Por esta rua se pode dizer que Argel já deve ter sido uma cidade bonita. Tem tudo para o ter sido. Uma baía enorme que abraça o mediterrâneo, um piso acidentado mal começa a terra. Se olharmos para Argel a partir do mar, a cidade sobe numa montanha enorme. O problema é que entre a independência e a guerra civil, Argel foi uma cidade que cresceu desmesurada e desorganizadamente. Não foi criada com as infraestruturas (esgotos e afins) para os 6 milhões de pessoas que aqui vivem, e a sensação que dá é que os prédios eram construídos em qualquer lado. Depois, se desse, fazia-se uma estrada aos S's a passar pelos prédios que cresceram sem critério.
É caso para se dizer que Argel até podia ser giro. Se terraplanassem 90% da cidade e começassem tudo de novo.
A rua onde estive é essencialmente uma rua de comércio. Com várias lojas e bancas nos passeios. A oferta é que não varia. Entre peles de serpentes com 3 metros, cinzeiros, burkas, salvas de ltão que servem de mesa e chichas (Nargilés, para quem não sabe) também se vê muita pulseira e colar. Mas o que salta mais à vista, até porque nos deixa cegos, é o dourado. Estes tipos abusam no dourado. Tudo tem que ter um bocadinho daquele amarelo cintilante. Cinto? Faz-se a presilha dourada. Cinzeiro preto? Bota-lhe uns desenhos dourados. Lenço com lantejoulas? Se não tem dourado não presta. Acho que até as mulheres por baixo das burkas devem ser douradas para agradarem aos maridos.
Um prédio ridiculamente estreito. A lembrar alguns que se podem encontrar na Baixa do Porto
Se fosse azul não te queixavas tanto ......
ReplyDeleteEu sinto falta de Alger
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