrada do parque, junto à Laguna Amarga onde apanhei um transfer ate ao hostal las torres. Aí deixei a minha mochila grande e subi apenas com a pequena. Já nao havia muita luz e o caminho, meus amigos, é lixado que se farta. Sobe, sobe, sobe e quando as pernas já nao aguentam... sobe ainda mais. Ainda assim fiz o caminho em hora e meia (está definido como tendo duas horas) e cheguei ao primeiro camping. Queria ainda chegar ao segundo mas a noite era escura já e decidi nao arriscar. Quando lá cheguei tive a primeira surpresa desagradável. Já nao havia tendas para alugar por isso ia ter de ficar numa cama do abrigo. Confesso que pagar 40 euros por uma cama num beliche de tres andares num total de 9 pessoas por quarto me irritou um bocado. Mas adiante. Era suposto acordar às 5 da manha e fazer o resto do caminho até ao segundo camping e dai ate as torres as escuras. Queria ver se alguem planeava subir mas ninguem tinha essa intençao. E eu... claro está... adormeci. Acordei às 6 da manha e apesar de ainda escuro ja se via o ceu a clarear ao longe. Pus as pernas a caminho que se faz tarde e comecei o caminho. Algo cauteloso porque nao via nada à frente acabei por me perder algures. Quando dei por mim estava a subir um monte enorme de gatas tal era a inclinaçao. Pensei... nao pode ser este o caminho! Ha gente que sobe com as mochilas e tendas para o segundo camping. Para ajudar... tinha-me esquecido da garrafa de água! É um bem bastante precioso. Para terem noçao nas menos de 24 horas que demorei no caminho ate as torres bebi mais de 5 litros. Os meus rins fizeram a festa. Como ja nao ia apanhar o amanhecer, decidi voltar atrás a buscar a minha garrafa e a pedir melhores informaçoes. Posto isto la subi. A meio do caminho começam a aparecer as pessoas em sentido contrario. Pudera... o amanhecer ja tinha sido. Nao interessa... continuei a subir ate que me encontrei junto à base das torres. deitei-me la numa pedra (ate porque as minhas pernas nao permitiam outra posiçao) e fiquei por la sozinho a contemplar as torres durante 30 minutos. Depois... toca a descer porque nao tinha muito tempo. E depois de duas horas a subir esperavam-me 4 a descer. Quando cheguei ao pe do lugar onde o transfer me ia buscar pus-me a pensar. Sinceramente, acho que nao valeu assim tanto a pena. No primeiro dia apanhei um dia fantástico e pude ver as torres durante todo o dia. O dinheiro que gastei para la ficar mais o cansaço e aquilo que a subida exigiu do meu corpo faz com que pense que nao valeu a pena o esforço. Claro que é lindo. Claro que uma pessoa se sente bem a chegar la acima. Mas pesando bem os prós e contras acho que nao valeu assim tanto a pena. Depois foram 4 a 5 horas de viagem para El Calafate onde cheguei ontem. Descobri os primeiros Israelitas simpáticos. Estive um bocado à conversa com 3. Hoje é dia de descanço. As pernas lembram-me constantemente que ontem estive nas torres e por isso decidi nao ir a nenhum tour. Fico simplesmente a vegetar aqui na cidade. Parece-me bem ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7497228796838653790?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7497228796838653790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7497228796838653790&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7497228796838653790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7497228796838653790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/torres-del-paine-para-trs-agora-el.html' title='Torres del Paine para trás. Agora é El Calafate.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-1318612572541317211</id><published>2007-03-13T18:58:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T19:19:01.442-07:00</updated><title type='text'>Tchanaaa!! Post número 100!!!</title><content type='html'>Carissimos! Estou em Puerto Natales onde cheguei hoje ao final da tarde. Amanha bem cedinho sigo para Torres del Paine. O dia vai estar preenchido por um tour por algumas das principais atracçoes do parque que termina por volta das 17h. Aí, espero conseguir deixar a mochilona num hostel que há no caminho e seguir viagem. O objectivo é caminhar de noite até às torres onde espero chegar antes do amanhecer. Depois é rezar para conseguir chegar e para que nao esteja tudo nublado que é o mais provavel. Visto o amanhecer aí, há que regressar abaixo ao hostel onde recolho a minha mochila e sigo para o autocarro que parte às 15h para El Calafate. Já à noite devo estar de chegada a El Calafate e aí volto a dar notícias. Em Paine nao vou dar certamente uma vez que segundo me consta, nao ha internet, telemóvel e tenho mesmo dúvidas que haja sequer telefone. A ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto deixo umas fotos de Ushuaia. Quando chegar a Portugal faço uma coisa decente. Aqui vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/126/420621744_d213714da9.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Que original! Escrever o nome em gelo eterno. Era eu e mais 20 mil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/170/420621721_798f4fe7b6.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ushuaia vista do outro lado do porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/159/420619127_f0a5d81848.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Subida ao Glaciar Martial. Nao dá para explicar o estado das minhas pernas no fim. Mas já se percebe alguma coisa pelo meu ar de felicidade. Um sorriso muito forçado tendo em conta as dores que faziam as minhas pernas latejar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/178/420619142_8c595855fa.jpg?v=0"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/178/420619142_8c595855fa.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Segundo dia. O Grupo de Ushuaia estava feito. Em cima: Esteban (Costa Rica), Eu (Portugal), Flo (Alemanha), Taki (Japao). Em baixo: A mexicana cujo nome nunca me lembro, Corinna (Alemanha) e Rosa (Espanha). A manha foi passada com uma caminhada pelo Parque Nacional da Tierra del Fuego. A este grupo se iriam juntar ainda uma Argentina, dois italianos e 3 americanos (on and off).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/156/420619130_6021bdd814.jpg?v=0"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/156/420619130_6021bdd814.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Pelo caminho. A Mexicana já tinha ficado para trás a pensar na vida. Pior para ela hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/157/420619132_654eac430b.jpg?v=0" border="0" /&gt;Só um atrasado mental enfiou o pé na lama significativamente. Quem havia de ser? Pois... vê-se logo pela barbatana. E meti uma perna toda até ao joelho. Que bem!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/130/420619137_ae0b3d64b9.jpg?v=0" border="0" /&gt;No mesmo dia da caminhada à tarde. Pinguins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/157/420619135_138f2daf73.jpg?v=0" border="0" /&gt;E lobos marinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E pronto. Era isto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-1318612572541317211?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/1318612572541317211/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=1318612572541317211&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1318612572541317211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/1318612572541317211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/tchanaaa-post-nmero-100.html' title='Tchanaaa!! Post número 100!!!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8224246095818833838</id><published>2007-03-13T09:11:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T09:16:57.385-07:00</updated><title type='text'># Momento Informativo # - Punta Arenas de passagem!</title><content type='html'>Carissimos! Estou em Punta Arenas de passagem até Puerto Natales, também de passagem, até Torres del Paine. Cheguei ontem â noite, dormi em casa de uma família de um amigo da rapariga alema. Punta Arenas parece ser uma cidade enorme mas com poucos motivos de interesse. Nao sei... em todo o caso gostava de conhecer melhor (até para poder fundamentar a minha opiniao) mas é tempo de me pirar. O objectivo é acampar em Torres del Paine e ver o amanhecer aí. Depois segue-se El Calafate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos nem pensar. Nao entendo como funciona tao mal a net em Ushuaia e agora em Punta Arenas nao tenho tempo para fazer o upload. Sou um desnaturado, eu sei, mas prometo que com tempo faço uma descriçao detalhada de tudo com direito a fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao ate loguito. Ate ao meu regresso que em Torres del Paine nao ha nada. Nem net, nem telefones.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8224246095818833838?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8224246095818833838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8224246095818833838&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8224246095818833838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8224246095818833838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/momento-informativo-punta-arenas-de.html' title='# Momento Informativo # - Punta Arenas de passagem!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-8734656078577440876</id><published>2007-03-10T14:55:00.000-08:00</published><updated>2007-03-10T15:00:39.365-08:00</updated><title type='text'>Primeiras notícias!</title><content type='html'>Passagem muito rápida para dizer que ainda estou em Ushuaia. Era suposto sair hoje para Puerto Natales no Chile mas, como avisam os guias, se chegar a Ushuaia é fácil, sair nao é tanto. Só consegui bilhete de autocarro para segunda e para Punta Arenas. Mas enfim... nao há stress. Por cá tudo bem. Tenho feito as excursoes na companhia de: 2 alemaes, 1 japones, 1 espanhola, 1 mexicana, uma argentina e um costa-riqueno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando houver mais tempo escrevo mais e melhor :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e beijinhos e desculpem a falta de acentuaçao mas o pc é espanhol...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-8734656078577440876?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/8734656078577440876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=8734656078577440876&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8734656078577440876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/8734656078577440876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/primeiras-notcias.html' title='Primeiras notícias!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2998180313213194663</id><published>2007-03-07T20:57:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T22:13:28.021-08:00</updated><title type='text'>Senhoras e senhores... vou só ali até ao Fim do Mundo e já volto!!</title><content type='html'>Já, já não. Se calhar antes ainda vou a Atacama, Bolívia e Norte da Argentina. E se realmente me voltar a dar na cabeça... Machu Pichu que, devido a alguns imprevistos, voltou a ficar para a catergoria "local-a-ir-se-der-tempo-e-se-o-dinheiro-for-mesmo-de-borracha-porque-até-o-de-plástico-acaba".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo ir dizendo por onde ando sempre que possa. Não prometo fotos porque não tenho um photoshop portátil para reduzir as fotos e dois megas e meio de foto ainda é coisa para pesar na ligação de um cyber-café. Isto falando só de uma. Mas manterei um diário que passarei para aqui. Pelo menos parte.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a malta vê-se por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/185/414306967_5ad178a11a.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/185/414306967_5ad178a11a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed name="MyFlashFetish.com" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" align="middle" src="http://www.mp3asset.com/swf/mp3/myPod.swf?myid=" width="180" height="380" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" scale="noscale" quality="best" menu="false" flashvars="path=2007/03/07" autoplay="true&amp;f="&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;P.S. - E dizem vocês... Este gajo é incrível! Até segundos antes de sair de casa, tira uma foto e vem pô-la (que palavra estranha) no blog. Com a mochila às costas e tudo! E eu respondo... é verdade! Juro que esta foto não foi uma encenação feita 2 horas antes de sair de casa! Foi na hora mesmo! Juro! A sério! Oh... pronto... não acreditem!&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;P.S.2- A música pode até nem ser do vosso agrado mas o que querem que eu faça? Não é fácil arranjar uma música que diga "Vou ao Fim do Mundo" e ainda ser uma música gira para toda a gente ouvir. Mas não... não vai no meu leitor de mp3. E se encravar a música peço desculpa. É natural que o ficheiro esteja pesadito. Eu ainda o tentei reduzir mas a única coisa que consegui foi uma versão acelerada com o Nuno Guerreiro a cantar depois de ter inspirado Hélio. Pelo menos tentei. Já não é mau!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;XAU!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2998180313213194663?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2998180313213194663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2998180313213194663&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2998180313213194663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2998180313213194663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/senhoras-e-senhores-vou-s-ali-at-ao-fim.html' title='Senhoras e senhores... vou só ali até ao Fim do Mundo e já volto!!'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3289152029332043903</id><published>2007-03-07T20:51:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T20:56:45.762-08:00</updated><title type='text'>Exactamente 4 meses depois...</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/147/414306963_359ef0b25d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/147/414306963_359ef0b25d.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Faz hoje (dia 7 de Março) precisamente 4 meses que pousei os cascos em Buenos Aires. "&lt;em&gt;Pousei os Cascos&lt;/em&gt;"... que expressão tão bonita. E lisonjeadora também! Os meus pais vão adorar! Debruçar-me-ei sobre este dito mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia 7 de Novembro de 2006 aterrava em Buenos Aires. Nesse mesmo dia havia um jantar em minha honra. Que lindos... ainda nem me conheciam e já sabiam que eu era importante! Depois de quatro meses, mudaram algumas pessoas. Umas regressaram a Portugal, outras estão agora a estrear-se. O espírito mantém-se. E os que já voltaram para o outro lado da banheira gigante (leia-se Atlântico) não foram esquecidos... descansem. O restaurante? O mesmo onde fomos agora, 4 meses depois: Broccolino. A morada? Av. Córdoba y Esmeralda. A sugestão? As Pizzas no Forno são boas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3289152029332043903?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3289152029332043903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3289152029332043903&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3289152029332043903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3289152029332043903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/exactamente-4-meses-depois.html' title='Exactamente 4 meses depois...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-7099231576870213439</id><published>2007-03-07T20:27:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T20:38:34.215-08:00</updated><title type='text'>Epá... isto hoje... está mortinho.</title><content type='html'>Está tudo triste porque o FC Porto perdeu com o Chelsea. Vai daí, para animar a malta, convoca-se uma manif. Bloqueia-se a Avenida de Córdoba, só uma das principais avenidas do centro e corta-se o trânsito por umas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/162/414293304_1bcbe9d37e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/162/414293304_1bcbe9d37e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/169/414293307_e0d4b86a20.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/169/414293307_e0d4b86a20.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/127/414293309_003a47588a.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/178/414293310_8c6b3d04c7.jpg?v=0" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eis os Piqueteros. Profissionais das greves surgiram em 2001, com a crise. Inicialmente reclamavam trabalho, segurança nas ruas, melhores condições de vida... enfim... o regresso ao passado recente. Hoje são os Profissionais das Greves. Pagos pela oposição para fazerem manifestações anti governo ou pelo governo para fazerem manifestações pró-presidente, são um verdadeiro exemplo de isenção: lutam pelo lado que lhes paga mais. Até vir outro cobrir a oferta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje não sei porque era a manifestação. Mas isso era importante? O importante é que se faça! Aqui há dias, por causa da chuva fez-se a manifestação dentro de autocarros. Juro que isto é verdade. Era vê-los a cruzar as ruas de Buenos Aires mais depressa do que nunca (e quem pode censurar os motoristas) libertanto pela rua o som dos tambores que se faziam ouvir em força lá dentro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-7099231576870213439?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/7099231576870213439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=7099231576870213439&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7099231576870213439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/7099231576870213439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/ep-isto-hoje-est-mortinho.html' title='Epá... isto hoje... está mortinho.'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-2412559956224335438</id><published>2007-03-06T21:41:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T21:44:19.866-08:00</updated><title type='text'>Cinema: Qual é o teu lugar? É o 14? Ora deixa ver... está aqui o 28...</title><content type='html'>Caraças! É tudo 28? Ah... é um anúncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece aos melhores. Acho eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/157/413313229_f4073a8be7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/157/413313229_f4073a8be7.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota do Autor: A fotografia está tremida porque se tocar o telemóvel no cinema (já para não falar em atender) é coisa pouco simpática, tirar fotografias dentro da sala, mesmo que o filme ainda não tenha começado, é coisa de bimbo. E mesmo sem flash já dei nas vistas que baste.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-2412559956224335438?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/2412559956224335438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=2412559956224335438&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2412559956224335438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/2412559956224335438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/cinema-qual-o-teu-lugar-o-14-ora-deixa.html' title='Cinema: Qual é o teu lugar? É o 14? Ora deixa ver... está aqui o 28...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-3949034710629117585</id><published>2007-03-06T21:37:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T21:41:07.011-08:00</updated><title type='text'>E porque eu sou um tipo que também é simpático quando quer...</title><content type='html'>... e se calhar também porque às tantas um dia conheço a mãe da Maria e não gostava de sair desse encontro com um olho negro, aqui fica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/182/413312716_fd139b6298.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/182/413312716_fd139b6298.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gente boa essa, a de Cinfães! Boa terra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S. - Maria não te rias muito porque lembra-te que disseste aqui há dias que o Ferreira Torres era da tua família. E mesmo que seja brincadeira tenho dúvidas que a tua mãe fosse achar piada. E com razão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31807366-3949034710629117585?l=ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/feeds/3949034710629117585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31807366&amp;postID=3949034710629117585&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3949034710629117585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31807366/posts/default/3949034710629117585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohmeudeusvimpararaofimdomundo.blogspot.com/2007/03/e-porque-eu-sou-um-tipo-que-tambm.html' title='E porque eu sou um tipo que também é simpático quando quer...'/><author><name>Tu(g)areg Porteño</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17021075624394463809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://www.kaffee-tipps.de/tuareg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31807366.post-9032702735298978834</id><published>2007-03-06T21:22:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T21:37:01.613-08:00</updated><title type='text'>Está aqui um quiosque... não estava?</title><content type='html'>As chuvas que se fizeram sentir um pouco por toda a América Latina chegaram há dias a Buenos Aires. Não se dêm ao trabalho de gozar com o meu verão porque já foram embora e estou outra vez cheio de calor. De resto, são 2 e meia da manhã e estou a escrever isto de tronco nu a suar que nem um texugo (porco pareceu-me cliché). Mas agora que penso... os texugos suam? Se calhar limitam-se a transpirar. Ou então até apenas sofrem de calores.&lt;br /&gt;Mas dizia eu que as chuvas torrenciais chegaram a Buenos Aires. Por pouco mais de um dia, choveu como nunca vi por cá. Ainda tirei fotos mas não ficaram grande coisa por isso saltei essa à frente. As ruas ficaram alagadas. A Maipú, rua por onde passo todos os dias para ir trabalhar estava completamente inundada e apercebi-me disso quando vi uma mota afundada até metade e pessoas com água pelo joelho. Ah! E o facto de o taxista a dada altura ter dito ""#$"#%&amp;%#$% entrou água no carro não sei por onde tenho o chão todo molhado" também ajudou. Claro que tanta chuva tinha de ter coincidências. A foto que se segue, é de um quiosque que existe num cruzmento bem perto de minha casa. Santa Fé y Callao. Um cruzamento cheio de movimento a qualquer hora do dia e da noite. Ora cá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/130/413312735_77e2bb2b7f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/130/413312735_77e2bb2b7f.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/161/413312739_d17ba44653.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/161/413312739_d17ba44653.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E dizem vocês: "mas não está ali nenhum quiosque!". E respondo eu: "Bem visto!"&lt;br /&gt;Não está mas esteve. Antes de ter chovido tanto que as terras deslizaram por baixo do quisque, e antes do mesmo ter mergulhado nas entranhas de Buenos Aires garanto-vos que havia um quiosque ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando vi, enquanto fotografava, dei comigo a pensar: "Eh! Eh! São estas pequenas coisas que ainda me vão lembrando que apesar de Buenos Aires ser o que é não deixo de estar no terceiro mundo, em plena América Latina". Vai daí, pensei que há não muito tempo aconteceu o mesmo em plena Lisboa mas com um Autocarro. E uns tempos depois com três carros. O primeiro em Alcântara e o segundo ao pé de Santa Apolónia. Com a agravante de não ter chovido torrencialmente nesses dias (ou nos dias anteriores mais próximos). Então mudei o raciocínio e pensei: "Bem... pelo menos não é só em Portugal.". Mas depois disseram-me que aquilo tinha acontecido durante a tarde e tendo em conta que eram 21 horas e já lá tinha estado polícia, médicos, bombeiros, televisão e mirones e aquilo que via agora, escassas horas depois, era um buraco perfeitamente limpo (nem sinais do falecido quiosque, enterrado ainda vivo), já com estruturas de suporte montadas para evitar maiores derrocadas e com o b
